Gabriel Pinheira/Estadão
Gabriel Pinheira/Estadão

Trilhas e montanhas do parque nacional

Big Bend combina cânions, rios e deserto na fronteira com o México

Gabriel Pinheiro, Estadão

16 Agosto 2016 | 00h42

Pense em montanhas, rios e deserto. O Parque Nacional de Big Bend, no Texas, é uma imensa área de preservação no Deserto de Chihuahua que combina paisagens de tirar o fôlego. São 3,2 milhões de quilômetros quadrados de natureza exuberante na fronteira dos Estados Unidos com o México. Todo o cenário é permeado pelas Montanhas Chisos – uma cordilheira cujo pico, chamado Emory, está 2,4 mil metros acima do mar – e pelo lendário Rio Grande, que divide os dois países. 

Os enormes cânions, esculpidos ao longo de milhões de anos, ficam mais bonitos a medida em que você avança no parque, que ainda é pouco visitado tanto por norte-americanos quanto por estrangeiros. No último ano, recebeu cerca de 400 mil turistas. 

Não espere encontrar brasileiros. Para os amantes da natureza com uma boa dose de aventura, o Big Bend tem muito a oferecer: abriga 3,6 mil espécies de insetos, 1,3 mil espécies de plantas e nada menos que 600 tipos de animais, entre pássaros, mamíferos, répteis e anfíbios. Há pumas e coiotes – que só saem das tocas à noite, para caçar –, ursos, leões da montanha, raposas e águias, símbolos dos Estados Unidos.

Desbravando. Para explorar o parque, pegue um mapa e pé na tábua: são 40 quilômetros de estradas e trilhas interconectadas, muito bem sinalizadas. A estrada mais famosa, Ross Maxwell Scenic Drive, passa por pontos espetaculares, como Sotol Vista (que oferece uma das melhores vistas do parque) e trilhas populares, como Chimneys, Burro Mesa Pour-Off e Tuff Canyon. 

Placas indicam extensões e recomendações, e o centro de visitantes do parque oferece serviço de guia. Se quiser começar com uma trilha mais fácil, aventure-se na Lost Mine Trail, perto do alojamento oficial e com bela visão das Montanhas Chisos. Ao fim da Ross Maxwll Scenic Drive, você chega à joia do Big Bend: o cânion de Santa Elena, na fronteira com o México, cortado pelo Rio Grande, que você terá de atravessar a pé para alcançar a trilha que leva à garganta do cânion.

A tarefa pareceu fácil, o que não era, apesar da correnteza calma ali e da profundidade de menos de um metro e meio. Mas as margens cobertas de lama, que afundam conforme você avança, tornam a travessia com uma mochila tarefa para iniciados. Tombos são frequentes. Melhor se aventurar apenas com trajes de banho, protetor solar e repelente. A máquina fotográfica? Leve por sua conta e risco. Há a opção de fazer rafting no Rio Grande. 

Feita a travessia, você alcança a trilha, não muito extensa. Todo o percurso leva pouco mais de uma hora. Ao final, a vista do cânion cortado pelo Rio Grande é cinematográfica. Se você não levou sua câmera, certamente aqui vai bater um arrependimento.

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