Vida animal pela metrópole

Não faltam animais como patos, gansos e cisnes perambulando nos parques de Londres. Durante o dia, esquilos podem ser vistos em toda parte e fazem o maior sucesso entre visitantes que enlouquecem tentando fotografá-los. À noite, é a vez das raposas darem o ar da graça nas ruas do centro e subúrbios. E há outros animais selvagens e até exóticos em áreas protegidas que ficam a menos de meia hora de trem de Waterloo.

ANA , GASSTON, O Estado de S.Paulo

17 Abril 2012 | 03h08

No sudoeste da cidade, próximo a Hammersmith, o London Wetland Centre (wwt.org.uk/visit-us/london) é um emaranhado de pequenas ilhas, lagos e canais habitados por aves, sapos e insetos coloridos. Espalhados pela área verde estão também vacas e animais menos graciosos, como cobras e morcegos.

Desde a abertura do centro, em 2000, mais de 200 espécies de aves foram registradas ali. Na entrada, os turistas recebem um mapa e um check-list dos pássaros. Telescópios e binóculos estão disponíveis nas torres, onde é possível observar bem de perto os animais e toda a paisagem que cerca o local. No verão, muitas aves se ocupam de cuidar dos filhotes recém-nascidos, o que rende fotos fantásticas.

Outra atração do lugar é a área chamada World Wetlands, onde foram recriados hábitats como a floresta americana, a tundra ártica e um campo de arroz chinês. Há também lindos jardins e um restaurante à beira do lago, para quem só quer relaxar e apreciar o cenário.

O centro é parte do Wildfowl & Wetlands Trust (WWT), uma organização dedicada a proteção de wetlands (pantanais) e animais que vivem nessas regiões. Eles oferecem tours com guia e várias atividades educativas, como curso de fotografia de vida selvagem - quem sabe alguém sai de lá com a próxima capa da revista National Geographic?

A 15 minutos de ônibus ou trem dali encontra-se o Richmond Park (royalparks.org.uk/parks/richmond-park), o maior dos parques reais de Londres, que fará parte do percurso de ciclismo na Olimpíada. Originalmente um local de caça, preserva 300 veados-vermelhos e 350 gamos circulando livremente. No verão, visitantes fazem piquenique, tomam sol à beira dos lagos e podem ir de um ponto a outro de bicicleta ou a cavalo. O lugar é tão grande que nem se escuta o barulho dos carros que passam pelo entorno.

* É jornalista, paulistana e

vive em Londres há 10 anos

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