Alexander Demianchuk/Reuters
Alexander Demianchuk/Reuters

Um ‘hook’ na Copa do Mundo

Destaques do que visitar na Rússia, Egito e Uruguai

Mr. Miles, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2018 | 03h00

Well, my friends, existe uma palavra que, em inglês, chamamos de hook. Em tradução literal significa gancho. Ganchos têm múltiplas utilidades. No jornalismo significa, more or less, pendurar uma coluna ou uma reportagem no que a realidade oferece. Se, for instance, um príncipe se casa (como Harry o fez alguns dias atrás), posso enganchar uma crônica na história dos casamentos reais. Os leitores, however, têm me pedido que use o hook da Copa do Mundo para falar das atrações dos países que vão estar representados na Rússia no embate que começa em breve. 

Indeed, it’s a good idea. Todos os países são dignos de nota, embora seu futebol, sometimes, não se compare ao que têm a oferecer para viajantes. Therefore, apenas para efeito de organização, vou começar pelos membros do grupo A:

Rússia. Falei sobre os hóspedes do Mundial recently, na edição especial do Viagem. É quase uma quimera tentar selecionar suas atrações. O maior país do mundo é tão grande e variado que até as pessoas com os gostos mais estranhos vão encontrar o que procuram em seus 17 milhões de quilômetros quadrados. Se acreditarem em Deus, haverá templos para diversos d’Eles, em todas as cores, formatos e arquiteturas; se não forem crentes, o país oferece 70 anos de história de suposto ateísmo; se querem arte, o Hermitage, em São Petersburgo tem o maior acervo do planeta; se apreciam lagos, o Baikal é o maior de todos; se querem modernidade, a pedida é Sochi; para quem aprecia história, meu amigo Iúri Bichkov, jornalista by the way, criou nos anos 60 o chamado Anel de Ouro, que inclui oito cidades muito interessantes. You have to go! Evite o carro, se não dominar o cirílico. E, of course: deixe para depois da Copa.

Leia mais: Prepare-se para a Copa do Mundo com os vídeos do Viagem Estadão 

Uruguai. Well, não se faz necessário equipamento de montanhismo. O simpático país ao sul do Brasil não tem montanhas; em compensação, tem pradarias, lindas estâncias (muitas delas abertas para visitação com churrascos inesquecíveis); tem Punta del Este, um balneário que reúne durante o verão pessoas que adorariam ser inglesas – e não tem um gato pingado no inverno; uma capital pequena, mas adorável; e Colonia del Sacramento, uma espécie de Paraty uruguaia (porque foi colonizada por portugueses, as well). But remember: nenhum outro país ganhou tantos Mundiais tendo uma população tão pequena.

Egito. Well, como disse meu amigo Sardenson Nephew, desde Maomé o Egito jamais produziu um craque como Salah. Em compensação, apesar de vosso pentacampeonato, o Brasil não tem uma única pirâmide digna de nota. Do you? De minha parte, eu aprecio o Nilo, pelo qual naveguei com Agatha (N.da R.: Agatha Christie, autora de grandes livros policiais ingleses), sou incapaz de compreender a grandeza daquela civilização (o que é comovente, I must say) e não posso acreditar que qualquer ser vivo deixe de ver de perto obras da magnitude do Templo de Karnak – se possível, bem cedo pela manhã durante o inverno, quando o sol ainda é suportável.

Anyway, aceitem o conselho de um amigo: jamais aluguem um carro no Cairo, a cidade que tem o pior trânsito do planeta e onde, by the way, todas as buzinas soam permanentemente como se, without them, os carros não funcionassem. Oh, my God!

Arábia Saudita. Para completar o grupo A, um país muito deserto e muito rico, que adora técnicos de futebol do Brasil e, thank Alá, sempre consegue uma vaga nas Copas do Mundo. Não se pode dizer que precise ou goste de viajantes. Pelo contrário: ocidentais (exceto os que trabalham nas zonas petrolíferas), são vistos com uma certa reserva em seu território. Há relíquias históricas e ótimos lugares para mergulho no Mar Vermelho mas, unfortunately, nada disso é aberto para turistas. On the other hand (sempre há um “em compensação”), o turismo religioso prospera no país. Como todo muçulmano do planeta precisa ir, pelo menos uma vez na vida, para Meca, a cidade recebe nada menos do que 13 milhões de visitantes por anos.

Mais sobre os países da World Cup na próxima semana. Hope you enjoy, my friends!

 

É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO. ELE ESTEVE EM 183 PAÍSES E  16 TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS. SIGA-O NO INSTAGRAM @MRMILESOFICIAL

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