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Vulcões

É impressionante acordar ao som de um vulcão. Explosões altas, pedras rolando, a mais branca de todas as fumaças subindo em volta da cratera. Mas os moradores da pequenina La Fortuna parecem absolutamente acostumados com o nervoso Arenal, um dos dez vulcões mais ativos do planeta, a menos de 100 quilômetros de San José.

Daniel Brito, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2009 | 02h29

Sua última erupção foi em agosto de 2000, quase ontem na vida dos vulcões. Os vizinhos Turrialba e Irazú, por exemplo, não entram em erupção há séculos.

Em 2003, o Arenal chegou a expelir lava, só que em pouca quantidade. Mas cotidianamente cospe fumaça - está sempre encimado por uma camada branca, como glacê - e pedras, que despencam vulcão abaixo.

La Fortuna não só aprendeu a não temer o Arenal como conseguiu fazer dinheiro com ele. A cidade e seus arredores estão sobre uma grande camada de magma pastoso, uma mina de ouro para empresários da região: muitos hotéis oferecem piscinas com água aquecida pelo vulcão.

 

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O Arenal é o mais famoso, por motivos óbvios, mas não o único do país - a Costa Rica tem cerca de duzentos cones vulcânicos, metade com algum tipo de atividade.

Já o Poás aparece como o mais visitado (são milhares de pessoas todos os anos), porque está ativo, fica a menos de 30 quilômetros de San José e conta com boa estrutura para os turistas. A subida até a cratera é feita por uma trilha bem sinalizada e razoavelmente fácil, apesar da inclinação.

E o Irazú tornou-se bastante popular por ser o mais alto. Do topo de seus 3.400 metros é possível ver o azul mar caribenho de um lado e o Oceano Pacífico do outro (uma ajudinha das nuvens e das correntes de ar é essencial, lógico). No geral, quem chega até o cume tem a impressão de que o Irazú está acima das nuvens.

Em 1994, houve uma minierupção no vulcão - a última registrada. Mas hoje o Irazú dorme silenciosamente, enquanto famílias visitam suas crateras e fazem piquenique no solo de lava ressecada. A mais bonita delas, no entanto, você só pode ver de longe. Está coberta de água. É o incrível olho verde turquesa.

TROCA DE CAPITAL

O Irazú, aliás, é um dos motivos para San José ser a capital costarriquenha. Após constantes erupções somadas a terremotos apocalípticos, entre os séculos 18 e 19, o então governante do país, Juan Mora Fernandez, optou por transferir a capital de Cartago para San José, seguros 25 quilômetros distante dali.

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