Uma aventura em Dunedin

Por um engano imperdoável, esta coluna publicou, na semana passada, que mr. Miles havia viajado para Dunedin, na Tasmânia. Não foram poucos os que escreveram para nos corrigir com a informação de que Dunedin fica na Nova Zelândia e, de fato, é no arquipélago dos intimoratos kiwis que nosso correspondente britânico foi passar alguns dias, após as festividades olímpicas em Londres. O leitor Stefan Dauch, de Atibaia, que inclusive esteve na cidade da Ilha do Sul da Nova Zelândia, aproveitou para lembrar que Dunedin não é mais nem menos do que o nome gaélico de Edimburgh, na Escócia. Aliás, mr. Miles adora o ambiente ligeiramente escocês da mencionada cidade, que é um dos grandes centros universitários daquele longínquo país.

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2012 | 03h10

"É a segunda vez que trago Trashie para Dunedin. Ela fica exultante com o frio e, of course, com a fartura de single malts nos pubs da cidade".

O correspondente britânico, que considera os neozelandeses loucos de pedra (no bom sentido, of course) acha admirável a capacidade que eles têm de se arriscar em qualquer tipo de atividade. "Procure um pico perigoso, um vulcão ardente, uma fossa abissal ou qualquer outro tipo de desafio e, yes, você sempre encontrará um kiwi por perto, corado de satisfação", conta mr. Miles. "In fact, eles só têm medo de aranhas, cobras e escorpiões. Uma paúra, however, prosaica, derivada do fato de que não existem animais viperinos naquele país. Interesting, isn't it?"

Pois em vez de responder a seus leitores, o homem mais viajado do mundo resolveu contar-nos porque escolheu a longínqua Dunedin como seu destino nessa viagem:

"Como já contei aqui, my lovely friend Felicity Hughes é ótima companheira para caminhadas, escaladas e outras expedições. Depois do período olímpico durante o qual exerci um sedentarismo nada louvável, resolvi procurá-la para um pouco de ação. Felicity, que é de Dunedin, tinha acabado de encerrar um passeio de bicicleta solitário no qual percorreu 1.600 quilômetros, sem utilizar marchas. Ela ficou feliz em me receber, porque minha visita coincidiria com a festa de seu nonagésimo terceiro aniversário.

Nevertheless, não a encontrei em sua casa quando cheguei. 'Ela deve estar na Baldwin Street', disse-me uma empregada com traços maoris.

Pois lá fui eu, já com meus sport shoes. Para os que não sabem, a Baldwin Street é a ladeira mais inclinada do planeta. É preciso ter quatro pulmões em cada lado do peito para chegar ao seu topo. E os que conseguem fazê-lo ganham até um certificado em um café que fica no cume! Felicity, of course, adora a Baldwin Street, logradouro que frequenta para manter a forma.

Pois bem, my friends: festejamos ontem o aniversário de minha velha amiga ao lado de uma multidão de filhos, netos e bisnetos, vários dos quais são campeões internacionais (e até olímpicos) em categorias diversas. Hoje partimos para uma nova crazy adventure. Vamos explorar os desfiladeiros e as pontes assustadoras do Taieri Gorge. Há um trem que faz esse passeio, arrepiando seus passageiros. Mas, of course, nós vamos a pé pelo caminho dos trilhos. Eu ponderei a Felicity que a jornada poderá ser um tanto perigosa, porque vamos passar por túneis e pontes nos quais levaremos remarkable desvantagem caso um trem apareça. 'Deixe de ser covarde, Miles' - retrucou-me a amiga. 'E que graça teria um passeio sem riscos?', perguntou, encerrando a conversa."

É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO.

ELE ESTEVE EM 183 PAÍSES E

16 TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS

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