Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Verão sem fim

Façamos as contas. São 18 mil quilômetros de litoral, cerca de 18 horas de voo desde São Paulo e ao menos 1.500 espécies de peixes espalhadas pelos 2.300 quilômetros de extensão da Grande Barreira de Corais. Não vai me dizer que depois de saber de tudo isso você vai se deslocar até a Austrália só para passar uma semaninha. Poder você pode, claro. Mas não deve.

ADRIANA MOREIRA / BYRON BAY , O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2013 | 02h10

Veja bem: será improvável sair descansado dessa maratona aérea, especialmente se a viagem for na econômica - no melhor dos cenários, você fará ao menos uma escala, em Buenos Aires ou Santiago. Para completar, o fuso horário tem 13 horas de diferença. E se isso não bastar, lembre-se de que você desembarcará em Sydney, a maior cidade do país, cujas efervescência e beleza pedem uma visita mínima de quatro dias. Nem pense em ficar só por lá: ao sul e ao norte, o país revela outras facetas, paisagens instigantes, climas totalmente distintos.

Impossível aproveitar minimamente o destino em menos de dez dias. E impossível também descrever tantos detalhes em uma única edição. Por isso, vamos dividir esta reportagem em dois capítulos. Nesta semana, rumamos ao norte do país: Byron Bay, Whitsundays Islands, Cairns. Lugares onde o surfe, o mergulho e outros esportes aquáticos imperam. O Estado de Victoria, ao sul, que tem Melbourne como porta de entrada, bons vinhos e gastronomia tentadora, será desbravado na próxima semana.

Assim como no Brasil, agora é verão por lá. Mas pelo menos até meados de maio o clima se mostra propício para os viajantes aproveitarem as praias do norte. Especialmente em Queensland (Estado onde ficam Whitsundays e Cairns), as grandes tempestades, tão comuns no verão, se tornam mais raras e as águas-vivas praticamente desaparecem.

Há várias maneiras de se deslocar para o norte a partir de Sydney. Muitos mochileiros investem nos ônibus que percorrem a costa leste australiana até Cairns, nos quais é possível parar por quantos dias desejar no caminho e depois continuar a jornada.

A outra opção é seguir o script tradicional e se dirigir ao aeroporto. Nesse caso, um conselho: procure colocar todos os destinos na mesma passagem desde o Brasil. Assim, você poderá usufruir da franquia de bagagem dos voos internacionais. Se deixar para comprar lá os trechos internos, vai estar sujeito ao limite local que, dependendo da companhia aérea, pode ser de apenas uma mala de até 20 quilos.

Seja lá qual for sua opção, o sentimento de não ter ficado tempo suficiente será inevitável. Tudo bem. Quer desculpa melhor para voltar?

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