Vá de teleférico, volte de cesto

Nem tente ser original: essas são as melhores formas de fazer a inevitável visita ao Monte

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2008 | 01h33

Você pode subir até a pequena vila do Monte em um ônibus. Ou alugar um carro para realizar uma jornada particular ao topo do morro, com a avidez de ver e fazer o que ninguém viu ou fez antes. Meros equívocos. A melhor maneira de chegar ao vilarejo e sair de lá é, justamente, a mais usada por todos os outros turistas. Isso dito, renda-se: suba pelo teleférico e desça dentro de um instável balaio de vime, que alguém inventou de chamar de carro de cesto. A cabine do teleférico parte da Zona Velha de Funchal e leva cerca de 15 minutos para percorrer 3 mil metros de cabos até o Monte, 560 metros acima. Tempo curto demais quando se tem à disposição uma incrível vista da cidade e da baía de águas azuladas. Uma vez no vilarejo, continue sua perseguição - aí, sim, pessoal - por mais panorâmicas da região. Tome outro teleférico logo na seqüência, no Largo das Babosas. Não sem antes apreciar o mirante da estação. E recomece a sessão de cliques.Funchal, lá embaixo, terá contornos de miragem. Nove minutos depois, você estará no Jardim Botânico da ilha, ponto final do bondinho. Inaugurado em 1960, em uma área de 35 mil metros quadrados, o espaço tem mais de 2.500 tipos de plantas, trazidas de todos os continentes. Na descida, novamente no vilarejo, você não leva mais que 10 minutos andando até encontrar a Igreja de Nossa Senhora do Monte, que surgiu como uma tímida capela, no século 16. História contada no conjunto de lindos azulejos (claro, estamos quase em Portugal) que enfeita a entrada. Conta-se que, há séculos, uma pastorinha estava no local e viu a imagem de uma mulher. A aparição pediu que a garota construísse ali uma capela e rezasse pela paz. Promessa cumprida. E a agora igreja abriga, em agosto, a maior festa religiosa da Madeira. BALAIO A aventura da descida começa em uma ruazinha na lateral da igreja. De lá partem os famosos carros de cesto. O "veículo", um balaio de dois lugares, desliza ladeira abaixo no chão de paralelepípedos, com a ajuda de tábuas untadas com sebo. Fique tranqüilo. Você não estará sozinho. Vestidos de branco e usando chapéus de palha, dois carreiros ficarão do seu lado, prontos para usar as botas como freio, em caso de necessidade. A corrida no cesto dura dez minutos e custa 25 (R$ 74,30) por carro. Precisa de coragem? O método é usado desde 1850. ROSANGELA DOLIS Jardim Botânico e teleférico: Largo das Babosas. Por 8 (R$ 23,78, um sentido) e 12 (R$ 35,66, ida e volta); www.telefericojardimbotanico.com Teleférico Funchal-Monte: Campo Almirante Reis. Preço: 10 (R$ 29,72, um sentido) e 14,50 (R$ 43, ida e volta); www.madeiracablecar.com ÚNICOS Poucas coisas lembram mais a Ilha da Madeira que seus perfeitos e delicados bordados. Seja em guardanapos ou toalhas, eles estão entre os sonhos de consumo dos turistas - e chegaram a ser item obrigatório no enxoval das noivas brasileiras, décadas atrás. O preço é alto, mas cada ponto vazado compensa o valor. A tradição do bordado surgiu no século 15, quando moças ricas faziam as peças. Hoje, a atividade ocupa 3 mil mulheres. Site: www.bordadomadeira.pt.

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