Marco Antonio Carvalho/Estadão
Marco Antonio Carvalho/Estadão

Zurique: um mergulho nos lagos e na arte

Maior cidade da suíça é dividida em duas: a parte antiga e o revitalizado distrito industrial

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

10 Outubro 2017 | 04h30

A maior cidade suíça é mais de uma. Talvez, ao menos duas, dividida entre a parte antiga – com destaque para o passeio no Rio Limmat, passando pelo Parque Lindenhof e seguindo até a Praça Munsterhof, onde há um ano e meio um extenso estacionamento deu lugar a mais espaço livre para pedestres – e o revitalizado distrito industrial, com direito a restaurante onde antes funcionava uma fábrica de peças navais.

No Schiffbau (bit.ly/schiffbau), com o seu alto pé-direito, localizado na rua homônima, o jantar com porções bem servidas sai por 80 francos (R$ 257) em média. Uma opção mais em conta perto dali é o movimentado mercado orgânico Les Halles (les-halles.ch), com pescados e toques da gastronomia francesa. Antes de chegar ao distrito industrial, na zona oeste, vale passar pelo já consagrado complexo Viadukt, com suas lojas de roupas, bares e restaurantes.

Não é necessário andar muito até alcançar o Markthalle (bit.ly/zumarkthalle), agradável e variado mercado, com opções de padaria a açougue. Para ter uma visão privilegiada da vizinhança, faça uma visita à loja da marca local Freitag, na Geroldstrasse. São nove contêineres empilhados, formando o estoque do local que usa, na maior parte dos produtos, lonas reaproveitadas de caminhões e circos. A 200 francos (R$ 644), uma bolsa é tida como peça única e da moda. Mais: bit.ly/zuflagship.

Sem pagar, dá para subir pelas escadas dos contêineres até um pequeno observatório. Mas Zurique é muito mais.

Grande lago. Se não tem saída para o mar, a Suíça é muito bem servida de lagos. O maior daquela região é o Lago Zurique, que começa na cidade homônima, mas tem seus 88 quilômetros quadrados espalhados pelas cidades vizinhas. Passear de barco percorrendo a sua extensão, então, é um barato – literalmente, porque custa 5 francos (R$ 16) se você já tiver o Swiss Travel Pass (bit.ly/commyswiss) ou, caso contrário, 15 francos (R$ 48), para o passeio de cerca de uma hora, na parte mais próxima a Zurique. No dia que fui, estava um pouco nublado. Mas os guias garantiram que um dos lados da margem é conhecido por Golden Coast, dada a quantidade de luz solar que recebe no verão. 

As margens são ocupadas por casarões com decks particulares e por parques abertos com restaurantes na vizinhança. Ao fim do passeio, caminhe pela margem da Golden Coast e procure pela Rote Fabrik, complexo cultural que desde os anos 1980 ocupou um antigo terreno industrial e agora recebe shows e uma diversa programação, principalmente no verão. Ainda na beira do lago, uma boa pedida é almoçar no restaurante Woschi (woeschi.ch), com preferência para um prato com peixe pescado do lago. Um risoto, acompanhado de entrada e sobremesa, sai a 40 francos (R$ 129). Pegue um ônibus na via que passa por trás do restaurante para retornar ao centro da cidade, em apenas 15 minutos.

Cidade da arte. O Kunsthaus (em alemão, casa das artes) é um dos mais relevantes museus do país. Localizado na parte antiga de Zurique (na Heimplatz), a visita vale os 16 francos (R$ 51; kunsthaus.ch). O prédio, que atualmente passa pela terceira reforma de ampliação desde a inauguração, em 1910, abriga uma sucinta coleção que não faz feio ante gigantes da arte na Europa. 

Para percorrer os seus três andares, reserve ao menos duas horas para passear entre os Manets, Monets, Picassos, Kandinskys, Munchs e um Rothko. Além dos destaques clássicos, modernos e contemporâneos, o museu abriga o mais extenso acervo das esculturas expressionistas do artista plástico suíço Alberto Giacometti. As opções para quem não quer deixar de incluir um museu na lista de atividades de férias pode ter ainda o Reitberg, com destaque para o acervo vindo de fora da Europa e com ingresso a 14 francos (R$ 45; bit.ly/museurietberg), e o Museu da Fifa, com a história das copas, a 24 francos (R$ 77; fifamuseum.com). Plana, a cidade também é propícia para você pegar uma bike, com opções elétricas, e rodar por aí.

Efervescência. É famosa a Bahnhofstrasse, no centro de Zurique, com a sua circulação de trams e bandeiras alvirrubras espalhadas pelo alto da via. Ligando a principal estação de trem diretamente ao lago, um passeio de 20 minutos a pé, permite percorrer o seu 1,5 quilômetro de extensão. É oportunidade para gastar dinheiro em souvenirs, do canivete à vaquinha suíços, ou um pouco mais nas diversas lojas das marcas de luxo, como Rolex, Prada e Chanel. 

Para chocolates, pare na Sprüngli (spruengli.ch), da Lindt, e perca tempo escolhendo entre os mais de 15 sabores de trufa. Uma caixinha com 12 unidades sai por 20 francos (R$ 64). A opção com os mais sofisticados, com 36 unidades, pode chegar a 240 francos (R$ 770). 

Do tradicional ao moderno, deixe a Bahnhofstrasse e siga para o Europa Allee, na Museumstrasse. O quarteirão só deve ficar completamente pronto em 2020. Mas trata-se de uma área renovada sobre antigas linhas férreas, com espaço para escritórios, bares e restaurantes. O Google se instalou em um dos prédios dali. Para se hospedar, um dos novos prédios da região abriga o Hotel 25 hours (25hours-hotels.com), que mistura o clima de hostel da juventude com o conforto de uma hospedagem de alta qualidade, a partir de 140 francos (R$ 450) a diária. Ah, e se quiser perder algum dinheiro, vá aos cassinos. O jogo é liberado.

 

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