Luiz Raatz|Estadão
Luiz Raatz|Estadão

Um sabor de calafate: o básico do Parque Nacional dos Glaciares, na Patagônia

A Patagônia se revela entre o silêncio, o vento e o gelo que marcam o horizonte de El Calafate

Luiz Raatz, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2015 | 05h30

EL CALAFATE - Há três constantes na Patagônia argentina: o silêncio, o vento e o gelo. Visitar o Parque Nacional dos Glaciares implica uma experiência ao mesmo tempo contemplativa e interativa com a imponência milenar dos glaciares andinos. Entre as geleiras, a ventania e os icebergs, as águas azul-turquesa do Lago Argentino passeiam em curvas preguiçosas, num cenário ao mesmo tempo tranquilo e desafiador.

O fácil acesso à mais famosa geleira do parque, o Glaciar Perito Moreno (leia mais), fez de El Calafate o principal polo turístico do sul da Argentina. Dinâmica, a cidade cresce cada vez mais, e com ela aumentam as opções de passeios, hospedagem e gastronomia para vivenciar todas as atrações da região.

Um velho ditado diz que quem prova do calafate, o fruto similar a uma amora que dá em arbustos e batiza a cidade, está fadado a voltar à Patagônia.

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Seja ou não a primeira vez, há dois jeitos de chegar a El Calafate. O primeiro e mais prático é o Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola, a 23 quilômetros do centro da cidade e às margens do Lago Argentino. Com voos diretos desde Buenos Aires, Ushuaia e Bariloche, o terminal liga essa parte da Patagônia argentina à capital e outros importantes destinos turísticos de norte a sul do país.

A segunda é a Ruta 11, que conecta a cidade a Río Gallegos, capital da Província de Santa Cruz, e a outras cidades da região. As principais vantagens de fazer o trajeto por terra é conhecer lugares mais ao norte, com destaque para El Chaltén, principal point dos amantes do trekking na Patagônia. Pela estrada asfaltada é possível até mesmo ver alguns animais silvestres, como lebres e guanacos.

Passear, dormir, comer. Caminhar sobre o gelo no Glaciar Perito Moreno e navegar no Lago Argentino para observar outras geleiras de acesso mais difícil são os passeios que levam a maioria dos visitantes a El Calafate. Uma série de outras excursões nos arredores extrapolam os limites do parque nacional e levam a museus, cassinos, cavernas com pinturas rupestres, tours em jipes 4x4 e parques de neve durante o inverno.

A oferta de hospedagem na cidade é bastante ampla. Albergues, hospedarias e hotéis se misturam ao longo da Avenida do Libertador, a principal. Em áreas mais novas e pouco afastadas do centro estão as opções de luxo e exclusividade, como os polêmicos hotéis da rede Hotesur (leia mais) que pertencem à família da presidente Cristina Kirchner e estiveram recentemente envolvidos em denúncias de corrupção no país.

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A excelente culinária patagônica mistura a tradicional parrilla argentina com bifes de chorizo, asado de tira (costela de boi na brasa) e morcillas (embutido de sangue), mais o prato típico da região: o cordeiro patagônico, assado inteiro em um espeto perpendicular à brasa. A cada vez mais alta inflação argentina, no entanto, além da distância de El Calafate de Buenos Aires e da alta concentração de turistas estrangeiros, faz tudo na cidade ser mais caro do que a média do país.

Quanto aos doces, alfajores e chocolates, eles disputam espaço com a geleia de calafate degustada com pães, torradas ou simplesmente às colheradas. No verão, o sorvete de calafate é popular.

SAIBA MAIS

Aéreo: trecho São Paulo-El Calafate-São Paulo a R$ 1.210 com Aerolíneas Argentinas e R$ 1.876 na TAM.

Melhor época: começa agora e vai até abril.

*Viagem a convite do órgão de turismo Mixto El Calafate. 

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