Veneza muito além da Piazza San Marco

Os turistas vão (quase) sempre aos mesmos lugares. Quer fazer diferente? Siga os moradores e descubra outras facetas urbanas, com arte contemporânea, vida noturna e restaurantes típicos

Ondine Cohane/VENEZA, THE NEW YORK TIMES,

10 Dezembro 2010 | 10h00

 

 

Com sua perfeita arquitetura entremeada de canais, Veneza chega a receber 18 milhões de turistas por ano. Numa cidade tão esquadrinhada, tão fotografada, há algo que ainda tenha escapado da curiosidade dos visitantes? Sim, e os moradores estão aí para comprovar. Eles guardam a sete chaves partes de seu tesouro - praças calmas, restaurantes autênticos e bares underground. Isso sem mencionar algumas ofertas culturais. A cena cool de arte agora ultrapassa a Bienal de Veneza. Confira o melhor desse roteiro.

 

Para os olhos. O lado artístico de Veneza está à mostra na nova Punta della Dogana, antiga alfândega que foi remodelada para abrigar a considerável coleção de artigos de luxo do magnata François Pinault - a vista para o Grande Canal é uma atração à parte.

 

Já os entusiastas do modernismo precisam ver a Fondazione Scientifica Querini Stampalia. Nos anos 1960, o arquiteto Carlo Scarpa transformou o jardim e o subsolo do imóvel num espaço sob medida para receber um valioso acervo sobre o estilo. Aproveite a calma da livraria no andar de cima para ler os jornais. Já o Ca’Pesaro International Gallery of Modern Art contrasta sua coleção com a arquitetura barroca do palazzo do século 17.

 

 

Além da ‘pasta’. Contrariando a fama de oferecer comida medíocre a preços altos, um consórcio de restaurantes formou o Ristoranti della Buona Accoglienza. Entre os integrantes ilustres está o Alle Testiere. De propriedade de um grupo de jovens venezianos, a casa tem apenas nove mesas e serve comida feita com produtos locais e ingredientes da estação. Caso do saboroso nhoque com lulas e robalo fresco grelhado. Para acompanhar, taças do vinho regional Orto, produzido em Sant’Erasmo, uma ilha na laguna de Veneza. As massas custam a partir de 19 (R$ 42).

 

Depois do jantar. Os novos bares instalados em hotéis conseguiram despertar a vida noturna da cidade. Um dos lugares mais quentes do momento é o PG. O bar e restaurante foi aberto recentemente no Palazzina Grassi, um prédio do século 16 transformado em hotel-design pelo disputado Philippe Starck.

 

O principal ponto de encontro dos estudantes é o Campo Santa Margherita, que fica especialmente lotado nas noites quentes. Eles elegeram como point o II Caffè (Campo Santa Margherita, 2.963). Uma turma mais velha e elegante se reúne na Osteria alla Bifora (Dorsoduro, 2.930).

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