Vinte e quatro horas para explorar Budapeste antes de zarpar

Até tenho páprica em casa, mas ainda não me arrisquei a fazer a receita de goulash que recebi a bordo do Amalyra. A cada prato típico novo oferecido, os passageiros encontravam na cabine um cartãozinho com ingredientes e procedimentos para repetir em casa o jantar. Prefiro me lembrar do cardápio servido depois do embarque na Hungria. Para distrair durante a digestão, teve dança típica. Uma bela acolhida.

BUDAPESTE, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2012 | 03h08

Passei apenas 24 horas em Budapeste antes de iniciar a navegação pelo Danúbio à noite. Um único e intenso dia. Após quase 20 horas em trânsito (com duas conexões no meio: Rio de Janeiro e Frankfurt), a moderna suíte do Iberostar Grand Hotel, luxuoso e então recém-aberto, me suplicava por uma soneca. A primeira vez na capital húngara e o pouco tempo até o embarque, porém, chamaram com mais força.

A saída para jantar terminou numa rave nas piscinas das famosas termas de Budapeste. Há em torno de 25 só na cidade e, em geral, o público é bem mais velho, mas duas vezes ao ano uma balada eletrônica é organizada em várias termas numa mesma noite. As filas são enormes para entrar.

No dia seguinte, durante o city tour, meus olhos coçavam sem parar e eu pensava "estou velha mesmo, já não aguento essa maratona". Mas segui adiante, impulsionada pela beleza da capital húngara e pela vontade de ver o máximo antes de me despedir da cidade.

O Rio Danúbio separa Buda de Peste, e pontes como a das Correntes (Széchenyi Lánchíd) ou a Elizabeth (Erzsébet Híd) conectam os dois lados da cidade. Em Peste, a chance de ver pontos turísticos conhecidos: o Parlamento (Országház), erguido em estilo neogótico entre 1884 e 1904, e a Basílica de Santo Estevão (Szent István Bazilika), batizada em homenagem ao primeiro rei e fundador da Hungria.

Ali pertinho começa a Andrássy, avenida com prédios de estilos diversos e marcantes, entre eles, a Ópera de Budapeste. Com 2.310 metros de extensão, a rua liga o centro ao parque municipal. No fim dela, a Praça dos Heróis (Hosök Tere), onde estão representados reis e personalidades importantes em mil anos de história do país.

Do outro lado do rio, a caminhada em torno do Castelo de Buda, em Várnegyed, é um dos mais bonitos e agradáveis programas ao ar livre. Difícil tirar da memória o goulash que comi ali no primeiro jantar em Budapeste, no restaurante Halászbástya, que leva o nome do lindo lugar onde está instalado, o Bastião dos Pescadores. Inesquecível também é a visão da cidade através dos arcos, lá do terraço. As luzes ao longo do Danúbio, com o Parlamento brilhando ao fundo. Não vi Budapeste do barco durante a partida do cruzeiro, mas, só por essa lembrança, dá para imaginar a maravilha. Pensando bem, é mais simples do que preparar goulash./N.M.

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