Zoos e suas celebridades do mundo animal

Os pinguins Pedro e Buddy, os pandas gigantes Bai Yun, Gao Gao e Yun Zi, os saudosos urso Knut e rinoceronte Cacareco, Matt Damon e Scarlett Johansson... Matt Damon e Scarlett Johanson? Há duas semanas, dois dos atores mais famosos do cinema mundial fazem parte de uma lista de celebridades nada comum: a das que têm sua fama associada a zoológicos. Lista composta, até então e compreensivelmente, apenas por animais.

MÔNICA NÓBREGA, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2012 | 03h06

Os atores conquistaram seu lugar entre a bicharada com a estreia do filme-família Compramos um Zoológico (2011). Baseado em história real, o longa narra a saga de um pai de dois filhos para reconstruir a vida após a morte da mãe das crianças. Para tanto, compra um zoo falido onde vivem 200 animais.

Na telona, o rugido estrondoso de um leão, ouvido durante a visita à casa na qual pretende morar (e que tem o zoo como quintal), é o primeiro contato do personagem Benjamin Mee (Damon) com as feras selvagens com as quais conviverá a partir dali. Um tigre, um urso, lobos e outros animais desfilam na tela, enquanto o espectador conhece o fictício parque californiano Rosemoor, da falência à reinauguração.

Por causa do filme, Matt Damon acabou se tornando um embaixador informal do Dartmoor Zoological Park, o da vida real, que fica em Plymouth, na Inglaterra. O ator aparece abraçado ao proprietário Benjamin Mee na página de abertura do site (dartmoorzoo.org; entradas a 10,95 libras ou R$ 31), acima do texto que apresenta o local.

Ali você fica sabendo que os 120 mil metros quadrados do zoo abrigam espécies variadas, entre tigres, leões, ursos, macacos, corujas, insetos, répteis e outras. E que há espaços preservados, onde as crianças podem brincar e as famílias, fazer piquenique. O site também pede doações e convida a apadrinhar um bicho, já que o zoo ainda acumula dívidas, que Benjamin Mee espera pagar com a visitação turbinada que deve se seguir à exibição do longa nas telas. Ou seja, ir até lá é uma forma de ajudar a manter o Dartmoor em funcionamento.

Bons amigos. Outras histórias da vida real ajudam a dar fama a zoológicos pelo planeta. Durante um ano, Pedro e Buddy compartilharam um ninho. Até que, em novembro passado, os biólogos do Toronto Zoo (torontozoo.com; 23 dólares canadenses ou R$ 42) decidiram separá-los com a justificativa de que os pinguins africanos, espécie à qual pertencem as personalidades em questão, estão em extinção e precisam se reproduzir. Pedro e Buddy não teriam como fazer isso juntos porque são machos.

A decisão transformou a dupla em celebridade na internet, com vídeos que resultaram em audiências recordes. Mas, apesar de conhecidos como pinguins gays, os dois não tinham um relacionamento, segundo o curador das seções de pássaros e invertebrados, Tom Mason. Eram apenas bons amigos. Tanto que Buddy engatou namoro com a fêmea Farai apenas três dias depois de ser separado de Pedro - que ainda busca uma companheira, afirma a equipe do parque.

O Toronto Zoo continua cheio de motivos para merecer uma visita. Com mais de 5 mil animais de 460 espécies, é dividido em 15 áreas temáticas, por regiões do planeta. Águias e bisões, por exemplo, podem ser vistos no setor dedicado ao próprio Canadá.

Entre gigantes. Tão fofos e intrigantes quando raros fora da China, os pandas gigantes são o principal motivo de milhares de visitantes rumarem para o San Diego Zoo (sandiegozoo.org; US$ 42 ou R$ 77 o passe de um dia), nos Estados Unidos. Tanto que foram transformados em garatos-propaganda do parque. Arme-se de paciência para chegar ao trio Bai Yun, Gao Gao e Yun Zi: as filas são inevitáveis.

Um dos maiores do mundo, o zoológico tem sua área dividida em continentes. Além de caminhar (muito), você pode fazer a visita na modalidade Skyfari - um teleférico que vai de uma ponta a outra do parque. Há, ainda, ônibus no percurso.

Descansem em paz. Cada um a seu tempo, o urso polar Knut e o rinoceronte Cacareco renderam fama e visitantes aos zoos onde viviam: respectivamente, o de Berlim (zoo-berlin.de; a 18 ou R$ 42) e o de São Paulo (zoologico.com.br; R$ 17).

Knut chegou a ser ameaçado de morte ainda bebê, por ativistas que eram contra a opção de criá-lo em cativeiro. Virou mascote da luta contra o aquecimento global e aprendeu acrobacias que foram a principal atração do parque durante meses. O urso morreu em março passado - sua quase-namorada, Giovana (foto), ainda vive por lá.

Então recém-instalada no zoo paulistano, o rinoceronte Cacareco virou símbolo de protesto político em 1959, quando se tornou o "vereador" mais votado da cidade de São Paulo - na época, os eleitores escreviam o nome de seu candidato na cédula.

Mico. Uma das últimas (e mais cômicas) notícias envolvendo zoológicos no ano passado teve como cenário Sorocaba (zoo.sorocaba.sp.gov.br; R$ 3), a 95 quilômetros de São Paulo. Alcoolizado, um homem pulou no lago que separa o público da ilha onde vivem os macacos - e foi atacado pelos animais. Resgatado com o braço ferido, culpou o calor. Que, sim, é forte nesta época do ano. Mas que um passeio entre as alamedas do zoo já ajuda a refrescar. Sem riscos aos envolvidos.

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