Uma escapada ao Mont Saint-Michel

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Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2009 | 03h14

Estático, imobilizado num cartão-postal, o lugar já impressiona: um vilarejo medieval murado, que parece se equilibrar precariamente nas encostas de um pequeno morro, com uma abadia encarapitada bem no topo. Mas o que torna o Mont Saint-Michel verdadeiramente mágico não são apenas sua história e sua arquitetura. É preciso lembrar também de uma incontrolável força da natureza. Por lá, a subida da maré é tão violenta que pode ser assistida como um show. Em pouco mais de uma hora, o mar inunda o charco em volta das muralhas e transforma o monte numa ilha.

A MARÉ

A chave para programar uma viagem ao Mont Saint-Michel está na tábua das marés. O espetáculo de efeitos especiais da natureza só acontece nas marés altas, em períodos de luas cheia e nova, em dois horários por dia. São as chamadas "marés vivas". O site oficial da cidade (www.ot-montsaintmichel.com) informa os horários das marés, que mudam diariamente (clique em Times of the Tides e selecione o mês desejado). Se a sua viagem à França ocorrer em época de maré morta, deixe a escapulida ao Mont Saint-Michel para uma próxima.

VÁ - E FIQUE

Há quem vá e volte, a partir de Paris, no mesmo dia, mas isso não é aconselhável. A viagem é longa - são 3h45 de percurso (2h20 de TGV até Rennes, mais 1h20 de ônibus, em conexão imediata). E nem sempre os horários do bate-volta permitem que se aprecie a maré. Finalmente, porque ver o monte iluminado à noite é um privilégio de quem dorme por lá. O site das ferrovias francesas (voyages-sncf.com) vende a passagem integrada trem + ônibus desde 66 ida e volta (para conseguir esta tarifa, compre com 60 dias de antecedência).

DENTRO OU FORA?

Existem vários pequenos hotéis dentro das muralhas. Os mais básicos têm diárias a 70, mas os realmente confortáveis, como o Mère Poulard, não saem por menos de 200 em períodos de maré viva. Se você não se importar de caminhar meia hora até o monte, pode ficar na zona hoteleira do continente, onde hotéis funcionais como o Mercure cobram menos de 100. Há links para todos eles no site oficial da cidade.

DEU CREPE

A ruazinha principal tem quase tantos vendedores de crepe quanto lojinhas de souvenir. Aproveite que você está na divisa entre a Normandia e a Bretanha e experimente as panquecas dos dois tipos. As de farinha branca e recheio doce são normandas e se chamam, exatamente, crêpes; as de trigo sarraceno e recheio salgado são bretãs e devem ser pedidas como gallettes. A especialidade da ilha, contudo, são as omeletes recheadas com um creme à base de claras, inventadas por Madame Poulard (onde chegam a custar 45), mas pirateadas por todos os restaurantes do pedaço.

DE CARRO

O Mont Saint-Michel é o encerramento perfeito para uma viagem à Bretanha e à Normandia. E também funciona, se você quiser, como extensão de um passeio pelo Vale do Loire (que está a 290 quilômetros de Tours). Paris fica a 360 quilômetros.

INTERNET PARA VIAGEM | www.jeguiando.com

Sempre acompanhados por seu jeguinho de pelúcia, o Jegueton, os baianos Janaína Calaça e Fabio Brito voltam de lugares como Buenos Aires e Cancún com dicas úteis e muito bem-humoradas - além de fotos do mascote nos lugares visitados.

DOSSIÊ | Ponta Verde, Maceió

Lopana

A melhor barraca de praia de Maceió fica em frente aos edifícios mais nobres da orla. Tem bom serviço na areia e no deck, além de restaurante refrigerado. Leve o smartphone e navegue no wi-fi (www.lopana.com.br).

Nakaffa

Esta barraca é a perfeita saída de praia: serve cafés Suplicy e cheesecakes fresquinhos sob o gostoso coqueiral da avenida beira-mar (cujo nome real é Avenida Silvio Carlos Vianna, 1.785).

Wanchako

Foi o primeiro restaurante peruano no Brasil - e seu cardápio de ceviches já vale o jantar. Mas guarde apetite para provar também o suspiro limeño (Rua São Francisco de Assis, 93).

Ritz Coralli

Já na fronteira com a Pajuçara, é uma bela opção para se hospedar perto dos lugares mais elegantes de Maceió. Combina apartamentos minimalistas e áreas sociais divertidas (ritzcoralli.com.br).

VIAJE NA PERGUNTA

Numa viagem de trem entre Salzburgo e Paris, em que cidade do caminho você faria um pernoite?

Sérgio, São Paulo.

A viagem direta leva entre nove e dez horas, o que justifica a parada. Examinando a rota mais rápida, uma boa escala é Augsburgo, cidade de mais de 2 mil anos que é uma das mais importantes da Rota Romântica alemã. De lá você pode fazer um passeio a uma das cidades menores, como Rothenburg ou Dinkelsbühl. De Salzburgo a Augsburgo são duas horas e vinte minutos, sem baldeações. Já o trecho até Paris leva cinco horas e meia, com troca de trem em Stuttgart.

 

BELA PROLI | Não sai de casa sem os filhos, mas também não fica em casa com eles

"Fofinho, obrigado por me recomendar seguir a @journeywoman no Twitter! Outro dia ela deu uma dica sensacional para quem tem filhos que não param quietos como os meus. É o seguinte: leve sempre uma digitalzinha na bolta e fotografe os anjinhos antes de chegar à praia ou ao entrar no parque ou no shopping. Dessa maneira, se eles se perderem, fica superfácil mostrar como eles são ou como estão vestidos!"

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