Fabrizio Bensch/Reuters
Fabrizio Bensch/Reuters

Veneza proíbe novos restaurantes de fast food

Medida, que visa preservar a culinária local, atinge a pizza em fatias e o macarrão na caixinha

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2017 | 21h14

Fatia de pizza, massa na caixinha, batata frita em pratinho de isopor vão parar de se proliferar pelas ruas de Veneza. O governo local da cidade italiana proibiu a abertura de novos restaurantes e lojas de fast food na cidade, sob a justificativa de preservação do patrimônio cultural local.

A lei foi aprovada no dia 4 de maio e vale também para as redes internacionais de fast food, mas só tem validade para os novos estabelecimentos. Restaurantes que já existem poderão continuar funcionando e haverá a concessão de novas licenças sob condições especiais. Veneza não é a primeira cidade turística na Itália a tentar frear a descaracterização da culinária local. Verona proibiu no ano passado a abertura de restaurantes de fast food para levar, e Florença aprovou uma regra que determina que os menus dos restaurantes do centro histórico sejam compostos por um mínimo de 70% de comida local.  

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As medidas fazem parte de uma série de iniciativas que têm o objetivo de reorganizar o turismo em Veneza. A cidade recebe 60 mil visitantes por dia, mais do que os 55 mil moradores da área. Novos mapas e monitoramento do número de turistas nos pontos mais lotados foram aprovados em resolução recente. Consumir alimentos fora das mesas dos restaurantes já é proibido na Praça São Marcos. Alimentar os pombos pode render multas.

"A lei não é contra a comida rápida, mas a favor da manutenção do patrimônio cultural de Veneza", disse ao Estado a conselheira de Turismo de Veneza, Paola Mar. "Do ponto de vista da gastronomia, nossa cidade é famosa por suas comidinhas como os cicchetti, e os visitantes estão interessados nos nossos produtos e na identidade local", afirmou a conselheira.

"Aprovamos uma resolução que coloca o turismo sustentável no centro das nossas políticas", disse Paola Mar.

Em tempo: os sorvetes artesanais continuam liberados.

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