Valletta, muito prazer

Desconhecida. Muitos precisam recorrer ao Google e olhar o mapa com atenção para descobrir onde está Valletta, em Malta. A cidade é capital do país formado por três ilhas (Malta, Gozo e Comino), localizado no meio do Mar Mediterrâneo, entre a Itália e a Tunísia. Um balneário bem conhecido dos europeus, inclusive do presidente francês Nicolas Sarkozy, que já passou férias por lá.

NATÁLIA ZONTA, O Estado de S.Paulo

21 Abril 2009 | 00h55

Badalação. Valletta é o ponto de partida de quem chega ao país. Por ali, no verão, aportam navios e iates que enchem as ruelas da cidade de turistas. Gente interessada em ver uma paisagem marcada por traços de diversos povos. No passado, a capital foi habitada por fenícios, romanos, árabes, gregos, franceses e britânicos. Uma mistura que rendeu paisagens interessantes. Para se ter uma ideia, igrejas em estilo romano são vistas perto de cabines telefônicas vermelhas, típicas da Inglaterra. O país da rainha, aliás, deixou uma marca mais profunda: a língua. Em todo o território se fala o legítimo inglês britânico, além do maltês.

Burburinho. O centro da capital é cheio de vida. Por ser uma região turística, há lojas, restaurantes e um punhado de construções históricas, como a Catedral de Saint John (www.stjohnscocathedral.org). O templo tem status de museu e foi inaugurado em 1577. Prepare-se para ver paredes forradas de madeira e ouro. No chão, mármore colorido com desenhos surpreendentes. Mas o destaque está em uma sala à parte, onde ficam duas obras-primas de Michelangelo Merisi de Caravaggio (1571-1610). Uma delas é o quadro A Decapitação de São João Batista, feito exclusivamente para os Cavaleiros de Saint John e o único assinado pelo artista. Reza a lenda que o pintor doou o quadro à catedral em troca de proteção. Caravaggio chegou a Malta depois de fugir de Roma por ter assassinado um homem.

Vista para o mar. É do alto do Upper Barrakka Gardens, um jardim montado no topo de um antigo forte, que se vê as cores mais vibrantes de Malta. O azul intenso do Mediterrâneo contrasta com o alaranjado das construções da ilha. Todo o país preserva essa mesma cor nas fachadas. A globigerina limestone, um tipo de pedra sabão abundante por lá, está presente desde sempre nas casas e prédios. Aproveite a pausa para apreciar a vista e conheça o restante do jardim. Antigos canhões, arcos e fontes enfeitam cada cantinho do espaço erguido em 1661. Um lugar e tanto para apreciar o fim de tarde. Informações: www.visitmalta.com.

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