Uma noite no deserto do Saara

Recordista. A área é quase a mesma do Brasil. E as paisagens, as mais variadas. Engana-se quem pensa que o Saara, maior deserto quente do mundo, é um grande mar de dunas e areia. Por entre seus mais de 8 milhões de quilômetros quadrados espalham-se oásis, áreas de terra dura e pedregulhos, vilarejos e particularidades.

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2010 | 00h50

Nômades. Há séculos, os beduínos desvendaram os arriscados caminhos que permeiam o deserto e, até hoje, mantêm o costume de migrar, de tempos em tempos. Alguns passam seis meses em casas de alvenaria, em cidades como Douz e Tozeur, na Tunísia, e o resto do ano, em tendas pelo Saara.

Experiência. Muitos hotéis reproduzem tal vivência para os turistas. A grande maioria é bastante confortável, com tendas de lonas grossas e muitos cobertores para aguentar as temperaturas negativas da madrugada. Nada de camas de armar: as tendas mais se parecem quartos ? algumas têm até antessala e mesinha com almofadas, para receber os amigos.

Isolado. Passei uma noite no acampamento Zaafran, próximo a Douz, no sul da Tunísia. Uma refeição saborosa, regada a vinho, aguarda os turistas na chegada. Depois de forrar o estômago, suba as escadas para além das dunas e desfrute a sensação de isolamento. Ainda é possível ver luzes distantes, de cidades a quilômetros dali, mas nada que atrapalhe o espetáculo que ocorre no céu, tão estrelado quanto um planetário.

Chuva de meteoros. É preciso estar bem agasalhado: casaco, cachecol, luvas e gorro são necessários para apreciar as dezenas (isso mesmo, dezenas) de meteoros que riscam o céu. Fique atento ao horário: às 22 horas, o gerador é desligado e as luzes se apagam.

Manhã. Nada de preguiça: peça para ser despertado antes do nascer do sol. Você vai subir a mesma escadaria e poderá perceber os contornos das dunas. Ao fundo, o sol começa a surgir, dourando inesquecivelmente o cenário. Para saber mais: www.destinotunisia.com.br.

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