Um labirinto em diversos tons de azul

Perca-se nos canais que formam as Ilhas Virgens Britânicas e descubra praias exclusivas e belezas submersas

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2009 | 02h40

A panorâmica do alto é uma prévia do que se verá nos dias seguintes. Um labirinto de ilhotas verdes, separadas por águas de diferentes tons de azul, todos cristalinos. Mas o que você não consegue avistar do avião são as dezenas de naufrágios em águas rasas e mornas, que fazem das Ilhas Virgens Britânicas um excelente destino para a prática do mergulho.

 

Chegar ao arquipélago é uma verdadeira maratona. Não há voos diretos a partir de Miami: é preciso seguir para San Juan, Porto Rico, e, dali, pegar outra conexão de mais 40 minutos. Há aeronaves maiores, como as da American Airlines, para 66 passageiros, mas os aviõezinhos da Cape Air têm lá seu charme. Neles, vão apenas dez pessoas, distribuídas por peso. "Nossa companhia é a única na qual todo mundo consegue sentar na janela e nem perde sua mala", brinca o experiente piloto Hermann Lustig, da Cape Air. Ele vai estar o tempo todo praticamente do seu lado.

 

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Antes mesmo de aterrissar você terá percebido que o inevitável jet lag realmente valeu a pena. A fórmula areia branca e água transparente, responsável pelo sucesso do Caribe, se repete por ali. Com uma vantagem: os turistas não chegam às praias em grandes levas, como ocorre em Aruba e Cancún, destinos mais usuais. Também será difícil encontrar brasileiros - são poucos os que têm as Ilhas Virgens como destino.

Melhor assim. A sensação de exclusividade vai acompanhá-lo do início do dia até a noitinha. E seu nível de exigência sofrerá um upgrade radical. Ao chegar a uma praia com mais de dez pessoas, você vai acabar torcendo o nariz, achando que tem gente demais na areia.

Quem escolhe as Ilhas Virgens - também é comum dizer BVIs, por causa da sigla em inglês - para passar as férias deve ter em mente que a proposta é mesmo o contato com a natureza. Nenhum edifício pode ser mais alto que a maior palmeira. Nada de grandes redes de hotéis e de fast food. E, apesar de ter bares divertidos e casas noturnas bem razoáveis, a balada definitivamente não é o forte.

O que não chega a ser uma deficiência, que fique claro. Há hotéis luxuosos, que primam pelo conforto e pela exclusividade, e até opções confortáveis e para bolsos menos recheados. Nos restaurantes, frutos do mar - especialmente a lagosta -, costela e massas.

POT-POURRI

Em meio a um cenário tão paradisíaco, por vezes parece faltar um pouco de identidade às Ilhas Virgens. Talvez por causa do reinante pot-pourri de costumes. Imigrantes são a maioria entre os 27 mil moradores da região. Boa parte vem de ilhas vizinhas, como a Jamaica. Aliás, em alguns momentos você terá a impressão de que desembarcou mesmo na terra de Bob Marley. O reggae impera nas rádios e os penteados rastafáris estão sempre na moda.

Há também aqueles que decidiram levar a sério o sonho de largar tudo e viver fazendo o que realmente gostam. É o caso do americano Colin Aldridge e de sua mulher, a venezuelana Andrea. Apaixonados por barcos e por mergulho, eles montaram uma operadora especializada nas praias da remota Ilha de Jost Van Dyke. "Não sinto falta de viver na cidade", garante Andrea.

O casal é exceção. Grande parte da população - 23 mil pessoas - se concentra em Tortola, a maior e a principal entre as 60 ilhas do arquipélago. E é nela que você vai desembarcar, ansioso para ver, de perto, o que até agora os olhos só observaram do alto.

Caso você chegue em um domingo, deixe para passear por Road Town, o centro de Tortola, num outro dia. Tudo, inclusive a feirinha de artesanato, fica fechado. É dia de ir à missa: religiosos, os moradores seguem para as igrejas com a melhor roupa. Sendo assim, prefira tomar um drinque no Pusser"s, perto da marina. Ou apenas relaxe na praia mais próxima, para dar tchau ao jet lag.

Viagem feita a convite da Secretaria de Turismo das Ilhas Virgens Britânicas

 

Confira os outros trechos destacados no mapa nos links desta página, acima

Road Town: não há muito o que ver além da feirinha de artesanato. Aos fins de semana, há algumas (poucas) balada animadas

Aeroporto: a imigração é rápida, sem filas e brasileiros não precisam de visto. Mas você terá de vir dos Estados Unidos

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