Alberto Valdes/EFE
Alberto Valdes/EFE

Turista com viagem para o Chile pode alterar ou cancelar viagem sem custo

De acordo com o Procon-SP, consumidor que quiser remarcar a viagem ou desistir do passeio não poderá sofrer penalidades

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2019 | 20h05

A onda de protestos que varre o Chile desde a semana passada complica a vida dos turistas que estão visitando o país ou têm viagem marcada para lá. O aeroporto de Santiago foi fechado, centenas de voos que chegariam à capital ou partiriam dela foram cancelados e o governo chileno decretou toque de recolher pelo terceiro dia. Diante desse cenário, os consumidores têm direito a alterar seus planos de viagem sem custo extra.

De acordo com o Procon-SP, o consumidor tem direito a cancelar ou remarcar as passagens aéreas e pacotes turísticos para o Chile sem sofrer multas ou penalidades, se isso for de seu interesse. 

O órgão de defesa do consumidor enviou especialistas ao aeroporto de Guarulhos para prestar orientações aos passageiros. E pediu que as aéreas Latam, Gol e Sky informassem de que maneira estão lidando com os passageiros que desistem de embarcar para o Chile nesse momento.

Caso queira alterar a viagem, a recomendação do Procon é que o passageiro faça contato com a companhia aérea por escrito. Isso ajudará a produzir provas documentais sobre o contato com a empresa, a resposta e o que tiver sido decidido. Essas provas poderão ser úteis em caso de processo judicial.

Se a passagem foi adquirida por uma agência, e não diretamente junto à companhia aérea, o cliente pode fazer contato com qualquer uma das empresas, já que ambas têm solidariedade passiva, ou seja, ambas são titulares do dever de prestar auxílio ao consumidor.

Órgãos de turismos chilenos tentam tranquilizar os turistas

A Subsecretaria de Turismo do Chile e o Serviço Nacional de Turismo (Sernatur) divulgaram nota em que informaram que a atividade turística não sofreu abalos em diversos destinos do país, como San Pedro de Atacama, Rapa Nui (Ilha de Páscoa), a região da Patagônia Chilena e o Parque Nacional Torres del Paine, entre outros.

Em Santiago, comércio, ônibus e metrô têm funcionamento parcial, assim como os traslados para o aeroporto - que ainda enfrenta problemas com cancelamentos e atrasos de voos.

"No caso de as autoridades restringirem o movimento nas vias públicas, a recomendação é manter sempre o passaporte e a cópia do cartão de embarque, de chegada ou de partida, ou o comprovante do bilhete, que serve como uma conduta segura para seus transfers de e para o aeroporto", orienta a nota dos dois órgãos, que recomendam, ainda, "adotar comportamentos de autocuidado e respeitar as regras estipuladas pelas autoridades locais."

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