Vale do Uco

De tão perto, até parece que daria para chegar aos Andes a pé, rapidinho. Distante 70 quilômetros, em média, o paredão de montanhas enfeita a lateral do Vale do Uco e torna a paisagem daquela área, 1h30 de carro a sudoeste da cidade de Mendoza, a mais bonita entre as produtoras de vinho na província.

TUPUNGATO, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2014 | 02h06

Uco está a caminho de se firmar como destino turístico de luxo. As vinícolas por ali são projetos grandiosos, com fartos investimentos estrangeiros, em terras que foram compradas por europeus a preços baixos durante a crise argentina do começo dos anos 2000, e têm se concentrado em inaugurar hotéis de luxo dentro das propriedades.

Algumas vendem mais que vinho e hospedagem: lotes com vinhedos já plantados podem ser comprados por qualquer interessado, e o negócio inclui assistência especializada e o uso do maquinário da bodega para que o feliz proprietário faça o seu vinho. A The Vines of Mendoza (vinesofmendoza.com), com 135 donos de terrenos, e a O. Fournier (ofournier.com), com cerca de 30, trabalham assim.

Outras vinícolas, entre as cem que hoje se espalham pelo Vale do Uco, são menores e com perfil familiar. A La Azul (bodegalaazul.com) é uma pequena bodega inaugurada em 2003, em terras que pertencem à mesma família há pelo menos 70 anos e são voltadas principalmente ao cultivo de frutas, como ameixa.

Cinco a dez minutos resolvem a visita à produção. O lugar para gastar tempo é a casa ao lado, simples, com varanda coberta de algo que parece mato seco: o restaurante. A decoração, com retratos antigos de família, livros e bilhetes, lembra casa de vó. Um lugar delicioso. A comida é típica argentina.

Não foi ali que degustamos rótulos da bodega, e sim na sala de estar do hotel recém-inaugurado na propriedade. Casa de hóspedes seria um jeito mais adequado de chamar o local, minimalista e elegante, com seis quartos e adega para jantares às cegas. Diárias para dois a US$ 200, com café.

O almoço composto de aperitivos, legumes grelhados e assado argentino, uma costela de boi preparada lá fora, na churrasqueira, foi servido na companhia do cabernet sauvignon La Azul - que não passa por barril de carvalho, o que o torna, no mínimo, diferente. Tudo a 200 pesos (R$ 57, agendado) por pessoa. / M.N.

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