Três semanas para curtir a Espanha

O sul do país foi sinônimo de férias, mas a hora de ir para Barcelona finalmente chegou

Juliana Araújo, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2009 | 02h26

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15. O calor chegou forte na última semana de viagem. Os termômetros de Málaga marcavam 31 graus, mas a sensação era de 40. Por causa das festas na cidade, as ruas estavam tão cheias quanto a 25 de Março. Minha meta passou a ser achar um lugar refrigerado. Cancelei a visita à catedral - o ingresso custa 4 euros, sem ar-condicionado. Andei até o Museo Picasso (www2.museopicassomalaga.org; 6 euros), instalado em um palácio do século 16. Enfim, a temperatura ideal...

16. Resolvi dar nova chance ao centro de Málaga. Ainda bem. Topei com todos os clichês: touradas, flamenco, mulheres com flores no cabelo, leques... Comecei pela Plaza de Toros la Malagueta e, depois, subi até o Castillo Gibralfaro (2,10 euros), antiga fortaleza árabe. Lá de cima, dá para ver a arena dos touros, além das Praias de Pedregalejo, Las Acacias e El Palo. O roteiro monumental ficou completo na Alcazaba, uma miniatura de Alhambra. À noite, a festa se transferiu para o Recinto Ferial, a 4 km do centro. Shows, barraquinhas e um parque de diversões gigante.

17. Tarifa, em Cádiz, seria minha próxima escala. Antes de chegar lá, porém, quase mudei de rota. O ônibus em que estava fez uma parada inesperada em Algeciras, a 20 km de Tarifa. E ali descobri que poderia cruzar o Estreito de Gibraltar até Tanger, no Marrocos, pagando meros 20 euros. Foi difícil resistir. Aliás, fui ver que também há ferryboats fazendo a travessia a partir de Tarifa (FRS Iberia; 37 euros). Pesquisei tudo e deixei anotado para uma outra viagem. Cheguei à Praia de Los Lances a tempo de ver um pôr do sol incrível.

18. Fui ver o sol nascer em Valdevaqueros, a primeira praia depois de Los Lances. E logo descobri por que ela é uma das preferidas da turma que curte kite e windsurfe: a ventania é inclemente. A vizinha Bolonia não fica atrás, mas a água de um verde claro absurdo compensa com sobra as rajadas de areia. Zahara de los Atunes, mais adiante, tinha famílias inteiras dividindo um guarda-sol. Se puder escolher um lugar na costa de Cádiz, fico com a reservada Caños de Meca.

19. O calor do sul da Espanha nesta época do ano assusta. Saí das areias de Santa Maria del Mar e fui obrigada a entrar no primeiro café com ar condicionado. De volta à fornalha, segui para La Victoria, a praia seguinte. Mais mergulhos e só aí veio a coragem para deixar a água e ver o teatro romano, no Bairro del Pópulo. O prédio de 60 a.C. só foi descoberto durante escavações, em 1980. A parada seguinte foi na Catedral de Cádiz, mescla de barroco e neoclássico. Fiz um pedido: suportar o calor de Sevilha amanhã.

20. Minhas preces não foram ouvidas. O termômetro mostrava 45 graus em Sevilha. Sua catedral impressionante (www.catedraldesevilla.es), uma das maiores do mundo, acabou servindo de abrigo. Como era horário de missa, fui liberada de pagar 8 euros, mas não pude subir até a Torre de Giralda, parte da mesquita que havia ali. Na sequência, o palácio Real Alcázar (www.patronato-alcazarsevilla.es; 7,50 euros) e a Plaza de Toros de La Real Maestranza (www.realmaestranza.com; 6 euros). O fim do dia foi mais leve, no Museo del Baile Flamenco (www.museoflamenco.com; 10 euros).

21. Enfim, Barcelona. Desci na Estação Nord e, em vez de ir para Barceloneta, a praia mais próxima, me estirei no Parque de La Ciutadella. Vi que não havia comprado nada na viagem, apesar de ser época das rebajas (liquidações). Tomei, na Plaza Catalunya, um ônibus do próprio outlet La Roca (www.larocavillage.com). Voltei a tempo de mergulhar na Praia de Nova Marbella e de aproveitar a noite de Barcelona. A última da viagem.

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