Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Waikiki, delicioso clichê

Uma das praias mais famosas de Oahu é das famílias e dos iniciantes no surfe e no stand up paddle

Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

Waikiki está para Honolulu assim como Manhattan está para Nova York. É a área mais cobiçada, e não só por causa da praia calma e agradável, onde é possível andar, andar e andar e, ainda assim, ficar com a água na altura dos quadris. A área é também a com menor índice de chuvas – e, por essa razão, repleta de hotéis, dos mais luxuosos aos nem tanto, ambos com os preços nas alturas. 

 Na praia, as crianças fazem a festa – assim como aqueles que querem dar as primeiras braçadas sobre uma prancha, seja para surfar, velejar ou fazer stand up paddle. À beira-mar, não falta quem ofereça aulas ou aluguéis de equipamentos. Em média, três horas de aula custam US$ 100, mas dá para alugar só a prancha por algo em torno de US$ 20.

Quem acorda cedinho vê os moradores pegando as ondas perfeitas que se formam no horizonte. De quebra, escolhe um bom lugar na areia, antes das hordas de famílias, barcos e pranchas fazerem a areia (principalmente o canto direito, onde se concentram os principais hotéis) ficar tão disputada quanto a de Copacabana. 

À noite, todo esse agito se transfere para a Avenida Kalakaua. É ali que estão as marcas que se espalham nos centros das grandes cidades, das luxuosas Fendi, Louis Vuitton e Chanel às queridinhas do fast-fashion Forever 21, H&M, Zara. Sem falar dos shoppings centers, restaurantes estrelados e fast-foods de praxe. 

Assim como Orlando se prepara para atender os brasileiros, com garçons e vendedores que falam português, Waikiki mima os visitantes orientais, com atendimento principalmente em japonês e chinês e vitrines voltadas a atrair esse público. Só para se ter uma ideia, o Japão é o país que mais envia turistas ao arquipélago (depois do próprio Estados Unidos, é claro). Dos mais de 14 milhões de turistas que visitaram o Havaí em 2014, 2,4 milhões vieram do Japão.

Talvez por isso o Marukame Udon (Avenida Kuhio, 2.310) sirva udons tão gostosos (e disputados). A fila na porta para comer esse macarrão ensopado, cuja massa é preparada na hora, na frente dos clientes, é praticamente constante, mas nada como estar com o fuso horário desregulado para se livrar da fila.

 Fui lá duas vezes, por volta das 15h30, e peguei uma fila decente e rápida (e ainda conseguir sentar, veja só). Além de saboroso, o preço é atraente. Você pode adicionar acompanhamentos ao seu macarrão, como tempurá de legumes e camarões, cobrados à parte – minha conta, nos dois dias, ficou em torno dos US$ 12.

Menu havaiano. Outro marco local é o Duke’s Cafe, que também homenageia o lendário Duke Kahanamoku e fica bem cheio no fim de tarde. De estilo semelhante, o Hula Grill tem uma bela vista para o mar, e um cardápio com opções do café da manhã ao jantar. Para uma refeição refinada, o Japengo, no Hotel Hyatt, nos apresentou um menu havaiano-contemporâneo – e, principalmente, delicioso. Faça reserva; a degustação com quatro pratos custa US$ 70 por pessoa.

 Demais para seu bolso em tempos de dólar alto? Não se preocupe. Às terças e quintas-feiras, o lobby do hotel recebe um farmer’s market, feira livre local, com comidinhas típicas que custam, em média, US$ 5. Se jogue no ahi poke (salada de atum cru apimentado) e outras delícias.

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