Uma recepção simples e para lá de agradável

A simplicidade na forma de receber é o que mais agrada aos turistas que buscam uma imersão no modo de vida das antigas fazendas cafeeiras. Nos quartos dos casarões centenários, montados especialmente para receber os visitantes, não espere ar-condicionado ou frigobar. Nesses locais, o conforto é traduzido em camas macias e cômodos com amplas janelas. Em algumas fazendas, há suítes. Em outras, não. A Fazenda Fortaleza, na divisa de São Paulo com Minas Gerais, é uma dessas paradas mágicas no percurso da cavalgada. Os visitantes chegam bem cansados à sede, construída em 1850 pela família Barreto, e encontram um agradável deck com espreguiçadeiras. Na área coberta, um forno a lenha, que os visitantes usam para preparar as pizzas do jantar. Diferentes trilhas levam aos dois açudes da propriedade, que abrigam moradores como tucanos e lobos-guarás. Com cerca de 1.000 hectares e altitudes que variam entre 800 e 1.100 metros, a fazenda tem a condição perfeita para cultivar o muito procurado café do tipo Arábica. Mas desde 2001 a prioridade tem sido a plantação do café natural, cultivado seguindo os princípios da sustentabilidade ecológica, social e econômica. Manga, abacate, banana, mamão, verduras e mel também são produzidos ali. Já na Fazenda Contendas de Baixo, fundada em 1830, o cultivo do café foi substituído pela criação de tilápias e pela restauração de móveis de época. Esse trabalho minucioso é realizado na antiga tulha da fazenda, onde eram armazenados os grãos. A varanda do casarão rosa e branco da Contendas acolhe os turistas ao fim de um exaustivo dia de cavalgada. Para relaxar, um passeio em volta do lago onde são criadas as tilápias - o peixe muito provavelmente estará disponível no jantar, em diferentes versões. Fazenda Fortaleza: diária a partir de R$ 100; (0--19) 3695- 4500 e www.fafbrazil.com

Maria Rehder, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2008 | 02h42

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