Mônica Nobrega/Estadão
Mônica Nobrega/Estadão

Uma vila apaixonante ao som da seresta

Quando até as casas têm, no lugar de números, placas com nomes de músicas - só coisa fina, Chão de Estrelas (1937), Saudosa Maloca (1951), Luar de Paquetá (1922) -, que inclusive os carteiros usam para entregar a correspondência, não há como restar dúvida: o título que Conservatória dá a si mesma de capital mundial da seresta deve ter lá algum fundo de verdade.

CONSERVATÓRIA, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2013 | 02h09

A graciosa vila de 4 mil habitantes surgiu no mapa primeiro como uma aldeia dos índios araris. Hoje transformada em distrito do município de Valença, ganhou os contornos atuais no século 19. Preserva o casario colonial de então no centrinho e transpira carisma, mérito dos seresteiros que se apresentam nas ruas nos fins de semana. A tradição, dizem, teria começado com tropeiros.

Cresceu e ficou tão importante que virou tema de museu, o da Seresta e da Serenata (Rua Oswaldo Fonseca, 99; gratuito), com acervo de fotos, letras de músicas e objetos que lembram ídolos da música popular romântica. O projeto Em Toda Casa Uma Canção, que colocou placas com nomes de músicas nas residências, é um prolongamento do museu.

O comércio entra na onda. Shows de samba e choro da melhor qualidade são frequentes em restaurantes como o Sabor da Terra (Rua Luís de Almeida Pinto, 131). A cafeteria Tom Maior (no número 13), com decoração histórica e musical, serve nos fins de tarde um lanche fresquinho com jeito de casa de vó. Aceitei a sugestão do dia, deliciosa broa de milho recém-assada com uma fatia de queijo branco. Para acompanhar, café - o melhor da viagem. / M.N.

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