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Uma a uma: escolha sua vinícola

Famosa, Miolo investe em tecnologia

Artur Rodrigues / O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2012 | 02h11

Uma das maiores e mais famosas vinícolas da região, a Miolo oferece visita monitorada, com direito a degustação, por R$ 10 - metade do valor vira crédito para comprar produtos da casa.

 

A vinícola tem uma boa infraestrutura para o processo de degustação, feito em uma sala exclusiva. E o passeio é uma boa opção para ver alta tecnologia aplicada à produção de vinhos. No lugar, é possível observar os grandes tanques onde a bebida fica armazenada, além de constatar a impressionante rapidez da etapa de engarrafamento.

 

O destaque entre os produtos da Miolo é o Lote 43 (R$ 100 em média, dependendo da safra). Mais informações: www.miolo.com.br.

 

Da colheita e pisa à refeição especial

A Pizzato Vinhas e Vinhos é uma vinícola familiar, com degustação gratuita. Durante a época da colheita da uvas, por R$ 165, o visitante participa da colheita no parreiral, da pisa e depois têm direito a uma refeição harmonizada.

O anfitrião é o próprio patriarca da família, o simpático Plínio Pizzato, de 69 anos. Ele conta como produz uvas sem usar qualquer espécie de agrotóxico. A casa tem bons espumantes na faixa de R$ 40.

 

A pequenina Vallontano tem o próprio bistrô

Uma das menores vinícolas do Vale dos Vinhedos, a Vallontano Vinhos Nobres produz cerca de 30 mil garrafas por mês - um dos mais bem cotados da casa, o espumante brut, sai por R$ 38. Outra boa opção, o merlot, custa R$ 47,30 a garrafa.

Em ambiente bastante acolhedor, o local é um dos poucos no Vale dos Vinhedos a permitir que o visitante faça uma refeição harmonizada sem necessidade de fazer reserva antecipada. A Vallontano tem seu próprio bistrô, com pratos na faixa de R$ 25 e cardápio que indica o vinho da casa que melhor combina com o menu escolhido.

A degustação é gratuita. Mais informações no vallontano.com.br.

 

Videiras centenárias na Torcello

Em terras cultivadas pela família do proprietário Rogério Valduga há mais de um século, é possível encontrar videiras de mais de 100 anos na Torcello.

A vinícola coloca o foco de sua produção no que chama de "vinhos de autor", com número limitadíssimo de garrafas. Há apenas três barris de carvalho para o envelhecimento da bebida - e a produção não ultrapassa as 10 mil garrafas por ano. Isso porque o proprietário acredita que é preciso ter cautela com o uso dos barris, que podem camuflar defeitos dos vinhos.

Os destaques da vinícola são as variedades merlot e tannat, ambos a R$ 35 cada garrafa. A degustação é gratuita.

 

Uma gigante. E seu espumante premiado

Grande produtora de sucos de uva e fornecedora de empresas como Del Valle, a Wine Park Gran Legado partiu para a produção de vinhos e já tem na sua carta um espumante vencedor do International Wine Challenge, em Londres, em 2011: o Gran Legado Brut Champenoise, vendido por R$ 43,80.

Merlots e chardonnays, as variedades de uva mais bem aceitas entre as produzidas no Vale dos Vinhedos, também estão na carta da vinícola. A visita é gratuita, com direito a degustação - que termina na loja, claro. Informações: www.granlegado.com.br.

 

'Dom' Cândido dá as boas-vindas

 

A Dom Cândido é uma das primeiras e mais tradicionais vinícolas do Vale dos Vinhedos. Durante a visita, as histórias do local podem ser ouvidas do próprio "dom" Cândido Valduga, de 81 anos. A casa tem vinhos reconhecidos por concursos internacionais e revistas. O merlot DC 2009 foi premiado pelo VI Concurso de Vinhos Internacionais do Brasil 2012 (R$ 32). O espumante brut DC aparece entre os 10 melhores nacionais em rankings especializados (R$ 34).

 

Parque temático com enoteca e museu

 

A Dal Pizzol Vinhos Finos é uma das melhores opções para quem quiser mergulhar no universo da vitivinicultura. Além de vinícola, o local funciona como parque temático: em uma área de 80 mil metros quadrados em que ficava a antiga olaria da família Dal Pizzol há uma enoteca e um museu que mostra objetos e ferramentas usados na vitivinicultura no século passado. Também é possível provar vinhos de safras de mais de 20 anos atrás, uma experiência que ilustra bem o processo de envelhecimento da bebida.

O local tem ainda uma interessante área onde são cultivadas mais de 160 variedades de uvas, provenientes de diferentes regiões do mundo.

 

Almaúnica, a jovem revelação

 

Fundada em 2008 pelos irmãos gêmeos Magda e Márcio Brandelli, a Almaúnica é uma das revelações do Vale dos Vinhedos, com vinhos elogiados por especialistas. A casa teve três tintos classificados durante a 20.ª Avaliação Nacional de Vinhos, que aconteceu em setembro, em Bento Gonçalves.

Durante o passeio pela vinícola o turista degusta os produtos da casa, conhece os vinhedos e a área de produção - gratuitamente. Na hora de comprar, os destaques são o merlot (R$ 55) e o espumante brut (R$ 45). Os irmãos Brandelli costumam dizer que fazem vinhos sem grandes concessões ao gosto médio - uma opção ousada em um setor tão competitivo.

 

Bela cave cravada na montanha

 

Na Marco Luigi, visitantes podem conhecer a bela cave, cravada no meio da montanha, e as casas, ainda de madeira, construídas pelos primeiros produtores de vinho da família. Uma das construções é de 1876. A outra é da metade do século 20, antigo lar da família dos proprietários.

Ali, é possível comprar vinhos de safras bastante antigas, como da década de 1980. O principal produto da Marco Luigi é a linha Reserva da Família - o merlot ou o cabernet sauvignon saem por R$ 50,73 cada garrafa. Informações: marcoluigi.com.br.

 

Crie suas misturas na Larentis

 

A Larentis trabalha com variedades de vinhos diferentes das demais vinícolas da região. A estrela da casa é o Mérito Gran Reserva 2008, um corte de merlot, cabernet, marsellan e ancellota.

Durante a noite, destaca-se pela iluminação especial instalada nos vinhedos. Para o início do próximo ano, a vinícola prepara uma atração inédita: a colheita noturna da uva.

Ali, é possível brincar de enólogo e criar o seu próprio vinho de corte, a partir de misturas entre os varietais da casa.

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