Zurique, um lugar para comer e viver bem

Novidade. Para nós, brasileiros, a diferença será pouca, é verdade. Mas só de não precisar enfrentar toda a burocracia alfandegária para sair da França e entrar na Suíça em uma viagem pela Europa já dá um certo alívio. A partir de sexta-feira, a Suíça deve integrar efetivamente o Tratado de Schengen, do qual pertencem outras 22 nações européias. Teoricamente, o país fazia parte do acordo desde 2004. Mas o controle de passaportes, uma das principais premissas do tratado, ainda permanecia. Não confunda. Isso não significa que o país vai entrar na Zona do Euro. A moeda continua a ser o franco-suíço. O que muda, na prática, é a desburocratização entre fronteiras européias. E nada mais. Já que está por ali... Faça um tour rápido pela maior cidade do país, Zurique. A rede de transporte local é superatraente, com trens e vôos para toda Europa. Bastam poucas horas para conhecer a essência de Zurique. Caminhando, é claro. Coma muito bem. A fama dos chocolates suíços é conhecida. Há muitas (e maravilhosas) opções por lá. Se quiser ficar com a tradicional, vá na Sprüngli (www.sprungli.ch), na Paradeplatz, uma movimentada praça na Old Town. A marca comprou a Lindt em 1889, mas manteve a mesma deliciosa receita de chocolate. Se a sua fome for maior que isso, emende uma parada no Zeughauskeller (www.zeughauskeller.ch), logo em frente, e peça salsichas - por metro. Turístico, sim, mas com ótima comida. Só não vá sem fazer reserva. Curiosidades. A água em Zurique é limpa. Limpíssima. Tanto a que corre no Rio Linmat, que corta a cidade, como as das fontes e bicas da Old Town. Deu sede? Beba sem moderação, como fazem os moradores. Zurique também tem uma linda delegacia, no fim da Uraniastrasse. O pintor Augusto Giacometti criou belos motivos na parte interna do prédio. Se pedir com jeitinho, os policiais até deixam você entrar para dar uma olhadinha. E sair também. Ufa. Centro de informações turísticas: www.zuerich.com

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2008 | 03h12

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