Yale dá ares cosmopolitas à pequena New Haven

Ainda estudante, embarquei na Grand Central Station, em Manhattan, em direção a Yale, com a expectativa de encontrar um universo completamente distinto do meu. Cresci vendo Yale ser retratada em livros e filmes como um centro de excelência acadêmica ímpar, um celeiro de superdotados. Adoraria dizer que fui surpreendida pela simplicidade e pelos dilemas parecidos com os de alunos brasileiros. Mas não: Yale realmente é um planeta admiravelmente distante.

Carina Bacelar, O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2014 | 02h07

Em duas horas, por US$ 20, o trem percorre os charmosos subúrbios que separam Nova York de New Haven. Ali, um táxi levou dez minutos para me conduzir ao câmpus. Não há muros ou demarcações que o diferenciem da infraestrutura urbana.

Fui recebida por um amigo e fomos jantar em um dos muitos restaurantes asiáticos da região. Vegetarianos: lá é o paraíso. São muitas as opções, principalmente nos estabelecimentos indianos, onde o rodízio sai por U$$ 9. Dentro dos refeitórios das universidades, há de pizza a sushi, com sorvete de casquinha de sobremesa.

A apresentação dos refeitórios se justifica: em Yale, é comum topar com milionários e bilionários - muitas vezes em festas caseiras, bem simples, com cenário típico dos filmes de besteirol americano.

O mais fascinante em Yale, entretanto, não é necessariamente a grandiosidade e a riqueza encontradas no câmpus, mas a diversidade dos alunos: os mais de 11,5 mil estudantes vêm de 108 países diferentes. Assim, véus, roupas étnicas e poliglotas são figurinhas fáceis e tornam cosmopolita uma cidadezinha de 130 mil habitantes.

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