Marina Pauliquevis/Estadão
Marina Pauliquevis/Estadão

Vales da Lua e da Morte

A 25km de San Pedro de Atacama, a impressão é de estar em outro planeta

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2016 | 04h18

O Vale da Lua me deu as boas-vindas ao Atacama. Não poderia ter começado melhor minha viagem pelo deserto. A 25 quilômetros de San Pedro, o passeio não exige muito do turista e é até aconselhável que seja feito no início da viagem, para que o corpo vá se aclimatando com a altitude. No caminho, cruzamos com vários turistas que optaram por fazer o trecho de bicicleta.

Ali, a secura é extrema e não há traço nenhum de vegetação. Só formações rochosas e dunas avermelhadas. Caminhamos por cerca de 3 quilômetors, passando por subidas que pedem um pouco mais de fôlego – estamos a 2.550 metros do nível do mar e o corpo reclama. Carregue sempre com você uma garrafa d’água, de preferência, térmica.

Do alto de uma duna, vemos por que o lugar foi batizado de Vale da Lua. Em um terreno plano, a superfície esbranquiçada pelo sal, muito presente no solo de toda a região, lembra as fotos que vemos do satélite natural da Terra. 

De lá, rodamos mais 10 minutos de carro em direção ao Vale da Morte para ver o pôr do sol. Se no Vale da Lua o calor chegou a incomodar, aqui, ao cair do dia, tivemos de tirar da mochila o casaco corta-vento – companheiro indispensável na viagem.

Segundo os guias, não há consenso no motivo que batizou esse pedaço do deserto. Uma das explicações seria uma confusão com a tradução do nome dado pelo padre e explorador belga Gustavo Le Paige, que estudou o lugar e pretendia chamá-lo de Vale de Marte. O que faria muito mais sentido, considerando que é o lugar é considerado o mais inóspito do Atacama.

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