Lucrezia de Agrò
Lucrezia de Agrò
Imagem Mônica Nobrega
Colunista
Mônica Nobrega
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Voar com criança na pandemia

Veja como minimizar os riscos ao fazer uma viagem de avião em famílias

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2021 | 05h00

Antes de tudo: não existe risco zero. Confira, a seguir, o que se sabe sobre a segurança sanitária dos voos diante da covid-19 e como minimizar as possibilidades de crianças e toda a família se infectar caso precisem mesmo pegar um avião agora.

A pergunta fundamental: pega-se coronavírus dentro do avião? Menos do que no supermercado. Muitas pesquisas vêm sendo conduzidas desde que a covid-19 foi classificada como pandemia, em março de 2020, e há entre especialistas da área um consenso de que a filtragem do ar dentro dos aviões é muito eficiente. As aeronaves usam tecnologia high efficiency particulate air filter (HEPA), capaz de eliminar 99,9% das partículas a partir de 0,01 micrômetro. O novo coronavírus mede entre 0,08 e 0,16 micrômetro, ou seja, é 8 a 16 vezes maior.

Entre 25% e 30% do ar que circula no avião passa por este sistema continuamente. Os 70% a 75% restantes são constantemente renovados, ou seja, entra ar novo, de fora da aeronave, e o ar “usado” é expelido. Esse processo de renovação se dá a cada 2 a 5 minutos, dependendo do modelo do avião.

Outra característica reduz a propagação de vírus: o ar na aeronave circula verticalmente, de cima para baixo. Ou seja, os aerossóis expelidos por cada passageiro são empurrados para o piso e, daí, filtrados ou jogados fora.

Então qual é o risco? A proximidade com passageiros infectados. Há pouca circulação horizontal de ar na aeronave. Mas, se alguém infectado falar ou tossir perto de você, o risco de receber aerossóis cresce.

Como aumentar a proteção? Use máscara PFF2 ou N95 – modelos equivalentes, com alta capacidade de filtragem de partículas. Ela deve estar bem ajustada no rosto, sem vazamentos. Nas crianças, vale usar esparadrapo micropore (vende em farmácias) para garantir a fixação. A máscara deve estufar e encolher com a respiração, indicando que está bem ajustada.

Quais são os momentos mais críticos? Os aeroportos, com terminais fechados e muita gente circulando, oferecem alto risco de contágio na viagem aérea durante a pandemia.

Sugestões para reduzir a exposição: faça check-in online para diminuir a antecedência necessária para não perder o voo; alimente as crianças antes para não precisarem comer (remover a máscara) no terminal; use álcool em gel sem economia nas mãos delas; reduza o máximo possível o tempo sem máscara na refeição a bordo; e evitem circular pelo avião – quanto mais se anda, maior o contato com aerossóis de diferentes passageiros.

Ah, sim: e vacine-se quando chegar a sua vez, com a vacina que estiver disponível, sem escolhas que só atrasam a estratégia coletiva de imunização neste momento. A vacina protege você, sua família e as outras pessoas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.