Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

Voos no dia da greve: saiba quais são seus direitos e como não perder a passagem

Com a adesão dos aeroviários à paralisação desta sexta, alguns voos poderão sofrer atrasos e cancelamento. Veja o que diz o Procon-SP e as principais aéreas

Estadão Conteúdo

27 Abril 2017 | 12h38

Com a adesão dos aeroviários à greve geral convocada para sexta-feira, 28, pelas centrais sindicais e movimentos sociais em protesto às reformas da Previdência e trabalhista do governo Michel Temer, os principais aeroportos do País terão suas atividades impactadas. 

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), a paralisação da categoria está prevista para começar na manhã de sexta. A decisão inclui os trabalhadores que exercem atividades no solo, como serviços de check-in e responsáveis pela bagagem. A maior parte dos aeroviários e aeroportuários dos terminais de Guarulhos e do Recife deverão cruzar os braços a partir das 6h, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac). Nos dois aeroportos, a expectativa é que só 30% dos funcionários continuem trabalhando. Em Congonhas, também há a confirmação de greve.

Diante da situação, todos os passageiros com voos marcados para a data e que, eventualmente, sejam impactados por atrasos ou cancelamentos de voos têm os seguintes direitos segundo o Procon-SP

1. Informação prévia quanto ao cancelamento do voo nos canais de atendimento disponíveis das companhias aéreas;

2. Viajar, tendo prioridade no próximo embarque da companhia aérea com o mesmo destino;

3. Ser direcionado para outra companhia (sem custo);

4. Receber de volta a quantia paga ou, ainda, hospedar-se em hotel por conta da empresa. Se o consumidor estiver no local de seu domicílio, a empresa poderá oferecer apenas o transporte para a sua residência e desta para o aeroporto;

5. Ressarcimento ou abatimento proporcional no caso de ocorrer algum dano material devido ao atraso como, por exemplo, perda de diárias, passeios e conexões;

6. Pleitear reparação junto ao judiciário se entender que o atraso causou-lhe algum dano moral (não chegou a tempo a uma reunião de trabalho, casamento etc.).

7. Todas estas possibilidades devem ser garantidas sem prejuízo do acesso gratuito à alimentação, utilização de meios de comunicação, transporte etc.;

8. O consumidor deve guardar o comprovante de eventuais gastos que teve em decorrência do atraso e/ou cancelamento, como chamadas telefônicas, refeições, hospedagem, entre outras.  

Companhias aéreas. As principais empresas aéreas que operam no Brasil adotaram como medida a possibilidade de o cliente remarcar ou cancelar sem custo as passagens. Veja o que cada uma recomenda:

Gol: clientes da empresa com passagem marcada para o dia 28 poderão remarcar a viagem sem custo pelo número 0800 704 0465 ou pelo atendimento online: voegol.com.br.

Latam: a companhia dá três opções a seus passageiros: alterar a data da passagem, adiantando em um dia ou postergando em até 15 dias sem custo (após esse intervalo, as taxas de remarcação serão cobradas); mudança de destino, pagando apenas a diferença tarifária; reembolso em caso de cancelamento. A empresa também admite a possibilidade de atrasos e cancelamentos e pede para que seus clientes acompanhem a situação do voo em latam.com

Avianca: os passageiros poderão remarcar a data da passagem sem custo ou fazer o cancelamento recebendo o valor pago por ela de forma integral pelos telefones 4004-4040 (São Paulo e principais capitais) ou 0300-789-8160 (demais localidades) e nas lojas dos aeroportos. A companhia também recomenda fazer check-in com antecedência (pela internet, aplicativo ou nos totens) e acompanhar a situação do voo em avianca.com.br/avianca-status-de-voo

Azul: segundo a companhia, a programação de seus voos segue inalterada. Mas, caso seus clientes sejam impactados pelos "eventos desta sexta", poderão entrar em contato pelos telefones 4003-1118 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 887 1118 (demais regiões) para verificar opções de viagem.

Mais conteúdo sobre:
Greve Greve Geral aviação

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.