Atualizamos nossa política de cookies

Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.

UM NOVO COMEÇO: CONFIRA SETE PLANOS TURÍSTICOS PARA 2015

Chega de deixar para depois. Preparamos uma lista com algumas resoluções de viajante para serem cumpridas no ano que chega: estudar fora, dar a volta ao mundo, levar seu filho para conhecer o exterior...

Adriana Moreira, Mônica Nóbrega, Felipe Mortara, Bruna Toni e Stéfano Mariotto - O Estado de S. Paulo

Foto: Mike Segar/Reuters

Todo ano começa cheio de planos e uma lista de promessas para cumprir (ou descumprir) no próximo. Afinal, como disse Carlos Drummond de Andrade em seu poema Desejos de Ano Novo, “doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente”.

Dois mil e quinze pode ser o ano de levar seu filho para a primeira viagem ao exterior. Ou o ano em que sua decisão de saltar de paraquedas finalmente vai se concretizar. Pode também ser o ano em que você decidiu investir em você mesmo – seja naquele tão sonhado curso fora do Brasil ou entrando em forma com a ajuda de um spa.

Continua após a publicidade

Selecionamos aqui sete resoluções de ano-novo – quem sabe, uma para cada onda pulada? – para 2015. Talvez seja hora de enfrentar de vez a burocracia e tirar o visto para os Estados Unidos, deixar o passaporte em dia, tomar a vacina contra febre amarela e conhecer as ruínas de Machu Picchu ou os sabores de um safári na África.

É preciso dar o primeiro passo, sair da zona de conforto, transformar o sonhar em realidade. O Viagem dá as sugestões, as dicas e todo o passo a passo para seu 2015 ser repleto de roteiros pelo mundo – mas, o resto, só depende de você (e, talvez, da cotação do dólar e de uma ou outra promoção de companhia aérea).

Não há limites para um novo ano – os sonhos estão frescos e há doze meses inteiros, novinhos em folha, para conseguir realizar a lista dos seus desejos de viajante. 

Mais conteúdo sobre:

Encontrou algum erro? Entre em contato

Esporte combina com férias, sabia?

Aprender uma nova modalidade pode ser um dos pontos altos dos seus merecidos dias de descanso

Bruna Toni - O Estado de S. Paulo

30/12/2014 | 03h00

Na Lagoa da Conceição, a Ventuus oferece cursos de kitesurfe  Foto: Divulgação/Ventuus

O aprendizado de uma modalidade esportiva pode dar um sabor extra para a viagem de férias. Escolha a que combina com você. 

ESPORTES DE PRANCHA

Gabriel Medina saiu das areias de Maresias, no litoral norte de São Paulo, para ser campeão no Havaí. Você não precisa chegar tão longe – ficar de pé na prancha já é uma vitória para quem está começando. Em Ubatuba, um dos melhores points do Estado, a Escola Zecão de Surfe (13- 3845-1021) cobra R$ 150 a primeira aula, de 2 horas, para iniciantes – contrate mais aulas para ter desconto.

No Guarujá, na Praia da Enseada, as aulas da Curvão Surf School (curvaosurfschool.com.br) duram 1h20 e custam R$ 80 – é possível optar pelo pacote com cinco aulas, por R$ 300. A escola oferece ainda aulas de stand up paddle (sup), que vem ganhando adeptos graças à facilidade para aprender – em um dia, já é possível ficar de pé. A aula custa R$ 120, também por 1h20.

A maioria das escolas de stand up paddle fica no litoral, mas é possível aprender na capital e no interior. As aulas da Bohralah (bohralah.com.br) ocorrem no Yacht Club Paulista, na Represa Guarapiranga, e custam R$ 100 por pessoa. Na região de Sorocaba, as aulas (R$ 160) da SRSup (srsup.com.br) ocorrem na Represa de Itupararanga.

O princípio de ficar em pé sobre uma prancha também se aplica ao wind e ao kitesurfe – mas, nesses casos, o vento é elemento fundamental. A Lagoa da Conceição, em Florianópolis, está entre os bons destinos para aprender ambas as modalidades. Na Ventuus (ventuus.com.br), você desembolsa R$ 500 por módulo (cada um com seis aulas).

O vento farto do Nordeste criou vários points disputados de kitesurfe. Em Jericoacoara (CE), as próprias pousadas ajudam na escolha de cursos e aluguel de equipamentos, que, juntos, custam desde R$ 800. Para sair do senso comum, dê um pulo em Barra Grande (PI). A cidade tem atraído tantos turistas para a prática do kitesurfe que a pousada BGK (bgk.com.br) decidiu atrelar ao seu serviço de hospedagem o curso para iniciantes. São 10 horas de aula, divididas em dois ou quatro dias. O pacote, com equipamentos, sai por R$ 1.300. 

MERGULHO

Quando as belezas estão submersas, um curso de mergulho faz toda a diferença. A visibilidade debaixo d’água passa dos 40 metros em Fernando de Noronha, um dos mais belos pontos para a prática no Brasil. Não é barato: o curso básico na Noronha Divers (noronhadivers.com.br) custa R$ 2 mil. São quatro dias de aulas (teóricas e práticas) e sete mergulhos.

Como a viagem à ilha já vai levar boa parte de suas economias, pode ser melhor fazer um curso antes e, em Noronha, pagar apenas pelo mergulho. A Região dos Lagos, no Estado do Rio, tem várias escolas. A Dive Brasil (divebrasil.tur.br), por exemplo, oferece o curso para iniciantes por a partir de R$ 980, com aulas teóricas e práticas e quatro mergulhos.

Em São Paulo, a ScubaPoint (scubapoint.com.br) tem um plano básico para iniciantes por R$ 490. As aulas teóricas ocorrem na capital e, as básicas, em Paraty, num fim de semana – mais R$ 1.200, com hospedagem, traslado e quatro mergulhos.

PARAQUEDISMO

A 116 quilômetros de São Paulo, Boituva é a meca do paraquedismo. São oito níveis até conquistar o certificado – e muitas idas e vindas à cidade. Na Skycompany (paraquedismoskycompany.com.br), a parte teórica dura um dia inteiro (é possível dividi-la ao longo da semana). Depois vem a parte prática e, até a graduação, você gasta R$ 4.380. Outra boa escola por lá é a Paraquedismo Boituva (paraquedismoparaquedas.com.br), com dois planos. O Pacote AFF custa R$ 4.210 e inclui filmagem do instrutor.

Encontrou algum erro? Entre em contato

2. Estar pronto pra uma viagem de última hora

Stéfano Mariotto - Especial para O Estado de S. Paulo

30/12/2014 | 03h00

Com os documentos em dia, embarque para onde quiser Foto: Helvio Romero/Estadão

De repente, uma passagem aérea barata para aquele destino há tanto sonhado. Uma viagem de trabalho que permite esticar uns dias a mais no destino. Mas... você não pode ir porque seu passaporte venceu, está sem visto ou descobriu que precisa de uma vacina. Que tal parar de postergar as burocracias e deixar tudo no jeito para não perder nenhuma oportunidade de viagem em 2015?

PASSAPORTE

A boa notícia é que um passaporte mais seguro e com validade de 10 anos passará a ser emitido em 2015. A má é que ainda não há data definida para o início da emissão do novo modelo. Por enquanto, eles ainda valem cinco anos. 

O tempo de entrega do passaporte é de no máximo seis dias úteis a contar da entrega da documentação. Mas, antes, você precisa se cadastrar no site dpf.gov.br e pagar a taxa de R$ 156,07 – o passo a passo com os documentos necessários e outras dúvidas comuns você encontra no especial feito pelo Estado: oesta.do/viagempassaporte. Tenha em mente que atrasos podem ocorrer e que muitos países exigem passaporte com validade mínima de seis meses.

VACINAS

A vacina de febre amarela é a mais importante do calendário do viajante. Muitos países da América Latina, África e Ásia a exigem (para ir a Machu Picchu, no Peru, por exemplo, você precisa estar vacinado). É preciso tomá-la no mínimo dez dias antes do embarque – a imunização vale por dez anos. É útil também passar no Núcleo de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas (oesta.do/medicinaviajantes), que avalia a necessidade de vacinas e medicamentos úteis, dependendo do destino a ser visitado.

Já imunizado, leve a carteira de vacinação preenchida e um documento de identidade para emitir o Certificado Internacional em um dos Centro de Orientação ao Viajante – os aeroportos de Congonhas e Guarulhos têm os seus. Consulte a lista completa na Anvisa: oesta.do/anvisavacina

VISTO

Há muito se discute quando os Estados Unidos deixarão de exigir o visto dos brasileiros para viagens a turismo. A BrandUsa, entidade de promoção turística norte-americana, já se posicionou favorável ao tema, mas, até agora, não há nada concreto sobre o assunto. Para viajar à terra do Tio Sam o visto continua sendo necessário – e válido por dez anos.

Não é preciso ter a viagem marcada para solicitar o documento. O prazo para agendar a entrevista varia de acordo com a época do ano – nos períodos pré-férias, a demanda é sempre maior. No mês passado, o agendamento em São Paulo levava nove dias. O processo começa preenchendo o formulário DS-160 (ceac.state.gov/genniv/) e com o pagamento da taxa de US$ 160. Com o número vinculado ao formulário você agenda a entrevista e a ida ao Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (Casv) para a coleta de foto e impressões digitais – a lista com os endereços está no brazil.usvisa-info.com. Seu passaporte precisará ter pelo menos seis meses de validade. 

Mais conteúdo sobre:

Encontrou algum erro? Entre em contato

Como investir em um curso fora do Brasil

Apesar dos cursos de idiomas liderarem a procura, outras opções de intercâmbio podem ajudar a incrementar o currículo

Felipe Mortara - O Estado de S. Paulo

30/12/2014 | 03h00

Turbine o currículo aprendendo um novo idioma ou com uma especialização Foto: Gretchen Ertl/The New York Times

Embora os cursos de idioma continuem sendo o carro-chefe das empresas de intercâmbio, outras opções têm ganhado força para quem almeja uma vivência fora do Brasil. Informar-se sobre as alternativas mais adequadas a cada propósito e planejamento são mandamentos para não entrar em ciladas multiculturais. Fabiana Fernandes, gerente de produtos da CI, e Emília Miguel, gerente comercial da Experimento, explicam um pouco do atual cenário para quem quer estudar fora, como o dólar alto impacta os planos e dão dicas de como organizar a viagem.

COMO ESCOLHER

As empresas estão acostumadas a indicar cursos e atividades não apenas com base no que a pessoa busca, mas no que pode ser adequado ao estilo de cada um. Em seguida, avalia-se os pré-requisitos para cada atividade: se são necessárias certificações de idioma ou solicitar inscrição com antecedência. A partir do “sim” da instituição, a documentação para o visto é encaminhada ao estudante. “A possibilidade do visto ser negado existe, mas é bem pequena. Hoje, para requerer visto de estudante para os Estados Unidos, é necessário o comprovante de matrícula”, explica Fabiana Fernandes, da CI.

DESTINOS E TENDÊNCIAS

Os Estados Unidos retomaram a liderança no número de intercambistas brasileiros, após ficar alguns anos atrás do Canadá. O inglês segue como idioma mais buscado, com a Inglaterra em terceiro lugar. Os cursos de ensino médio continuam em alta, mas a procura por outros idiomas e países como Japão, Espanha, França e Alemanha vem aumentando. “Vejo mais jovens entre 13 e 15 anos viajando por três ou quatro semanas para Austrália e Nova Zelândia, substituindo o sonho de ir pra Disney”, diz Emília Miguel, da Experimento.

PRINCIPAIS OPÇÕES

Os mais procurados para todas as idades ainda são os intensivos de idioma, mas as vivências culturais são cada vez mais almejadas. “O comportamento do jovem e do adulto intercambista hoje tende a fugir só do idioma, buscando combinar com algo pessoal ou profissional”, afirma Emília, da Experimento. Desde cursos de férias para jovens – há opções a partir dos 10 anos – até um ano de ensino médio (programas de High School). 

CURSOS DE EXTENSÃO

São cursos temáticos com duração de três meses a um ano. Uma possibilidade de voltar com especialização profissional bem focada, com carga horária forte, sempre maior do que 18 horas semanais, que pode incluir estágios não remunerados em empresas locais. “Os mais procurados atualmente são marketing e gerenciamento de projetos. Mas há os mais técnicos, como design de interiores, recursos humanos e contabilidade”, diz Fabiana, da CI. Para esses cursos, é importante ter inglês fluente, já que o conteúdo é bem voltado para parte profissional. Certificados de proficiência como o Toefl são obrigatórios, e as empresas ajudam a reunir toda a documentação para a inscrição. Universidades californianas como Berkley, Irvine e Riverside estão entre as favoritas – na CI, um curso de 4 meses custa US$ 13.500 (não inclui taxas, seguro, inscrição e acomodação). 

MAS E O DÓLAR ALTO?

Como todos os preços são cotados em moeda estrangeira, a atual alta do dólar, na faixa de R$ 3,60, pode ser um entrave para intercâmbios. Segundo Emília, da Experimento, o caminho é o planejamento. “A pessoa deve se planejar com pelo menos 6 meses de antecedência, mas ela pode fixar até 24 parcelas pelo banco.” Emília acredita que, apesar dos juros, pelo menos o valor estará fixado com a cotação de hoje. “Muita gente dá entrada e parcela o programa em várias vezes com boletos em moeda estrangeira. O dólar já foi mais alto do que é hoje e a tendência é não reduzir – ou até aumentar”, avisa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

4. Levar meu filho para passear no exterior

Mônica Nóbrega - O Estado de S. Paulo

30/12/2014 | 03h00

Helena, de 6 anos, tinha apenas dez meses quando embarcou pela primeira vez em um voo longo, rumo aos Estados Unidos. Seu irmão mais novo, Rafael, hoje com 3 anos, foi ainda mais precoce: aos 23 dias de vida estava em um voo de São Paulo para Recife. Há três meses, os pequenos viajantes foram ao Peru. Tudo, claro, em companhia dos pais.

Para quem sente saudade de cair na estrada e quer superar o receio das possíveis dificuldades longe de casa, vale ouvir o que diz Glaucia Colebrusco, a mãe de Helena e Rafael: “Meu principal conselho é ter coragem”, diz ela. “Se você não for e não deixar que eles experimentem, nunca vai saber.”

Também é indispensável pensar na documentação e garantir infraestrutura, segurança e cuidados básicos. Com as dicas a seguir, você pode incluir a viagem com filhos na sua lista de desejos de ano-novo.

DOCUMENTOS

Até os 4 anos, o passaporte infantil tem validade equivalente à idade da criança. Assim, o documento emitido para criança de 2 anos vale por dois anos, e assim por diante. A partir dos 4 anos, a validade passa a ser a mesma dos demais, de cinco anos – prazo que será estendido para dez anos nos novos passaportes emitidos a partir de data ainda não definida em 2015. Informações e formulários: dpf.gov.br/servicos/passaporte.

Outra novidade é a impressão, no passaporte da criança, da autorização para viagem desacompanhada ou acompanhada de apenas um dos pais, com a mesma validade do documento. Se o passaporte não contém a autorização, será preciso procurar a Vara da Infância e Juventude. Mais: oesta.do/autorizaviagem.

O RG é aceito para viagens pela América do Sul (com exceção das Guianas), mas, como criança muda muito de fisionomia, os oficiais de fronteira podem pedir comprovações extras. Leve também a certidão de nascimento original; companhias aéreas não aceitam xerox.

NO VOO

Você pode levar a comida da criança no avião, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – e, dada a escassez de opções em voos comuns, recomendamos fortemente que faça isso. Esteja preparado para, no momento da fiscalização no aeroporto, abrir potes e provar um pouco de cada alimento.

A segurança das crianças em aviões é um tema controverso e alvo de críticas por parte da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Segundo a entidade, o cinto de segurança convencional da aeronave só é efetivo para passageiros acima dos 20 quilos, peso que a criança atinge por volta dos 5 anos. Apesar do custo extra que isso representa para os pais, a SBP recomenda que crianças de qualquer idade ocupem uma poltrona exclusiva.  “Até 1 ano, ideal é que a criança vá em um bebê conforto voltado para trás, como nos carros”, diz a secretária do Departamento de Segurança da entidade, Renata Waksman. No caso de ir no colo (permitido pelas aéreas até 2 anos), ela recomenda usar suportes de carregar o bebê junto ao corpo do tipo mochila, para os maiores de 3 meses. Algumas empresas aéreas oferecem berço, e podem cobrar por isso – e também para colocar a família nos primeiros assentos da fileira, onde a peça é fixada.

Para amenizar a pressão no ouvido, no caso dos bebês, amamente, dê mamadeira ou chupeta. Ofereça bastante água, vista a criança confortavelmente, com roupas quentinhas (o ar-condicionado costuma ser forte) e fáceis de serem trocadas. Pense em diversão, como brinquedos queridos (ou, quem sabe, uma novidade, para ser descoberta durante o voo?), cadernos de colorir, lápis e o tablet para evitar ou amenizar ataques de fúria. Se acontecer, mantenha a calma, concentre-se em acalmar a criança e ignore olhares de reprovação. 

SAÚDE

“É indispensável levar a criança ao pediatra antes de viajar”, recomenda Renata Waksman. O profissional indicará os medicamentos da farmácia básica que a família deve levar. “Antitérmico, antialérgico e um remédio contra náusea e enjoo de movimento são úteis, desde que a criança já tenha tomado. Termômetro e itens básicos para curativo, também”, diz. Para viagens ao exterior, contrate seguro-viagem com ampla cobertura. A vacina contra febre amarela, exigência comum mundo afora, pode ser dada a partir dos 9 meses.

ALIMENTAÇÃO

Há famílias que preferem ter em mãos alguns alimentos transportáveis com os quais a criança esteja familiarizada. É uma possibilidade – em viagens ao exterior, verifique antes as restrições dos órgãos locais de vigilância sanitária. Renata Waksman, da Sociedade Brasileira de Pediatria, sugere ainda consultar o hotel sobre o tipo de alimentação servida e a possibilidade de preparo sob medida.

A mãe viajante Glaucia Colebrusco, no entanto, diz que nunca levou nada para as crianças comerem durante a viagem. Na Europa, Helena estranhou um pouco a comida. “Completávamos a alimentação dela com fruta e iogurte. Sempre tem algo mais neutro que é possível oferecer”, diz. “Fico mais preocupada com a água, que prefiro comprar engarrafada”, diz Glaucia. A pediatra concorda: “Para criança, água mineral sempre. Em qualquer país”.

Mais conteúdo sobre:

Encontrou algum erro? Entre em contato

5. Dar a volta ao mundo

Felipe Mortara - O Estado de S. Paulo

30/12/2014 | 03h00

Felipe Santana cruzou 32 países em 18 meses Foto: Arquivo pessoal

Só em 2014, o empresário paranaense José Victorelli, de 31 anos, já perdeu a conta de quantos destinos visitou. “Alguma coisa entre 35 e 40 países, mas eu quero conhecer todos os países do mundo. Menos a Somália, a situação está complicada por lá”, conta ele, que adotou o apelido de Zellfie nas redes sociais, onde posta selfies e vídeos bem-humorados de suas peripécias. Quem sabe dar uma volta ao mundo também não seja a sua resolução de ano-novo

Diferentemente de Zellfie, que tem feito sua volta ao mundo em parcelas, você pode organizar sua sonhada viagem de uma só vez. As principais alianças de empresas aéreas oferecem os chamados bilhetes RTW (round the world ticket), que combinam uma série de trechos predefinidos. Entretanto, é preciso ficar de olho nas regras para encontrar o bilhete que se encaixe na sua viagem.

A Star Alliance (staralliance.com/pt) reúne 27 empresas, totalizando 1.321 aeroportos em 193 países, e oferece um software online que permite imaginar ponto a ponto sua jornada – são no mínimo três e no máximo 15 destinos – e, ao final, já calcula a tarifa.

O cálculo é feito com base em quatro níveis de milhagem (de 26 mil a 39 mil milhas), do ponto de partida e da classe de serviço, mais taxas. Um bom exemplo de itinerário: São Paulo – Lisboa – Frankfurt – Istambul – Cingapura – Pequim – Tóquio – Chicago – Cidade do Panamá e São Paulo. Com parada em todos os destinos, a tarifa custa US$ 4.270.

Na Oneworld (oneworld.com), a contagem é feita não só por milhas, mas também por continente. É possível desenhar roteiros passando por, no mínimo, três continentes, com apenas uma partida e uma chegada intercontinental em cada. Como são quase mil destinos em 150 países, talvez a maior dificuldade seja escolher 16 pontos de parada – sempre seguindo uma única direção. Dois problemas: garimpar no site voo a voo para obter uma cotação prévia do bilhete integral e voos com conexões. Uma opção com bom custo-benefício são as tarifas circle, ideais para quem deseja visitar vários continentes sem literalmente dar a volta ao mundo.

As 20 associadas da Sky Team chegam a 1.064 destinos em 177 países. O software planejador de volta ao mundo permite de 3 a15 paradas, por períodos que variam de 10 dias a um ano. As regras de sentido único e de milhagem máxima são iguais às das outras alianças – além disso, é possível compartilhar seu plano de viagem com os amigos nas redes sociais. Um bilhete com nove paradas, saindo de São Paulo e passando por Lisboa, Paris, Istambul, Délhi, Pequim, Sydney, Los Angeles e Nova York, custa US$ 6.080. 

À sua maneira. Apesar da praticidade, as passagens fechadas de volta ao mundo podem não valer a pena. “Eu pretendia viajar por mais de um ano e variar a direção dos trechos aéreos, por isso descartei essa opção”, conta o estudante Felipe Santana, de 21 anos, que cruzou 32 países em 18 meses. Ele comprou trechos isolados com milhas e evitou aviões. Santana lembra que o roteiro foi improvisado, mas a lista de países onde queria ir já existia. “Eu tinha os pontos, mas não os caminhos que ligam esse pontos”, explica.

Mais conteúdo sobre:

Encontrou algum erro? Entre em contato

6. Sair da dieta

Adriana Moreira - O Estado de S. Paulo

30/12/2014 | 03h00

Foto: Bruna Tiussu

Sabores e temperos costumam conter altas doses de cultura local. Podem ajudar a entender o modo de vida de uma população ou refletir tendências de um destino. Sendo assim, por que se privar?

TOSCANA

O zelo no preparo dos pratos, os vinhos elaborados com cuidado e os temperos frescos dão sabor especial à tudo que se prepara na Toscana. A pedida é ir de carro, se perder entre as cidadezinhas, parar em pequenos restaurantes e vinícolas. Ou seguir logo para os endereços renomados: há 35 restaurantes com estrelas Michelin na região italiana. Mesmo sem estrelas, o La Villa, do Hotel L’Andana, em Castiglione della Pescaia, tem a assinatura do chef francês Alain Ducasse e menu que varia ao longo do ano (fecha no inverno). Mais: andana.it.

Se preferir um roteiro definido, a operadora de luxo Ciele di Toscana é especializada na região. Em agosto de 2015, haverá uma saída para assistir ao show do tenor Andrea Bocelli em Lajatico, sua cidade natal. Sete noites em hotéis cinco-estrelas, sem aéreo, desde 8.600 euros o casal; cieleditoscana.it/pt.

TIRADENTES

Restaurantes estilosos em uma cidade colonial transformaram a mineira Tiradentes em um destino gastronômico por excelência. Na edição 2015 do Guia Brasil, dois dos restaurantes da cidade ficaram entre os 50 melhores do País: Angatu, do chef Rodolfo Mayer, e Kitanda Brasil, da chef Tanea Romão.

Para comer como se não houvesse amanhã, vá em meados de agosto, quando ocorre o Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, que terá sua 17ª edição em 2015. Ao longo de duas semanas, espere chefs famosos, jantares e oficinas disputados e muitas calorias.

LIMA

O mix de sabores da culinária peruana conquistou o mundo. E nada melhor que desembarcar na capital do país para provar os sabores mais autênticos da culinária local.

Considerado o melhor da América Latina pela revista Restaurant, Astrid y Gastón, do renomado chef Gastón Acurio, leva os ingredientes locais a outro patamar. Seu menu-degustação mais recente, Memorias de Mi Tierra, oferece três horas de comilança a US$ 250, com harmonização de bebidas.

Para ter uma visão mais global (e barata) da gastronomia peruana, vá entre 5 e 14 de setembro, na Feira Mistura. O festival reúne dezenas de restaurantes e barracas em um mesmo espaço, com preços mais democráticos. Ceviches, quinoa, lúcuma, entre outros sabores, estão nos menus. Mais: mistura.pe.

Mais conteúdo sobre:

Encontrou algum erro? Entre em contato

7. Fazer uma dieta

Mônica Nóbrega - O Estado de S. Paulo

30/12/2014 | 03h00

Foto: Divulgação

Mais uma vez está lá, nas metas de ano-novo: começar a dieta. Você pode usar tal determinação como pretexto para viajar. Escolha um spa como destino para descansar e perder aqueles quilos que incomodam. Os preços são por pessoa.

CLIMA DE FAZENDA

Comida de fazenda feita para emagrecer é a promessa do Spa Fazenda Igaratá, a 87 quilômetros de São Paulo. Os legumes e verduras são orgânicos e as diárias incluem seis refeições – de 600 ou 1.200 calorias por dia –, orientação nutricional e atividades monitoradas de esporte e lazer. Há lagos, píer para pesca, animais e visita a cachoeira.}

R$ 395 o casal; spaigarata.com.br

NA MONTANHA

Com dietas desde 330 calorias por dia, o Spa Posse do Corpo propõe programas para eliminar de 3 a 5 quilos em até dez dias. Fica em Petrópolis, em meio a 90 mil metros quadrados de área verde. Médico, nutricionista, psicóloga e professores de educação física acompanham o roteiro, que inclui massagens redutoras.

R$ 4.683 por pessoa; spapossedocorpo.com.br 

ORIENTAL E MINEIRO

Na Savassi, a vizinhança boêmia de Belo Horizonte, o Hotel e Spa Toscanini abriga o Spa Mitra by L’Occitane. Com toques orientais presentes em alguns tratamentos, o programa de 5 dias inclui avaliações física, nutricional e estética, atividades físicas com personal trainer, massagens e ioga. Com cinco refeições detox por dia e hospedagem.

R$ 4.900; 31-3658-9665

PRAIANO

Para combinar uma semana de spa com descanso na praia, o Spasíssimo, do Casa Grande Hotel, no Guarujá, tem programa de seis noites com assinaturas médicas dos endocrinologistas Filippo Pedrinola e Alessandra Rascovski, que começa com uma série de consultas com especialistas – médico, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta – e dieta personalizada. Dança, hidroginástica, circuito na areia e pilates são algumas das atividades físicas sugeridas. Tratamentos estéticos estão incluídos.

R$ 5.600; casagrandehotel.com.br

NATUREZA COM TRADIÇÃO

Na zona rural de Itatiba, a 80 quilômetros de São Paulo, o Sete Voltas é um dos spas mais tradicionais do Brasil. Inaugurado em 1987, tem vegetação preservada de Mata Atlântica e um criadouro de aves ameaçadas de extinção reconhecido pelo Ibama. É neste ambiente zen que o preparador físico Alexandre Bró conduz um roteiro de nove dias para eliminar até 7 quilos.

R$ 7 mil; setevoltas.com.br  

Mais conteúdo sobre:

Encontrou algum erro? Entre em contato