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Uma cidade, 7 experiências

A primeira impressão que se tem de Dubai é que muito pouco sobrou de tradição na cidade mais conhecida dos Emirados Árabes. Não é à toa. Seus edifícios de arquitetura arrojada colecionam títulos superlativos - ali estão o hotel que se declara o mais luxuosos do mundo, o mais alto edifício, o maior shopping center.

MARINA VAZ / DUBAI, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2013 | 02h09

Mas, entre fachadas espelhadas e as onipresentes gruas, é possível se deparar com redutos como o bairro de Bastakiya. As construções desse centro histórico foram erguidas, no fim do século 19, com uma mistura à base de corais, óleo de baleia, areia e água. Nessa época, as residências concentravam muitos dos comerciantes vindos do Irã. Hoje, entre estreitas vielas e altos muros em tons de areia, encontram-se galerias de arte, cafés e centros culturais.

O passado de Dubai vem à tona assim, discretamente. Ele pode estar nas ilhas artificiais em formato de palmeira (planta que servia de alimento para os beduínos) ou nos arabescos que decoram as luminárias do espelho d'água em frente ao Dubai Mall.

E apesar de ser referência em luxo e compras de grifes internacionais, os mercados típicos também atraem. Os vendedores podem ser insistentes (barganhe sempre), mas também fazem de tudo para que o cliente saia satisfeito, independentemente de quanto acabou de gastar. Dubai é mesmo cheia de contrastes.

Contrastes de um lugar cujas leis se baseiam em preceitos do Alcorão (beber ou beijar em público são condenáveis), mas se internacionalizou tanto a ponto de apenas 11% de sua população ser muçulmana. De um metrô (de estrutura impecável) que reserva um vagão só para mulheres e leva nele passageiras das mais variadas culturas e etnias. De uma cidade receptiva aos turistas, onde o inglês é a segunda língua, porém que ainda se incomoda com saias curtas e camisetas que deixem os ombros à mostra.

Apesar de tantos predicados, Dubai não ficou incólume à crise financeira mundial. Outro arquipélago artificial, The World, em forma do mapa-múndi, deveria ter sido entregue em 2011. Muitos escritórios ainda estão desocupados. Não há dúvidas, contudo, que a cidade retomou seu curso de crescimento. A ocupação hoteleira vem aumentando - o último levantamento, de 2011, mostra 74,4% de ocupação, frente a 69,8% em 2009. E o fato de ser um hub de luxo para Ásia e Oriente Médio também colaborou para manter a indústria do turismo em alta.

Você pode conferir tudo de perto. Selecionamos sete experiências que revelam as várias facetas de Dubai. Para você se encantar com uma - ou todas elas.

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