Teresa Ribeiro/AE
Teresa Ribeiro/AE

Um roteiro para ir além do óbvio

Nossa proposta: mais tempo em Bangcoc e ótimas incursões à região norte do país, bem menos conhecida

Teresa Ribeiro, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2009 | 02h35

A saudação, num tom de voz baixo, vem acompanhada de um sorriso e uma reverência com as mãos postas na altura do peito. "Sà wàt dii khâ (sauadicáaaa)", dizem para as mulheres. "Sà wàt dii khráp (sauadikraaaaap)!", falam para os homens. É um olá. A forma de eles mostrarem que você é bem-vindo na Tailândia, onde se vive o ano de 2552.

 

Mais que a capital, Bangcoc serve de porta para esse reino mágico, do qual o visitante sente saudade antes mesmo de a viagem chegar ao fim. Uma cidade de 8 milhões de habitantes, com cheiro de arroz cozido - o país é considerado o maior exportador do mundo - e temperatura em torno dos 30 graus, da manhã até a noite.

Apesar do calorão, a norma é o recato. Em alguns locais, homens precisam vestir calça e camisa e as mulheres só podem entrar de saia e blusa. É normal usar roupas até para tomar banho de mar. Ninguém se abraça ou se beija em público.

 

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Essa afetividade sublimada se manifesta numa requintada sensibilidade artística, presente tanto na arquitetura de templos e palácios quanto nos menores detalhes cotidianos. Você verá flores de lótus e orquídeas salpicadas em mesas e cinzeiros. Nos mercados, legumes e verduras estarão dispostos seguindo padrões estéticos.

O budismo e a monarquia são os pilares dessa cultura. Para onde quer que você olhe, na capital ou no interior do país, verá retratos gigantes do rei Bhumibol e da rainha Sirikit. Adorado pelo povo, o rei de 81 anos está há 60 no poder.

Com 65 milhões de habitantes, a Tailândia fica perto do Camboja e da Malásia, mas, ao contrário dos vizinhos, nunca foi colônia europeia. E isso se reflete no nome do país, que significa "terra dos homens livres." Por lá, o turismo é a segunda maior força econômica - foram 15 milhões de visitantes em 2008 -, perdendo apenas para a agricultura.

Apesar disso, nem todos falam inglês fora das grandes cidades, o que deixa o turista um pouco vulnerável se não estiver acompanhado de um guia. Para complicar, os tailandeses usam a mão inglesa e apenas as ruas principais têm placas no idioma da rainha. Ou seja, cuidado extra ao dirigir e atravessar a rua.

Boa parte dos visitantes chega ao país atraída pelas belíssimas praias da região de Phuket, cerca de 900 quilômetros ao sul de Bangcoc. Trata-se do visual da Tailândia que entrou para o imaginário mundial, com águas translúcidas e areia irretocavelmente branca.

Mas o nosso convite é para que você, nas próximas páginas, conheça uma Tailândia além do cartão-postal. E, ao invés de descer, suba em direção ao norte até chegar às montanhas de Chiang Mai. Lá o turista encontra o lado mais genuíno do país e tem contato com os elefantes, animais que se tornaram símbolo da Tailândia.

Bem mais perto de Bangcoc (são apenas 180 quilômetros), o balneário de Hua Hin, na chamada Costa do Golfo, conta com águas quentes e sem ondas, perfeitas para quem viaja em família. O Parque Nacional Khao Sam Roi Yot, conhecido como Montanha dos 300 Picos, é outra boa surpresa deste trecho. Gostou da ideia? Então, comece a se preparar para fazer essa grande viagem. A melhor época para conhecer o país começa em novembro.

Viagem feita a convite do Tourism Authority of Thailand

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