Bruna Toni/Estadão
Vista da Seven Mile Beach, principal praia de Grand Cayman Bruna Toni/Estadão

Vista da Seven Mile Beach, principal praia de Grand Cayman

Bruna Toni/Estadão

Ilhas Cayman: um guia prático para comer, beber e curtir as principais atrações

Conhecido sob a alcunha de 'paraíso fiscal', o arquipélago no Caribe mostra que tem muito mais a oferecer: praias de mar cristalino, bons restaurantes e natureza exuberante

Bruna Toni , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Vista da Seven Mile Beach, principal praia de Grand Cayman

Bruna Toni/Estadão

Quando Cristóvão Colombo alcançou as águas caribenhas de Cayman, no início dos anos 1500, o que encontrou foi mesmo um paraíso. Cercado por um mar cujo tom varia do azul-marinho ao verde-água transparente, o arquipélago formado por três ilhas – Grand Cayman, Cayman Brac e Little Cayman – surpreendeu os europeus. Impressionados com a quantidade de tartarugas que ali habitavam, chamaram o local de Las Tortugas. E apesar de o país ter mudado de nome (e de as tais tartarugas terem quase sido extintas após anos de caça), o animal ainda estampa as principais marcas nacionais. 

Para os piratas, que começaram a procurar Cayman como esconderijo, as ilhas também foram paraíso. Ao sul de Cuba e ao noroeste da Jamaica, seus 264 quilômetros quadrados de área eram eficientes para se isolarem com seus tesouros saqueados. Mesmo hoje, com ares globalizados, o destino ainda é alternativa a quem quer fuga do mundo urbano ou de centros agitados como Miami – a 1h20 de voo. 

Paraíso também era à Inglaterra, aliás. Tanto que foi alvo de disputa entre britânicos e espanhóis até a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, quando a coroa espanhola reconheceu o domínio inglês. Domínio esse que nunca findou: as Cayman seguem até hoje sob tutela da Grã-Bretanha, tema que divide moradores a favor e contrários à independência.

Neste século 21, as Cayman mais uma vez mostraram ser paraíso, dessa vez pelo paladar. As ilhas viraram capital gastronômica do Caribe por investirem em restaurantes que exploram com maestria ingredientes locais, peixes e frutos do mar. Afinal, foi da pesca que a maior parte da população viveu até o início dos anos 1960, quando o turismo começou a crescer para se tornar a maior fonte de renda local.

Foi também nessa época que as ilhas adotaram medidas para atrair bancos, seguradoras e outros investidores do sistema financeiro mundial. Em nome das offshores, seu governo abriu mão da cobrança de impostos, levando o país a se tornar, enfim, o paraíso fiscal que, se nada tinha a ver com aquele encontrado por Colombo, faria (quase) o mundo todo conhecer esse pedaço do Caribe. Em seis dias turistando na Grand Cayman, a maior e mais povoada das três ilhas (e onde está a capital, George Town), esta foi a faceta com a qual menos tive contato. 

Afinal, a cada encontro com moradores, vindos de tantas partes do mundo (cerca de 50% da população é imigrante, com maioria de jamaicanos), descobri que a versão mais autêntica de Cayman é sua diversidade cultural, cujo ponto em comum acaba sendo sempre o ritmo e a alegria caribenha. Basta assistir a um desfile do Batabano, o carnaval local, realizado sempre em maio, para entender a beleza dessa mistura. 

Descobri também, como os navegantes de outros tempos, uma natureza exuberante e imprevisível, que contrasta com a arquitetura padronizada à la Flórida. Por fim, descobri que, assim como a paisagem, a história das Cayman nos dá muitos outros motivos para considerarmos as ilhas um paraíso. Os quais você confere a seguir.

 

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Para entender a história

Visitas ao sítio histórico Pedro St. James e ao Museu de História Natural passam em revista a história natural, política e social do país

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 03h30

As águas azuis transparentes de Cayman podem ser irresistíveis. Mas vale a pena deixar por algumas horas o calorão ao ar livre por duas atividades que ajudam o visitante a entender melhor aspectos que vão da história política do país desde a época da escravidão até a natureza do lugar e o papel das mulheres na sociedade. 

Pedro St. James 

O ar condicionado já bastava para aliviar o calorão que fazia lá fora, mas, quando a guia nos disse que ainda haveria jatos d’água durante a sessão, nos olhamos apreensivos. Estávamos numa sala escura, com cenário teatral, prestes a assistir a um filme sobre o sítio histórico da Grand Cayman, Pedro St. James. O que isso significava?

Abusando de pequenos efeitos sensoriais, como os jatos d’água, vento e sons de raios e trovões, o “cinema” do St. James conta, em 20 minutos, a história do Castelo de Cayman. Quando a casa de três andares com varandas amplas foi construída no século 18, ela era uma mansão diante das casas simples dos pescadores.

Rodeado por um belo jardim à beira-mar, o local teve muitas funções até se tornar centro histórico mantido pelo governo. No século 19, abrigou a eleição do primeiro Parlamento do país e foi sede da reunião que decretou o fim da escravidão, em 1835. Por isso, o St. James é também chamado de o Berço da Democracia de Cayman.

E o que raios, trovões e jatos d’água têm a ver com a história? Bem, estamos numa área de furacões – o último a atingir Cayman foi o Ivan, em 2004. Praticamente tudo foi destruído por furacões e incêndios – o que vemos agora é fruto de uma reforma feita pelo governo na década de 90. 

Os cômodos reproduzem a decoração oitocentista, com informações sobre os modos de vida da época: escravidão, sistema agrícola, instrumentos de trabalho e de uso cotidiano, sistema político.

O passeio vale pela paisagem, cujo horizonte é um mar azul-marinho inesquecível, e pela importância histórica. Mas pode ficar melhor se você, assim como nós, incluir a degustação de rum oferecida pelo restaurante do local. Sob o comando do jamaicano Rosane, viramos seis shots de vodca, rum puro e saborizado. Tudo ao som de trilhas sonoras animadas que ele comandava no celular – depois do terceiro copo, foi inevitável não dar uma dançadinha de leve.

O tour custa 10 dólares de Cayman (R$ 47) ou 15 (R$ 70) com guia (R$ 70). Com a degustação, são mais 5 dólares (R$ 24). 

Museu de História Nacional

Mais completo que o St. James é o Museu Nacional de Cayman, em George Town. Num sobrado do século 19 – uma das poucas construções que sobreviveram aos furacões ao longo dos anos e, portanto, uma mais antigas da ilha – estão reunidas narrativas sobre a história natural, política e social do país. 

São só dois andares – a visita leva no máximo 1 hora. O passeio começa com a exibição de um filme (eles gostam disso) de 18 minutos que conta da chegada de Colombo à América ao processo de ocupação das ilhas pelos ingleses. 

Saindo dali, repare na parede que deixa à mostra a estrutura da casa-museu e nas imagens da antiga arquitetura local, baseada no uso de madeira de acácia, sustentada por um resistente pau-ferro. 

Aí sim será hora de mergulhar na natureza de Cayman, descobrindo sua geologia e geografia. Achei incrível entender como o Oceano Atlântico despenca na fossa de Cayman, o ponto mais profundo do mar do Caribe, com 8 mil metros de profundidade. Com maquetes interativas e simulação de submarino, a sala é repleta de informações acessíveis para crianças.

Com um pequeno espaço à disposição, a curadoria do museu fez um bom trabalho. Há ainda espaço para falar sobre pesca, sobre os principais fatos históricos do país, depoimentos em vídeo sobre religião e o papel das mulheres, além de uma sala dedicada à aviação e sua companhia nacional, a Cayman Airways, patrocinadora do museu. Ingressos a US$ 8 (R$ 30). 

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Na água com arraias e um naufrágio

No passeios em alto-mar, uma surpresa: as arraias são tranquilas e dóceis. Basta o visitante (literalmente) recebê-las de braços abertos

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 03h30

Havia duas promessas quando a lancha partiu de Rum Point em direção a um banco de areia em alto-mar: mergulho e nado com arraias. Enquanto o primeiro não trazia muita tensão – usaríamos apenas o snorkel –, o segundo gerou um turbilhão de perguntas. Pudera: minha última experiência com o peixe havia sido na Ilha de Marajó, onde a recomendação era evitar o contato. 

“Elas são tranquilas e dóceis”, garantiam os guias da Red Sail Sports. Confiamos nas palavras deles e, a bordo de uma lancha, seguimos para Stingray City (Cidade das Arraias), uma das atrações mais famosas das ilhas. A casa das arraias é uma baía a oeste de Grand Cayman, a 40 quilômetros da costa. 

Segundo contam, elas passaram a frequentar o local por causa dos pescadores, que paravam ali para limpar os peixes. O que sobrava, lançavam ao mar, atraindo as arraias para perto. Elas se mostraram amáveis e, assim, não precisou de muito mais para a excursão virar passeio turístico pago. 

Antes da parada no banco de areia onde as arraias se amontoam em troca de comida, paramos para mergulhar com snorkel nas proximidades, à espera de que a cidade das arraias esvaziasse um pouco. Boa ideia: peixinhos coloridos, de tamanhos diversos, cruzavam de um lado para o outro, por vezes escondendo-se em corais, para onde pareciam me guiar numa brincadeira infinita.

Passados 40 minutos, seguimos para Stingray City. Depois de observar a naturalidade das dezenas de pessoas que abriam os braços para recebê-las, me enchi de coragem e entrei n’água. Desci as escadinhas da lancha e, logo no encontro com a primeira, subi novamente, tensa. Respirei fundo. Desci de novo. Com o incentivo de colegas e guias, abri, enfim, meus braços para uma arraia bem grandinha.

Antes da aventura, os guias dão todas as explicações sobre as diferenças entre as arraias e a forma como nós, humanos, devemos tratá-las – ficar com os braços abertos e dentro d’água é regra básica. 

Na Red Sail, o passeio leva cerca de 4 horas e custa desde US$ 95 (R$ 364) por pessoa, com snorkel, bebidas e toalhas. 

Debaixo d’água

No dia seguinte, trocamos as arraias por um navio naufragado. Enquanto os colegas com certificado internacional – exigido para mergulhar com tanque de oxigênio – retornaram com ótimas impressões da atração, eu, que fico apenas no snorkel, me contentei por ver, pela primeira vez, uma embarcação afundada, ainda que apenas do alto. Trata-se do USS Kittiwake, navio norte-americano que serviu de resgate a submarinos (e a algumas pessoas) durante e após a Segunda Guerra. 

Com suas 2.200 toneladas, começou a trabalhar em 1945 e “se aposentou” em 1994. Entre aspas porque, quase 20 anos depois, ganhou outra função: foi afundado em 2011 para criar recifes artificiais.

Na Red Sail, o tour custa desde US$ 75 (R$ 287) por pessoa e inclui equipamentos, toalha e bebidas. O mergulho profissional sai a partir de US$ 140 (R$ 537).

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Run, jerk e outros sabores

Não são poucos os passeios que terminam com shots da bebida mais popular do Caribe

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 03h30

A hondurense Dália foi paciente ao preparar oito mudslides no capricho, com pausas para que tirássemos fotos e aprendêssemos os segredos do drinque mais refrescante e popular de Cayman. Trata-se de uma receita com irish cream, licor de café e vodca, com doses de gelo e uma cereja coroando o copo. Você pode tentar fazer em casa, só não terá o cenário caribenho que faz essa bebida ganhar sentido.

Foi no Rum Point, praia com restaurante, bares e espreguiçadeiras, que provamos o mudslide (10 dólares de Cayman; R$ 47). E também o jerk chicken ou jerk pork trazido pelos jamaicanos e cuja melhor definição é churrasco à moda caribenha. Sobre as chamas de uma churrasqueira, as carnes de porco ou frango são grelhadas para compor um colorido prato com arroz, repolho e milho. O que torna tudo especial é o molho apimentado sobre a carne – mesmo eu, apreciadora de pimentas, suei para comer (11 dólares de Cayman; R$ 51).

A entrada na área do Rum Point é gratuita e funciona como nos quiosques das praias brasileiras: você chega, ocupa uma mesa compartilhada, uma espreguiçadeira e um guarda-sol e, em troca, consome. Há também como alugar caiaque, prancha de stand up paddle e fechar passeios que levam para pontos de mergulho, como o que fizemos para Stingray City.

Compras e mais

Na parte mais urbana da Grand Cayman, às margens da baía, está Camana Bay, um centro comercial a céu aberto muito semelhante aos outlets norte-americanos. Além das lojas e dos espaços verdes, há vários restaurantes que valem a parada no almoço ou no jantar.

Para ter uma experiência mais intensa, um bom caminho é o Flavour Tour. Como o nome entrega, trata-se de um tour de sabores: acompanhado de uma guia, você é levado a cinco restaurantes/bares do Camana Bay numa só noite, podendo degustar três pratos e quatro drinques elaborados especialmente para o passeio. Há de entradinhas leves, como saladas e queijos, até massas com frutos do mar e opções da culinária japonesa. 

Entre as paradas, a que mais me chamou a atenção foi o West Indies Wine Company, um bar de vinhos no qual, com um cartão recarregável, você pode provar mais de 80 rótulos, entre brancos e tintos. O sistema funciona assim: você carrega seu cartão, insere numa das máquinas e opta pela quantidade que quer que caia dentro da sua taça – há doses a partir de US$ 3. O tour ocorre às quartas-feiras, a partir das 19h. Custa US$ 89 (R$ 340) por pessoa, com tudo incluído. 

Segredos do rum

Outro tour interessante é o de degustação de rum, a bebida alcoólica mais popular do Caribe. Na Cayman Spirits Co., maior produtora da bebida nas Ilhas, você pode tanto visitar a fábrica quanto aproveitar para tomar um (dois, três, quatro…) shots da bebida em suas variações – banana, abacaxi, café…

Nossa passagem pela destilaria foi acompanhada por Scott, que saiu de Trinidad e Tobago para morar em Cayman. Foi ele quem nos guiou por entre equipamentos da pequena fábrica onde é produzido o rum, mistura da fermentação do melaço e água. “E qual a diferença para a cachaça?”, perguntou uma colega. “A cachaça é o que não é o rum nem é a vodca, é o meio do caminho”, respondeu ele.

Descobri que o rum também tem seus segredos de envelhecimento e armazenamento, podendo repousar em barris de carvalho por meses – segundo Scott, alguns barris são postos no fundo do mar para, no chacoalhar das águas, absorverem mais da madeira em seu sabor final.

Por ano, a empresa produz 1,3 milhão de litros de rum, o que “não é muito, porque somos pequenos, mas é suficiente para nós”, explica Scott, enquanto nos serve shots. Além de rum, há produção de vodca e de Rum Cola. Na loja do “Santuário do Rum”, como eles dizem, estão à venda canecões em forma de barril, o tradicional bolo de rum, e, claro, garrafas da bebida (desde 30 dólares de Cayman; R$ 139). O tour leva de 30 a 40 minutos, com degustação livre no final; 15 dólares de Cayman (R$ 70).

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Seis restaurantes que valem a visita

Durante muitos anos, a pesca foi a principal atividade comercial de Cayman - e essa herança se reflete à mesa, com abundância de peixes e frutos do mar

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 03h30

Não é à toa que Cayman se destaca na gastronomia. Não faltam bons restaurantes nas ilhas. 

Coccoloba e Ave

Os dois restaurantes, no Kimpton Seafire Resort, são abertos a não-hóspedes. O primeiro é pé na areia, de frente para a praia Seven Miles, e ideal para curtir o dia. Já o segundo, mais intimista, só abre para o jantar. Destaque para os tacos do Coccoloba (15 dólares de Cayman; R$ 70) e para o ravióli de cogumelos do Ave (20 dólares de Cayman; R$ 93). 

Wharf Restaurant 

Ideal para uma experiência romântica, ao pôr do sol. Fica instalado sobre uma plataforma com vista para o mar, com áreas coberta e ao ar livre. Quando o sol se põe, a única iluminação além do luar são as velas (o que dificulta a leitura do cardápio, mas cria um clima). Escolhi uma sopa deliciosa de batatas com cogumelos (8 dólares de Cayman; R$ 38) e uma lagosta (38 dólares de Cayman; R$ 176).

Lobster Pot

O nome do local já entrega sua especialidade: lagosta. Também de frente para o mar, com espaço ao ar livre, fica cheio de locais durante a semana. Pedi o peixe do dia, mas fiquei curiosa para provar a lagosta com abacate e manga, vinagrete apimentado e molho de estragão (16 dólares; R$ 75).

Royal Palms Beach Club

Com ambiente descolado e pé na areia, é bar, restaurante e balada. Para comer, vale tentar uma cabana na areia, bem charmosinha. O forte são as pizzas (16 dólares, em média; R$ 75), mas há pastas e frutos do mar. O ponto alto foi a sobremesa. Pedi um Sticky Toffee Rum Cake, mistura do pão de ló inglês com o típico bolo de rum de Cayman, servido com creme de baunilha (11 dólares; R$ 51).

Guy Harveys Restaurant

Localizado em Georgetown, centro da Grand Cayman, o bar e restaurante tem dois andares: o primeiro é para curtir em pé, se dividindo entre o salão e a rua. No segundo, a proposta é sentar e comer com vista para o mar. Pedi a porção de bolinho de camarão 

(25 dólares de Cayman; R$ 135) e uma lagosta linda e muito saborosa (45 dólares; R$ 209).

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Como chegar e onde ficar nas Ilhas Cayman

A melhor maneira de acessar as ilhas é via Miami. Confira algumas informações práticas

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 03h30

Veja algumas informações práticas que serão úteis na hora de planejar a sua viagem.

Como chegar

A melhor maneira é ir via Miami. Com a American Airlines, custa a partir de R$ 5.042, saindo de São Paulo. 

Melhor época

O alerta para possíveis furacões no Caribe começa em agosto e vai até meados de outubro. 

 

Moeda

1 dólar de Cayman vale R$ 4,63. A maior parte dos lugares aceita dólares americanos – mas o troco vem na moeda local.

 

Transporte

Se quiser alugar um carro, é preciso tirar uma licença (US$ 16). A mão é inglesa (mas há veículos com volante do lado esquerdo). O deslocamento para Little Cayman e Cayman Brac pode ser feito de barco ou avião. 

Onde ficamos

Kimpton

O mais novo dos quatro hotéis de luxo da ilha, o Kimpton fica de frente para a praia Seven Miles. Com decoração praieira e elegante, conta com 266 quartos, divididos em nove categorias – a maioria deles, com vista para o mar e amplas varandas. Entre as mais cobiçadas está a suíte presidencial, para até seis hóspedes e os bangalôs, de frente para o mar. Há ainda um quarto temático que muda de visual a cada temporada, com pinturas, playlist especial e itens como livro de cabeceira, lápis de cor e bloquinhos. Além de dois bons restaurantes, conta ainda com spa, academia, empréstimo de bicicleta, caiaques e moto aquática. Na piscina, atendimento de garçons, espreguiçadeiras, toalhas e protetor solar à vontade. No fim de tarde, uma rodada de vinho é servida com aperitivos no salão principal. Diárias desde US$ 600, sem café da manhã.

Ritz-Carlton

Também em George Town, o Ritz-Carlton é outra opção de luxo. Mais sisudo e tradicional, mantém a excelência da rede nos serviços oferecidos: restaurante assinado pelo chef francês Éric Ripert, festival gastronômico, campo de golfe e um spa de tirar o chapéu, da marca de cosméticos suíça La Prairie (tratamentos desde US$ 160). Reservei um horário para colocar a coluna no lugar. Ao longo de 60 minutos, a jamaicana Claudette Hanson fez a melhor massagem que ganhei na vida. Diárias começam em US$ 714, para dois.

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