Mônica Nobrega/Estadão
Mônica Nobrega/Estadão

Valle Nevado: além do esqui, boa gastronomia

O jantar à la carte no restaurante francês La Fourchette foi excepcional

Mônica Nobrega, O Estado de S. Paulo

17 Julho 2018 | 04h30

Soube na loja de aluguel de equipamentos que, durante a tarde, a Bélgica tinha vencido o Japão de virada por 3 a 2 e seria a adversária do Brasil nas quartas de final da Copa. O Japão era, obviamente, um oponente mais fácil. Mas a minha ponta de melancolia tinha outro motivo: era por devolver “meus” esquis e bastões e as “minhas” botas. Agora que eu era uma destemida esquiadora, a brincadeira tinha acabado.

Ainda havia um encerramento respeitável reservado para a noite. O jantar à la carte no restaurante francês La Fourchette foi excepcional. O cardápio enxuto só tem clássicos (27.000, R$ 160 cada prato). Pedi boeuf bourguignon, mas experimentei também sopa de cebola, vitela e confit de pato. Não saberia dizer o que estava mais gostoso. Allez les bleus, diria o bordão.

Saímos do hotel antes de clarear o dia com os pneus da van envolvidos por cadenas, as correntes que tornam mais segura a viagem pelas estradas cobertas de neve. O voo de volta desde Santiago começa com uma espetacular travessia sobre a Cordilheira dos Andes, que mesmo das alturas me pareceu uma amiga próxima. Desde então, sofro de um mal mais persistente que o mal de altitude: acordo em casa com vontade de encontrar neve lá fora e de sair para esquiar.

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