PUBLICIDADE

Uma pausa para as histórias ao redor da Igreja Matriz

Entre uma maluquice e outra, descubra, a pé, as peculiaridades dessa antiga rota de tropeiros

Lucas Frasão, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2008 | 03h42

Ruas arborizadas, arquitetura modesta, papo para jogar fora no banco da praça. São Francisco Xavier é um lugarejo onde a serenidade dá o tom. Mas que também oferece atividades para levar a adrenalina a mil.Apenas 138 quilômetros separam a capital paulista desta vila, distrito de São José dos Campos. É por lá, no antigo bairro de Santana, que o motorista tem acesso à estradinha - tortuosa, mas bem conservada - que sobe a Serra da Mantiqueira, passa por Monteiro Lobato e chega a São Francisco.O trajeto dura cerca de uma hora. A paisagem rural indica o que virá adiante: um vilarejo que nasceu como ponto de passagem de tropeiros e sempre viveu da agropecuária. Mas que, recentemente, viu o turismo crescer. O distrito tinha quase 3 mil habitantes no último censo do IBGE, em 2000. E está equipado com cerca de 400 leitos para receber os visitantes.É fácil se localizar por lá. Use a Igreja Matriz de São Francisco Xavier, fundada em 1914, como referência. A dica é estacionar o carro por ali mesmo, na Praça Cônego Siqueira, e seguir a pé. Tudo é muito perto.Ao parar em uma loja de artesanato, liberte o viajante consumista que existe em você. Compre, então, a pelúcia do macaco muriqui, símbolo do vilarejo, que custa, em média, R$ 20.Um dedo de prosaQuem vai a esta vila encontra histórias curiosas. Um exemplo é a cadeia, que teve de ser desativada por falta de movimento... Virou posto dos Correios.Para conhecer outras histórias pitorescas, passe no número 67 da Rua 15 de Novembro. Ali fica a barbearia de Benedito Alves Magalhães Sobrinho ou, simplesmente, Dito Barbeiro, como prefere ser chamado. Aos 72 anos, ele é proprietário de um dos únicos salões da comunidade. O preço do corte é uma pechincha (R$ 5), mas só há uma poltrona disponível. E não estranhe os vários troféus expostos em estantes na parede. Além de barbeiro, Dito é presidente do time de futebol Esporte Clube Mantiqueira.Ele começou a jogar como médio-volante, aos 17 anos, pouco antes de abrir a barbearia. Hoje, conta a história aos clientes. ''Os troféus são uma lembrança gostosa da infância.''Ande mais um pouco, até o café Photozofia, no número 105 do Largo São Sebastião. O ambiente é um tanto rústico - bom para fazer um lanche ou curtir uma noite musical. A decoração, criativa, foi feita a partir de sucata. Para amenizar o frio no inverno, a lareira foi adaptada na caldeira aposentada por uma fábrica. E é nesse clima que ocorre, anualmente, o Festival de Cordas da Mantiqueira.A 5ª edição do evento será em setembro e terá patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado. Nos anos anteriores, o Photozofia recebeu nomes conhecidos da música brasileira, como Tetê Espíndola e Inezita Barroso.

Tudo o que sabemos sobre:
São Francisco Xavier

Encontrou algum erro? Entre em contato

PUBLICIDADE

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.