'Voando' solto sobre o verdejante vale do irrequieto Tungurahua

BAÑOS, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2014 | 02h07

Minha aventura na porção andina do Equador começou em Baños. Estância hidrotermal, a cidade é considerada a capital da aventura no país. Situada na interseção entre selva e montanha, 180 quilômetros ao sul de Quito, está aos pés do vulcão Tungurahua, ainda em atividade, e tem boa infraestrutura hoteleira, além de operadores de turismo com amplo menu de atividades radicais.

Um dos passeios mais populares é a descida de bicicleta até a cidade de Punyo, a 60 quilômetros, percorrendo uma dezena de cachoeiras pelo caminho. As bikes podem ser alugadas por US$ 6, incluindo capacete.

Se o seu estilo de diversão for a caminhada, também há muitas trilhas na região - os principais mirantes são Bellavista e La Virgem. Inusitado, o ponto turístico conhecido como Casa del Árbol, literalmente uma casa na árvore construída na montanha em frente ao Tungurahua, tem um balanço que faz "voar" sobre o vale.

O rafting no Rio Pastaza passa por corredeiras, ondas e outros obstáculos naturais que garantem a adrenalina. A descida costuma levar 1h30 e é feita com um instrutor no bote e um caiaque de apoio que irá ajudar quem eventualmente cair na água.

Ao fim de cada dia, quando os músculos estiverem doloridos de tanto exercício, nada melhor do que se recuperar em um dos cinco centros de águas termais - sim, de origem vulcânica, a 45 graus. O mais popular é o Termas de La Virgen, mantido pela prefeitura (US$ 3). As outras opções são El Salado, Modernas, Santa Clara e Santa Ana. O funcionamento é das 6 às 22 horas, com intervalo entre 17 e 18 horas para manutenção.

Baños tem opções de hospedagens desde US$ 275 a diária, para duas pessoas com meia pensão no Luna Runtun (lunaruntun.com), até US$ 6 o pernoite em dormitório compartilhado para mochileiros no Casa del Molino Blanco (casamolinoblanco.com). Os passeios podem ser combinados com empresas como a Imagine (imagineecuador.com).

Cuenca. Para ir de Baños à próxima parada nos Andes, Cuenca, a cidade mais charmosa que visitei no país, é necessário fazer uma parada em Riobamba, pois não há linha direta de ônibus entre os dois destinos. Aproveite esse tempo para dar uma rápida volta pelo centro histórico e fazer uma parada no mercado municipal. O ônibus noturno custa US$ 8 e o trajeto leva cerca de 6 horas.

Em Cuenca, tome o tempo que achar necessário para caminhar pelo centro histórico. Similar ao de Quito, aqui as construções estão ainda mais bem preservadas. Na praça principal, sobressai a grandiosidade da Nueva Catedral - você pode chegar ao topo, ao lado das abóbadas. No lugar da velha catedral, do outro lado da praça, hoje há um museu com a história local.

A cidade tem uma grande universidade, que torna o clima mais cosmopolita. Ela pode ser vista em uma agradável caminhada pelo Paseo 3 de Noviembre, em frente ao Rio Tomebamba, onde há bares para a happy hour animada. O clima universitário contribui para uma rica produção artística, que pode ser parcialmente apreciada no Museo de Arte Moderno.

Outro lugar que não pode deixar de ser visitado é a fabrica de chapéus panamá Barranco, na Calle Larga, tocada há 68 anos pela família Paredes Roldán. O local possui um pequeno museu sobre esse típico adereço, além de uma infinidade de opções e cores em versões masculinas e femininas. Cada chapéu, produzido artesanalmente, custa a partir de US$ 25. / P.S.

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