Stefan Wermuth/Reuters
Stefan Wermuth/Reuters

Wellington, a pequena capital mais legal do mundo

Cidade da Nova Zelândia tconta com oferta cultural variada, gastronomia interessante e uma vida noturna barulhenta

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

04 Outubro 2016 | 04h50

WELLINGTON - Os locais gostam de se referir a Wellington como a “pequena capital mais cool do mundo”. Apesar de ser bem menor do que Auckland, com cerca de 400 mil habitantes, a cidade cumpre a promessa. Com uma oferta cultural variada, gastronomia interessante e uma vida noturna barulhenta, também abriga a mundialmente famosa Weta, empresa de Peter Jackson e Richard Taylor responsável pelo visual de O Senhor dos Anéis e de várias outras produções filmadas na Nova Zelândia.

A Weta oferece diferentes tipos de passeios. Um dos razoáveis, por 25 dólares neozelandeses (R$ 60), permite ao visitante ver armas, armaduras, miniaturas usadas em filmagens e outros objetos de longas como Distrito 9, King Kong e As Crônicas de Nárnia. Há, entre outras curiosidades, um modelo em tamanho “real” de Gimli, o anão de O Senhor dos Anéis; a réplica era usada como dublê em cenas em que o personagem era arremessado. Os tours começam na Weta Cave, a loja oficial do estúdio. Os figure actions (bonecos) não custam menos do que 100 dólares neozelandeses (R$ 235); os maiores chegam a 1.200 dólares (R$ 2.815). 

A indústria de café de Wellington é reconhecida internacionalmente. Uma visita a qualquer das dezenas de unidades da Mojo, uma das principais marcas de café do país, comprova a paixão que os locais têm pela bebida – diz-se que a cidade tem mais cafeterias per capita do que Nova York. A preferência nacional é o flat white, um expresso com injeção de leite ao vapor. O long black também é especialidade local: uma dose dupla de expresso sobre água quente que passou pela mesma máquina. Sensacional.

O interesse local pelo café cresceu muito após os anos de 1980, mas é herança de uma migração em massa de europeus após a 2ª Guerra Mundial. Também foi motivada pelo que eles chamam de “ingenuity” (perspicácia), uma característica kiwi que eles não vão cansar de enfatizar quando você estiver por lá.

Cerveja. Outra paixão local desenvolvida nos últimos 30 anos é a cerveja artesanal: Wellington está repleta de breweries, cervejarias. A Fork & Brewer, no centro, está sob responsabilidade do jovem mestre cervejeiro Kelly Ryan, que viveu um tempo no Reino Unido e voltou ao seu país de origem para cuidar da tradicional casa em Wellington. É ele quem dá dicas de como harmonizar a extensa carta de cervejas com os petiscos servidos. Para começar a noite e conhecer quatro tipos da bebida, vá de degustação, por 15 dólares (R$ 34).

A vida noturna se concentra entre a Cuba Street (o simpático calçadão do centro), a Leeds Street (visite a Chocolate Factory) e o Courtney Place (o bar ideal para fechar a noite se chama The Library e é uma biblioteca de fato). A cidade ainda reúne outras atrações, como o museu nacional Te Papa, o Monte Vitória (uma caminhada de 20 minutos que oferece uma das visões mais bonitas da cidade) e diversas opções para ciclistas, iniciantes e profissionais.

 

Gastronomia no Coco at The Roxy.  Dentre a ampla oferta de restaurantes em Wellington, um bom lugar para se ter uma experiência local – e cinematográfica – é o Coco at the Roxy. Situado no Capitol Theatre, uma construção art déco de 1928 que também tem um cinema ativo, o restaurante tem o menu do jovem chef Nic Spicer, que mistura influências mediterrâneas e norte-americanas com ingredientes frescos locais. O lagostim (crawfish) etouffée – espécie de guisado típico da culinária crioula – com creme de grãos custou 28 dólares neozelandeses (R$ 65) e talvez tenha sido a melhor coisa que comi em oito dias comendo bem na Nova Zelândia.

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