Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Trilhas e praias para curtir a Chapada dos Guimarães

Véu da Noiva, a cachoeira mais famosa, só pode ser vista do mirante. Mas há outras opções para se refrescar no parque nacional

O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2017 | 04h30

A imponência da cachoeira Véu de Noiva permanece igual, mesmo na época de seca, quando há menos volume d’água. Agora, contudo, quem vai ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães só pode observá-la do mirante: sentir seus respingos sobre o rosto, como fiz há 12 anos, é impossível. A trilha que levava a seu poço foi fechada por risco de desmoronamento no entorno da cascata.

Para as melhores fotos, prefira a parte da tarde. Mas a beleza é uma só a qualquer hora: as águas do Rio Coxipozinho despencam a 86 metros (equivalente a um prédio de 28 andares), pelas bordas de um imenso paredão de arenito. Embora o banho ali seja vetado, há outras maneiras de se refrescar do calor mato-grossense no parque. Duas cachoeiras que ficavam em propriedades vizinhas foram incorporadas à área protegida, para a alegria dos visitantes. 

Praia no cerrado

A dos Namorados é menorzinha, compacta, mas deliciosa para passar o tempo no seu poço raso. A segunda, a Cachoeirinha, tem uma praia maior, para jogar a canga na areia e se refestelar sob o sol do cerrado. A piscina natural que se forma ali é ótima para ir com as crianças – mesmo debaixo da cascata, a água chega na altura da cintura. Uma delícia, aproveitada em igual medida por turistas e moradores das proximidades. 

A trilha que leva a ambas tem cerca de 1.200 metros de extensão, é autoguiada e bem marcada – leve água e, se quiser curtir as cachoeiras por mais tempo, também um lanche. No caminho, repare na vegetação: próximo à entrada do parque, ela é ressecada, típica do cerrado. Como há milhões de anos a área era ocupada pelo mar, é comum encontrar no caminho fósseis de conchas e animais marinhos. Fotografe e devolva para o mesmo lugar, ok?

À medida que se avança para mais perto das águas, as árvores ficam altas e imponentes, e dá para sentir a umidade no ar. “Mas as espécies são as mesmas, a diferença está na cobertura do solo”, explica o guia Lucas Buttura, da Confiança Turismo. 

Para ir a outros atrativos, no entanto, será preciso o acompanhamento de um guia. O Circuito das Cachoeiras, por exemplo, tem 10 quilômetros de extensão (ida e volta) e passa por seis cascatas. Vá com roupa de banho por baixo para se refrescar sempre que possível – e não esqueça o protetor solar. A entrada no parque é grátis.

Na cidade

Chapada dos Guimarães é também o nome da simpática cidadezinha onde está o parque nacional. Mais alta que Cuiabá (800 metros acima do nível do mar), tem um clima mais fresco à noite, especialmente no inverno. Um alívio em comparação ao calorão da capital. 

No centrinho, a praça no entorno da Igreja de Nossa Senhora de Sant’Ana, do século 18, reúne uma feira de artesanato, bares e lojinhas simpáticas. A Onng, por exemplo, vende camisetas de boa qualidade, com frases tradicionais do Mato Grosso. Ao lado, a Delícias do Cerrado tem picolés e sorvetes com sabores típicos, como umbu, buriti e tamarindo. 

Almoço com vista

Mais afastado do centro, vale a pena reservar um almoço no Morro dos Ventos, restaurante com um belo mirante – em dias claros, dá para ver até os prédios de Cuiabá, a cerca de 70 quilômetros de distância.

Mas o que seria da vista se não fossem os sabores? O menu tampouco decepciona, com pratos típicos do Estado, muito bem servidos. Pedimos a costelinha de porco com arroz (R$ 136, para três pessoas, mas quatro comem tranquilamente), acompanhada de feijão, torresmo, farofa de banana e salada. Para fazer a digestão, melhor caminhar (bem pouco) até o mirante antes de voltar para o hotel. 

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