Vendra is in tha house

O barba chegou

FELIPE MORTARA/LIMÃO, O ESTADO DE S. PAULO

06 Agosto 2013 | 16h46

 Debaixo do prédio histórico da prefeitura de Bremen, um restaurante vende pratos típicos no lugar que costumava ser uma adega - um hábito comum na Idade Média. O Ratskeller (ratskeller-bremen.de) exibe imensos barris, uma bela decoração e oferece tours para conhecer as caves onde estão 1.200 rótulos alemães. Incluindo uma relíquia: um vinho do século 17, ainda bom para o consumo.

Do lado de fora, turistas disputam espaço em duas estátuas que são ícones de Bremen. Desde 1404, Roland, a escultura de 10 metros de altura, jaz na praça principal. Assim como a prefeitura, em frente, trata-se de um Patrimônio da Unesco, mas seu significado vai além: é um símbolo de liberdade e independência do clero.

Na parede lateral da prefeitura estão os animais imortalizados pelos Grimm no conto Os Músicos de Bremen. Todos querem segurar as patas do burro, que dizem dar sorte - mas é preciso colocar as duas mãos nas patas do bicho. Outra referência à história está no chão. Repare no bueiro com desenho dos animais: ali, coloca-se moedas para ouvir o som de cada um deles. O dinheiro arrecadado ajuda na manutenção do centro histórico.

Não subi na torre da Catedral de São Pedro, que naquele dia estava excepcionalmente fechada, assim como a igreja. Ali do alto, dizem, a visão é espetacular: nenhum edifício pode ser maior que a torre. Cada parte do templo foi feita em épocas distintas, mas a cripta data de 1041.

Seguimos pela Böttcherstrasse, rua que durante anos ficou abandonada e, no início do século 20, virou polo cultural. Entre as casas Carillon e a Roselius, uma torre gira e mostra aventureiros que fizeram história entre os oceanos. A exibição ocorre diariamente, do meio-dia às 18 horas, e é acompanhada pela música de 30 sinos de porcelana.

A rua termina às margens do Rio Wesser, num agradável calçadão. O sol, que andava sumido, apareceu em Bremen. Uma feirinha, realizada nos sábados de verão, reunia grupos de famílias, amigos e turistas em torno de vinho, cerveja, comidas típicas e música. Precisa mais?

Dali, caminhamos até o Schnoor, o bairro mais antigo de Bremen, onde, segundo consta, há construções dos séculos 15 e 16. Especialista em história, a guia brasileira Cenéia Alves, que me acompanhou, contesta: “Noventa por cento das construções às margens do rio foram destruídas na guerra. As casas foram remontadas”, explica. Ainda assim, o bairro é encantador, cheio de cafés elegantes e lojinhas que fazem os olhos brilharem. Os preços são salgados. Prepare a carteira.

O espaço aqui é curto. Mas dá para ouvir as explicações detalhadas de cada ponto da cidade baixando um audioguia em MP3 no tinyurl.com/audiobremen ou alugando um no centro de informações turísticas, em frente à prefeitura, por  8. Vale a pena.

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