Uma apaixonante profissão de risco

Pode ser difícil de acreditar, mas há quem sonhe em ser alimentador de tubarões. O biólogo brasileiro Cristian Dimitrius, por exemplo. Influenciado por documentários e até mesmo pelas aventuras de Jacques Cousteau, colocou na cabeça que um dia exerceria tal função.

NASSAU, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2011 | 03h07

Concluiu os cursos de mergulho em Florianópolis, trabalhou como mergulhador na costa brasileira, Caribe, México, República Dominicana e conseguiu o posto na Stuart Cove no ano 2000. Foi um dos principais mergulhadores da equipe - seu currículo soma mais de 100 mergulhos para alimentar as feras.

"É claro que todos possuem um pouco de loucura quando escolhem essa função, mas a paixão pelos animais e pela natureza é o mais importante", diz.

Mesmo afastado da função de alimentador, ele continua dedicado aos tubarões. Hoje dono de uma produtora de imagens da vida selvagem, tenta, com seu trabalho, desmistificar a imagem de assassino que os animais possuem. "Os tubarões têm um potencial, mas não são agressivos por natureza. Eu os alimento como se estivesse dando comida aos meus cachorros", diz.

A Stuart Cove mantém o seu próprio centro de formação de alimentadores, estudos de comportamento e inúmeros programas com tubarões, em atividade há mais de 20 anos. /J.R.

'É como dar comida

aos meus cachorros',

diz o alimentador e

biólogo brasileiro

Cristian Dimitrius

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