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Um guia de sobrevivência em parques de diversão

Fashion é levar o conforto às últimas consequências

Mônica Nobrega, O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2019 | 03h00

Parque temático é muito legal, mas dia de parque temático é uma maratona, um teste físico; às vezes, um teste para os nervos. Se as férias dos seus filhos – consequentemente, as suas – incluem esse tipo de passeio, veja como maximizar a curtição e minimizar os apertos, seja no Brasil ou no exterior.

Conversem e reconversem

Criança precisa de diálogo. É imprescindível combinar tudo, explicar tudo, calibrar expectativas. A hora de pular da cama. Quanto tempo leva da hospedagem até o parque. Como será feito o trajeto. As atrações. 

Recentemente, cometi um grande erro nesse quesito. Em março passado, levei meu filho ao Beto Carrero World em dois dias durante a semana, fora de temporada. Pegamos parque vazio e pudemos repetir à vontade os brinquedos mais legais. Semanas atrás fomos pela primeira vez ao Hopi Hari, num lindo domingo de sol... E de filas quilométricas para as quais eu não tinha preparado meu filho.

Desistimos do barco Spleshi depois de hora e meia de espera e incontáveis “ainda demora muito, mamãe?”. Resultado: mau humor, claro.

Era nisso que eu estava pensando quando falei em teste para os nervos. 

Usem tecnologia ou tempo extra

Especificamente sobre as filas, vários parques têm estratégias organizadas para que vocês possam evitá-las. Não faz muito tempo que superei a preguiça e me dispus a entender o agendamento do Fast Pass no aplicativo My Disney Experience, dos parques Disney em Orlando, Califórnia, Paris e Hong Kong. Boa notícia: é intuitivo, fácil mesmo de usar. Além de ser um fura-filas gratuito. 

Nos parques Universal de Orlando e Los Angeles, o passe expresso é cobrado à parte. No Beto Carrero World, também – e custa quase o preço de um segundo ingresso. Eu usaria o dinheiro para ficar um dia a mais e poder repetir brinquedos ou fazer tudo com mais calma. 

Caprichem no look do dia

Parque temático tem uma única regra fashion: conforto levado às últimas consequências. A filha de 5 anos de uma amiga ficou com as pernocas irritadas no interior das coxas por passar um dia no Magic Kingdom de short jeans com barras dobradinhas, um atrito na pele da criança que se mostrou caótico com o passar do dia. As roupas precisam ser as mais leves, as mais práticas na hora de usar o banheiro, as mas fáceis de trocar. 

Nos pés das crianças, Crocs, aqueles bem usados, que não causarão bolhas – e com meias, se estiver frio. Não é para ficar bonito, é para ficar confortável. E tênis? Só em parques 100% secos: viram um incômodo insuportável quando estão molhados.

Passeiem leves 

Mochila é necessária para levar documentos, roupas, água. Troquem as coisas pesadas pelas leves: guarda-chuvas por capa de chuva, tênis extra (para quando molhar o que está nos pés) por meias extras (eu disse Crocs, lembra?), máquina fotográfica semiprofissional pelo celular. Ah! Pau de selfie é proibido em vários parques.

Lanchinhos?

Não acho que o custo-benefício de carregar tal peso compense. Comer nos parques, tanto no Brasil quando no exterior, custa mais ou menos o mesmo que comer na rua em cidades como São Paulo e Nova York.

Preservem o almoço 

Gastar uma hora num restaurante pode parecer perda de tempo diante de tanta coisa para ver. Dá para comer esperando na fila, afinal. Mas acredite: uma pausa tranquila para um almoço digno vai fazer o resto do dia render mais. Criança fica insuportável quando está com fome ou à base de guloseimas por muito tempo.

Aqui pertinho 

Citei lá em cima o Hopi Hari. O parque paulista chegou a fechar suas portas. Reabriu em fins de 2017 e luta para reconquistar o público. Na próxima Criança a Bordo, em 22 de janeiro, conto como foi minha visita ao parque neste novo momento. Com criança, claro.

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