Um complexo sistema para contar o tempo

Muitos aspectos da construção da pirâmide cartão-postal de Chichén Itzá seguem sendo um mistério. Chamada também de castelo, a obra foi uma homenagem ao deus Kukulcán, a Serpente Emplumada. O espaçamento entre os degraus, os fenômenos acústicos, a relação com os astros evidenciam o profundo conhecimento dos maias em matemática e astronomia. Embora muitos dos hieróglifos presentes - mais de 8 mil - não tenham sido decifrados, diversos sinais revelam os fundamentos do complexo calendário maia.

YUCATÁN, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2012 | 03h09

Os maias usavam um calendário solar, o habb, com 18 meses de 20 dias cada um, somado a um período de 5 dias considerados desfavoráveis (totalizando 365 dias). Tinham ainda outro calendário sagrado, o tzolkin, com 13 meses de 20 dias cada um (somando 260 dias). Ambos eram combinados num calendário circular, equivalente a um ciclo de 52 anos. E é um desses ciclos que se encerra neste ano.

Sombra da serpente. A pirâmide tem quatro escadarias, cada uma com 91 degraus (subi-los está proibido)- que, somados, chegam a 364. Se a eles for adicionado o patamar superior do templo, comum às quatro escadarias, surge o número de dias do habb (365). Na fachada da pirâmide encontra-se 52 painéis.

Durante os equinócios de primavera (21 de março) e outono (21 de setembro) as visitas a Chichén Itzá praticamente triplicam - dos tradicionais 5 mil por dia para 13 mil. Nessas datas, à medida que o sol se movimenta, uma sombra projetada nas laterais de uma das escadarias da pirâmide forma o corpo de uma serpente, que se desloca até tocar a cabeça da Serpente Emplumada, na base da escadaria norte. /S.R.C.

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