Manuel Silvestr/Reuters
Manuel Silvestr/Reuters

Veneza proíbe caiaques e similares no Grand Canal

Medida tem o objetivo de melhorar o fluxo de embarcações locais; as gôndolas, no entanto, continuam liberadas (ufa!)

O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2018 | 05h40

Nada de caiaques, canoas, pedalinhos, ou pranchas a remo. A partir de hoje (1º), a cidade de Veneza bane completamente tais embarcações do Grand Canal, do Cannareggio Canal e de vias com grande fluxo de barcos de transporte público. As gôndolas, contudo, podem continuar a circular livremente.

Já havia uma proibição para essas embarcações circularem em horários de pico. Agora, no entanto, o movimento ficará restrito apenas a residentes. Ainda há restrições para os canais menores: neles, a proibição vai das 7 às 17h nos dias de semana e da 7 às 15h aos sábados.

Segundo a revista Condé Nast Traveler, empresas licenciadas ainda poderão oferecer passeios para turistas nessas embarcações, mas em horários restritos. Somente depois das 15h os tours estão liberados. “Isso cortará nossa operação de verão pela metade”, disse à publicação Lucia Scudellaro, da Kayak Venice.

 Em maio, gondoleiros e operadores dos ferry boats reclamaram da grande quantidade de embarcações pequenas nos grandes canais, atrapalhando o fluxo de transporte da cidade.  Na ocasião, o prefeito da cidade, Luigi Brugnano, disse que tomaria medidas a esse respeito.

Por causa da grande quantidade de turistas – em 2016, atingiu o recorde de 22 milhões de pessoas –, Veneza vem adotando medidas restritivas para preservar a cidade das multidões. A cidade quer abolir os grandes navios de cruzeiro do Giudecca Canal (em frente à Praça São Marco). Embora o projeto tenha sido aprovado por autoridades locais, ainda não há datas previstas para sua implantação.

No ano passado, a cidade também proibiu a abertura de novas lojas de fast-food.

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