Um dia entre as pirâmides

Evite o sol inclemente e a multidão de turistas: saia cedo para visitar Teotihuacán, a 50 quilômetros da capital

Patrícia Villalba,

07 Dezembro 2010 | 09h37

Uma vez na Cidade do México, reserve um dia para conhecer as pirâmides de Teotihuacán, o "lugar onde o homem encontra os deuses" para os teotihuacanos, povo anterior aos astecas. Localizada 50 quilômetros ao norte da capital, a maior cidade conhecida da era pré-colombiana foi construída há mais de 2 mil anos. O conjunto, formado por pirâmides sólidas, que serviam a rituais religiosos ainda cercados de mistério, fica ao lado das ruínas do Palácio de Quetzalpapalotl, cujas pinturas coloridas estão em bom estado de conservação.

 

Em seu apogeu, a cidade, hoje na lista dos Patrimônios da Unesco, chegou a abrigar 120 mil pessoas, que se aglomeravam nas casas simplórias que cercavam os templos – os únicos que seguem de pé. É o passeio mais emblemático do país, que pode ser feito de várias formas.

 

A mais comum são as vans que saem lotadas dos hotéis – todos oferecem o serviço, em geral por US$ 20 (R$ 34). A experiência, entretanto, pode não ser muito boa porque os guias, em busca de comissões, gastam tempo valioso levando o grupo para lojas ou para a Igreja de Guadalupe, que lembra o Santuário Nacional de Aparecida do Norte. Para conhecer o parque arqueológico no seu tempo e sem ter de aturar paradas "estratégicas", o melhor é juntar uns amigos e contratar um carro com motorista (cerca de US$ 100 ou R$ 170).

 
 Milenar. Palácio de Quetzalpapálotl, em Teotihuacan

Se fizer isso, siga uma dica preciosa: saia às 7 horas e, quando chegar lá, por volta das 8 horas (lembre-se, muito trânsito), o período de visitação estará no início. Com sorte, será possível explorar sem a tradicional multidão as pirâmides da Lua (de 45 metros de altura) e do Sol (65 metros de altura), separadas pela Calle de los Muertos – um conjunto de pirâmides menores. Outra vantagem é que pela manhã evita-se o sol forte – não queira descobrir o que é subir a Pirâmide do Sol ao meio-dia.

 

Subir é ponto de honra para o turista e, acredite, é bem mais fácil do que parece. Só não esqueça de levar água e vestir calçados confortáveis. Os degraus são altos e estreitos, o que requer atenção redobrada na descida. Mas não é preciso ser nenhum atleta para chegar ao topo.

 

BATE-VOLTA

Xochimilco

A apenas 20 quilômetros da Cidade do México, em direção ao sul, a localidade de Xochimilco encanta pelo colorido intenso: prepare-se para tirar belas fotos. Mas não se deixe enganar pela falsa proximidade. É preciso reservar um dia inteiro para poder aproveitar o passeio como se deve. Considere ainda o tempo de deslocamento: o trânsito na capital mexicana é invariavelmente engarrafado (os táxis levam até lá). Aos fins de semana, famílias mexicanas seguem para esse destino. Levam comida de casa e promovem almoços animados. A principal atração de Xochimilco são seus canais, onde ocorrem passeios em trajineras (barcos típicos) ricamente pintados e enfeitados com flores – casais sempre adoram. A bordo, pode-se lanchar e tomar as onipresentes margaritas, embalado pelas músicas típicas executadas ao vivo por incansáveis mariachis.

 

Xochicalco

Não tão preservada e extensa quanto Teotihuacán, mas bastante representativa, Xochicalco, a 40 quilômetros da Cidade do México, conta mais um capítulo da história pré-colombiana. Ela nasceu após o declínio de Teotihuacán, que fora abandonada por seus habitantes por um motivo que até hoje permanece inexplicado, e floresceu por volta de 700 a.C.. Para conhecê-la é preciso reservar um dia inteiro. O destaque fica para o imponente Templo da Serpente Emplumada, cujas ruínas foram descobertas em 1777.

 

 

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