Um castelo medieval e seus adoráveis anfitriões

Rodando por uma estradinha tipicamente toscana, imagine-se chegando ao pequeno povoado (cidadezinha seria superlativo) de Castiglione del Terziere, fundado entre os séculos 6º e 7º. Após parar o carro, você começa a explorar as estreitas ruas (na verdade, só duas) e se depara com um castelo milenar. Daí pensa: por que não bater à porta?

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2012 | 03h10

A simpática Rafaella Paoletti, de 51 anos, gira a antiquíssima maçaneta e convida para um café. Um gato preto, iluminado pelo entardecer, olha desconfiado da escada. No alto, o marido de Rafaella, de cabelos brancos e suspensórios, espera os visitantes.

Loris Jacopo Bononi (foto), de 83 anos, o Professore, adora um bate-papo. Químico farmacêutico renomado, descobriu nos anos 1970 uma molécula importante no combate à celulite. Com os royalties, comprou o castelo em ruínas e se dedicou a restaurá-lo. O resultado impressiona.

Mas não mais que sua paixão por livros. Seus mais de 100 exemplares da primeira edição da Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), fazem de Bononi um dos maiores colecionadores da obra do autor italiano. Além disso, mora nas paredes de seu quarto aquele que talvez seja o mais antigo retrato de Dante. Bononi frisa que cada um dos objetos do castelo tem uma razão para estar ali. Como o inestimável quadro de Rubens (1577-1640), em uma das bibliotecas. A visita é grátis, mas para não arriscar a dar com a cara na porta, agende no site dimoredelterziere.com.

No caminho até Castiglione, uma pausa para cliques em Bagnone, importante parada de comércio na era medieval. O castelo é bem fotogênico e concorre com a tímida Ponte Vecchio, construída no século 12. /F.M.

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