Uma manhã com os dóceis tubarões-baleia

O porte dos bichos intimida. Com facilidade, passam dos 10 metros de comprimento, e seu peso chega a 13 toneladas. Mas os tubarões-baleia são inofensivos e, com sorte, é possível nadar ao lado de dezenas deles nas águas transparentes de Cancún.

CANCÚN, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2011 | 03h06

O passeio exige que se acorde bem cedo. Às 7 horas, o barco zarpa de Punta Cancún em direção à região entre as ilhas Contoy, Holbox e Mujeres, onde, de maio a setembro, os animais se concentram, vindos de Belize em busca de plânctons para se alimentar. A observação precisa ser feita de manhã, justificam os guias, porque, à medida que as horas avançam, o sol esquenta os plânctons, que descem para profundidades maiores. Os tubarões vão atrás.

O trajeto entre Punta Cancún, na zona hoteleira da cidade, e o ponto onde se concentram os animais dura duas horas. Longa, a viagem é feita em uma embarcação de pequeno porte, ocupada por apenas dez turistas por vez, e em um mar revolto. Para os mais sensíveis, o Dramin é tão essencial quanto máscara, snorkel, pé de pato e colete salva-vidas. Já os que aguentam firme as horas de balanço podem tomar um leve café da manhã, servido a bordo durante a viagem.

Gabriel, o condutor da embarcação, monitora as coordenadas no GPS e recebe informações de outros barcos que circulam pela região para encontrar o melhor local de parada. Chegar ao ponto escolhido provoca no grupo de passageiros um misto de entusiasmo e receio. Logo o barco é cercado por animais, que nadam bem na superfície em busca de alimento. Os guias precisam repetir que os tubarões-baleia, considerados a maior espécie de peixe do planeta, são seres inofensivos, para tranquilizar os turistas mais receosos.

Já dentro d'água, o grupo ouve as duas recomendações fundamentais: nunca tocar nos animais e manter o corpo em posição paralela ao deles. Com tais cuidados, é possível ficar a poucos centímetros dos gigantes.

Os turistas ficam por ali, entre os tubarões-baleia, por um período que varia de 60 a 90 minutos. Como os percursos de ida e volta são longos, cada barco faz uma única saída diária. Segundo os guias, a quantidade de embarcações e pessoas na região de passagem dos tubarões-baleia é controlada - e as empresas que operam passeios seguem um rígido protocolo de preservação ambiental e de proteção da espécie.

Na volta, o efeito relaxante do mergulho se faz sentir: muitos dispensam o Dramin para curtir o azul único do mar do Caribe.

Com a Solo Buceo (solobuceo.com), o tour custa US$ 195. / F.Y.

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