JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão

Conheça os 10 melhores destinos para ir em 2015

Diante de uma lista de 20 concorrentes, encaramos a missão de apontar os dez lugares promissores de 2015. Com ajuda de viajantes, de efemérides e até do dólar alto. Agora, faça a sua aposta

Adriana Moreira, Felipe Mortara, Mônica Nóbrega e Stéfano Mariotto, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Agora mesmo, há um vulcão em erupção por lá, o Bardarbunga. O magma vermelhão cuspido às alturas pela cratera disputa a primazia colorida com as luzes da aurora boreal, que tingem o céu de matizes variadas até março ou abril. Com natureza peculiar e clima ímpar, a Islândia, um inóspito pedaço de terra solto no Atlântico Norte entre a Grã-Bretanha e a Groenlândia, começa a despertar a curiosidade dos brasileiros. E ficou isolada em primeiro lugar entre os destinos turísticos para visitar em 2015 na votação anual do Viagem. 

Dos sete jurados (leia abaixo), seis votaram na ilha como um dos lugares no mundo que merecem ser vistos em 2015. Fácil entender: tanto o governo islandês quanto os operadores de viagens têm mostrado empenho em divulgar a Islândia, que começa a se recuperar economicamente depois da quebradeira geral de seu sistema bancário, em 2008. 

“É quase um outro mundo, com aurora boreal no inverno, sol da meia-noite no verão e belíssimas cachoeiras”, disse um dos jurados, Guilherme Padilha, presidente da associação de turismo de luxo Brazilian Luxury Travel Association e CEO da operadora Auroraeco. Outro operador, Tomas Perez, CEO da Teresa Perez Tours, afirmou ao Estado em setembro que a procura pelo destino em sua empresa cresceu 40% no ano passado. Para quem gosta de ir antes de todo mundo, a hora é agora.

As escolhas foram feitas a partir de uma lista inicial de 20 destinos – metade no Brasil, metade no exterior –, que levou em conta efemérides, melhorias na infraestrutura turística, boa relação custo-benefício em tempos de dólar alto e até o boca a boca positivo pós-Copa que andou colocando São Paulo no horizonte de muitos estrangeiros (e mesmo brasileiros) que não tinham o hábito de pensar na cidade como um lugar para férias. Na nossa eleição, a capital paulista conquistou cinco votos e empatou, em segundo lugar, com Chile, Estrada Real e Sudeste Asiático.

Lisboa e Tallin, na Europa, e os brasileiros Galinhos e São Miguel do Gostoso, Bonito e Alter do Chão, com quatro votos cada, fecham a nossa lista de dez destinos para visitar em 2015. Nesta e nas próximas páginas, você descobre os bons motivos que cada um deles tem para merecer sua atenção no ano que vem aí – cheio de feriados, vale lembrar. Serão nove nacionais (sem contar Natal e ano-novo, que caem em sextas-feiras), mais um estadual para os paulistas, em 9 de julho. Não vai faltar tempo para viajar – a lista de desejos para 2015, a gente ajuda a fazer. 

Veja também a lista dos dez destinos que não entraram no nosso Top 10.

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Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Se estivesse hoje na Islândia, você teria a oportunidade de admirar a aurora boreal, fenômeno associado ao sol que tinge de verdes, roxos, brancos e outros tons os céus da região do Círculo Polar Ártico durante o inverno do Hemisfério Norte, em uma temporada que vai de outubro a março. Poderia também flagrar mais um dos arroubos temperamentais do vulcão Bardarbunga, que, em erupção desde agosto, vem expelindo lava, fumaça e cinzas pela cratera do vulcão vizinho, o Holuhraun - é possível ver o rio de magma descendo a montanha. E que, segundo prevê o site oesta.do/vulcaoislandia, que acompanha e atualiza diariamente a situação dos vulcões, deve continuar ativo por muitos meses ainda.

Isso somado ao fenômeno do sol da meia-noite, no verão, a cachoeiras imponentes e improváveis, gêiseres explosivos e piscinas termais de cor turquesa compõe um mosaico de motivos expressivos para você visitar a Islândia em 2015. Primeira colocada isolada na nossa votação anual, a cada ano a ilha incrementa o número de visitantes - passou de 400 mil em 2006 para 800 mil no ano passado. E vem investindo em novidades.

O Ice Cave (icecave.is), conjunto de bares e restaurantes escavados dentro do Glaciar Langjökull, deve ser inaugurado em maio. Nos Fiordes Ocidentais, os visitantes agora podem viver a incomum experiência de esquiar do topo das íngremes montanhas até a beira do mar (westfjords.is). 

Na hotelaria, as novidades para 2015 incluem a abertura do Apotek Hotel (diária desde A 122 ou R$ 322; keahotels.is/apotek-hotel), em um prédio histórico que por décadas funcionou como farmácia no centro de Reykjavik. E os novos chalés no Deplar (diária desde A 300 ou R$ 965; elevenexperiences.com), antiga fazenda de tosa de carneiros, cercada por montanhas de mil metros de altura, e convertida em um compacto hotel de luxo. A oferta hoteleira, antes escassa, disparou para 40 estabelecimentos nos últimos anos em Reykjavik.

A capital, distante três horas de voo de Londres e com 200 mil habitantes, convida a beber e comer - algumas esquisitices, é verdade, como carne de baleia e puffin, uma simpática ave migratória.

Uma das mais tradicionais atrações islandesas, a Blue Lagoon (A 35 ou R$ 112; bluelagoon.com) brotou com o acionamento de uma usina geotérmica, de onde afloraram águas quentes, usadas em um spa para tratamentos medicinais e relaxamento - a massagem dentro da água é a mais disputada (A 60 ou R$ 192, meia hora). O nome autoexplicativo é mais um dos atrativos para passar o dia ao ar livre, ainda que sob neve. Bem ao lado da lagoa, os intrigantes campos de lava de Reykjanes criaram um cenário que remete à superfície lunar e pode ser descoberto de quadriciclo (A 70 ou R$ 225, uma hora; atv4x4.is).

Outro gigante imprevisível que ganhou fama foi o Eyjafjallajökull, vulcão que parou o tráfego aéreo na Europa em 2010, provocando o cancelamento de 104 mil voos. Transformada em centro de visitantes, uma fazenda vizinha (icelanderupts.is) hoje exibe filme e mostra fotográfica sobre a erupção.

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Stéfano Mariotto, Especial para O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Vinhos, deserto no norte e glaciares no sul, mais de 4 mil quilômetros de extensão espremidos entre o Oceano Pacífico e a Argentina. E, em 2015, um evento esportivo, a Copa América de futebol, que, para o jurado e colunista do Viagem Ricardo Freire, “talvez seja um argumento para mulheres convencerem seus namorados, maridos e companheiros” a fazer as malas e ir conhecer o Chile, que obteve cinco votos na escolha dos destinos para 2015. 

O primeiro lote de ingressos para as partidas da Copa América já esgotou. A segunda etapa está prometida para breve no site oficial do torneio, o ca2015.com/pt.

Quer conciliar os programas essenciais do Chile às cidades-sede dos jogos? Antofagasta está 215 quilômetros a sudoeste de Calama, ponto de partida para ir a San Pedro de Atacama. É possível seguir de ônibus (a cada duas horas) ou alugar carro ou jipe. Lá, contrate passeios para ver gêiseres e o Salar de Tara.

Na divertida e culturalmente ativa capital, o Brasil joga pelo menos duas vezes, em 17 e 21 de junho. Além de todo o entorno do Palacio de la Moneda, no centro, os bairros Bellavista, Providencia e Las Condes merecem visita. 

Para ver neve (afinal, será inverno), Valle Nevado está a 60 quilômetros de Santiago. Viña del Mar e Valparaíso, no litoral, ficam a 1h30 de carro. Vinhos? Visite a Concha y Toro, nos arredores da capital, que faz muito carmenère, uva chilena por excelência. Ou, 200 quilômetros ao sul, o Vale do Curicó, que produz cabernet sauvignon. 

Rumo à Patagônia, no sul, Concepción é outra sede da Copa América; perto ficam as reservas naturais Ralco e Alto Bíobío. As estradas são excelentes até Puerto Montt, onde inicia a Carretera Austral. Construída durante a ditadura militar chilena, a rota é em meio à região insular, e o tempo inteiro entrecortada: em alguns trechos, a travessia é em balsas. Punta Arenas, de colonização espanhola e croata, é ponto de partida para Puerto Natales, destino adorado por quem curte trilhas: lá fica o parque natural Torres del Paine, uma das paisagens mais bonitas do país e do continente.

Se ainda tiver fôlego, você pode embarcar em um cruzeiro rumo ao Cabo de Hornos, no extremo sul das Américas. Atenção: só há roteiros entre outubro e abril. 

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Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

O ano de 2014 assistiu a uma goleada de São Paulo. Patinho feio do turismo brasileiro por excelência – como competir com Rio, Salvador, Foz do Iguaçu ou com a Amazônia? –, a capital paulista fez bela figura na Copa do Mundo de futebol. Recebeu 68,94% dos visitantes do Mundial, de acordo com a SPTuris, a empresa municipal de promoção turística, contra 5,25% do Rio e 5,11% de Minas. Quem veio, gostou: 81,4% avaliou a cidade com notas positivas. 

Poucas semanas antes do começo da Copa, em abril, São Paulo já tinha sido considerada o melhor destino de viagens do Brasil no ranking anual Traveler’s Choice da comunidade virtual TripAdvisor, a maior do planeta. Durante os jogos, transporte e segurança fora do estádio foram eleitos os melhores da competição pela Fifa.  É verdade que os turistas estrangeiros deram preferência à Vila Madalena, boêmia há bastante tempo e que, hoje, passa por um processo acelerado de elitização. Mesmo assim, a fileira de bares das ruas Fidalga, Aspicuelta e adjacências (como Filial e São Cristóvão) segue com público cativo. Ainda tem grife – Ronaldo Fraga (ronaldofraga.com.br) –, loja de brinquedos de madeira – Pindorama (pindoramabrinquedos.com.br–, restaurantes de chefs como Andrea Kaufmann, do AK Vila (akvila.com.br). E centros culturais alternativos, a exemplo do Rio Verde (centroculturalrioverde.com.br), com programação de música independente. 

Mas, enquanto a Copa serviu para divulgar ao mundo que São Paulo tem o que mostrar, a cidade segue trilhando uma mudança de perfil capitaneada por jovens que, nas áreas centrais, têm jogado para escanteio hostesses e consumações mínimas estratosféricas. 

Já não é mais preciso esperar pela Virada Cultural, em maio, para encontrar música ao vivo e intervenções artísticas ao ar livre. Aos pés do Teatro Municipal – de onde, aliás, parte, às quintas-feiras, o tour a pé Caminhada Noturna (caminhadanoturna.com.br) –, o Vale do Anhangabaú tem show gratuito quase todo fim de semana. Proliferam festivais organizados por coletivos independentes que ocupam ruas, praças e calçadões comerciais da região, como SP na Rua (facebook.com/spnarua) e Baixo Centro (baixocentro.org). 

Festas como a pioneira Voodoohop (voodoohop.com), criada há cinco anos, e Buraco da Minhoca, que nasceu dentro de um túnel sob a Praça Roosevelt, ambas com periodicidade e endereço variáveis, implodiram a antiga ideia de que fila na porta é inevitável. 

Pela perspectiva gastronômica, a novidade atende pelo nome de food truck. Vários desses caminhões de comida não têm endereço fixo e é preciso segui-los nas redes sociais para saber a localização do dia. Encontre a lista atualizada em foodtrucknasruas.com.br.

Para escapar do trânsito, as bikes vieram com tudo. O novo sistema de ciclovias segue em expansão, e a ciclofaixa de domingo tem vários itinerários, como o que liga os parques Villa-Lobos e Ibirapuera ou o que leva ao centro histórico. Nos fins de semana, o tour guiado Bike Tour SP é gratuito (biketoursp.com.br). 

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Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Mais de 1.600 quilômetros de um percurso único, que combina quatro séculos de história, natureza exibicionista, gastronomia aconchegante e aventuras atemporais para todo tipo de viajante. A Estrada Real atravessou séculos vendo cargas de ouro e diamante do interior de Minas Gerais seguir rumo ao litoral fluminense. Hoje, o que se vê é uma estrutura respeitável, pronta para receber cada vez mais visitantes em uma experiência sem paralelos no Brasil. 

A maneira de explorar esses caminhos fica a seu critério. Em 2014, 55% dos turistas fizeram o percurso em veículos 4X4, 25% de bike e 5% usaram motos. Caminhada foi opção para 15% dos viajantes. Também é bom ter em mente que não é preciso (nem recomendável) percorrer toda a rota de uma só vez. A ideia é aproveitar a Estrada Real por partes, parando em cidades históricas, vilas rurais e desfrutando de cada um dos três grandes trechos. O Caminho Velho vai de Paraty a Ouro Preto; o Caminho Novo liga o Rio de Janeiro a Ouro Preto e o Caminho dos Diamantes, Ouro Preto a Diamantina. 

A maior parte do trajeto é por estradas de terra, serpenteando por entre serras e vales. Fique tranquilo: não dá para se perder. São 1.926 marcos de concreto e 726 placas, todas com a manutenção em dia, feita pelo Instituo Estrada Real. Fundado em 1999 pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, o órgão conseguiu colocar para funcionar turisticamente o percurso histórico que hoje contempla 199 municípios mineiros, paulistas e fluminenses.

A inspiração veio do Caminho de Santiago, entre os Pireneus franceses e a cidade espanhola de Santiago de Compostela, mas sem o viés religioso da peregrinação. A versão brasileira não nega as influências, especialmente nos passaportes da Estrada Real, criados em maio. Até o início do mês, cerca de mil pessoas retiraram seus passaportes (além de mapas e planilhas) nos postos do trajeto.

Restaurantes, pousadas e centros de visitante carimbam os passaportes, com pictogramas locais. No centros históricos de Ouro Preto e Paraty são concedidos certificados para os que tiverem 14 carimbos no Caminho Velho ou 12 no Caminho dos Diamantes. Em cada ponto de apoio, uma pasta com contatos de pousadas, restaurantes e mecânicos em cada região. As informações estão em institutoestradareal.com.br.

Além de cidades históricas, a rota passa por áreas onde a natureza é o destaque, como os parques da Serra da Bocaina e Serra do Cipó, cachoeiras, sítios arqueológicos e cavernas. De 4x4, bicicleta, de moto, caminhando ou um pouco de tudo, tanto faz. A Estrada Real tem tudo para ser uma boa alternativa à infalível fórmula sol e praia. “História e cultura fazem parte de uma grandiosa oportunidade de conhecer nosso País nos recantos mais interessantes neste aspecto”, diz o presidente da Abeta, Evandro Schütz. 

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Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Em 2015, o Sudeste Asiático deve entrar no radar dos brasileiros não só pela beleza das paisagens e das construções milenares, pelas cores, templos, pela cultura particular e a caudalosa e picante gastronomia. A região deve atrair mais turistas também pelo que não tem: preços do dia a dia em dólares. Com a moeda americana há meses ao redor de R$ 2,50, o quarteto formado por Tailândia, Camboja, Laos e Vietnã, roteiro básico vendido pelas operadoras no Brasil, pode representar uma opção de férias abordável. 

Na Tailândia, por exemplo, uma porção do prato típico pad thai custa, em média, R$ 4. Em Ho Chi Minh, no Vietnã, é possível dormir em um hostel por cerca de R$ 30 por noite. “Com a alta do dólar, o Sudeste Asiático voltará a ser um dos destinos internacionais mais atraentes”, avalia Ricardo Freire, colunista do Viagem.

Embora não seja rápido, chegar lá, hoje, é bem fácil. As empresas que têm seus hubs no Oriente Médio, como Emirates, Etihad e Qatar Airways, e ainda a Turkish, são as opções mais convenientes, com passagens de ida e volta a partir de US$ 1.250 – para viajantes independentes, esta será a parte mais cara da viagem. Na CVC (cvc.com.br), o pacote de 14 noites com aéreo, hospedagem e 12 refeições custa desde US$ 3.973, em abril. A Raidho (raidho.com.br), que leva brasileiros à região desde 1990, tem roteiro de perfil mais exclusivo, de 16 noites, desde US$ 4.880 por pessoa, sem aéreo. 

Importante é prestar atenção à época do ano para escapar das monções, de maio a outubro. Agora, e por quase todo o primeiro semestre, o tempo é mais seco. E o calor dura o ano todo. 

Na Tailândia (tourismthailand.org), um dos dez países que mais recebem turistas no mundo (26 milhões por ano), o roteiro para uma primeira visita pede um tempo na capital Bangcoc; Phuket, mais ao sul; as paradisíacas ilhas Phi Phi, cuja fama veio há quase 15 anos graças a Leonardo DiCaprio e o filme A Praia (2000); ao norte, Chiang Mai é a segunda maior cidade do país.

No Laos (tourismlaos.org), Luang Prabang, cidade mais bonita do país, é o principal alvo dos visitantes. Recortado pelo Rio Mekong, o centro histórico tem mais de 30 templos entre prédios herdados da colonização francesa.

A “baía dos dragões”, Halong Bay, com suas rochas agudas fincadas no mar, é o cenário mais famoso do Vietnã (vietnamtourism.com). Ao norte está Hanói e, mais ao sul, Ho Chi Minh; entre as duas, a cidade colonial de Hoi An merece uma espiada. Os internautas que votaram no Traveler’s Choice Destinos em Alta, da comunidade TripAdvisor, sugerem ainda Da Nang. “Tem praias tranquilas, excursões culinárias e santuários budistas”, diz Renan Rubert, porta-voz do site e um dos jurados. As Marble Mountains são um conjunto de cinco elevações de mármore e calcário de visual memorável. 

Ao Camboja (tourismcambodia.org), vai-se para ver o conjunto de templos Angkor Wat, em Siem Reap, considerado o maior complexo religioso do mundo. Estique até a litorânea Sihanoukville, no Golfo da Tailândia. “É espetacular para mergulho e snorkel”, diz Rubert, do TripAdvisor.

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Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Pode se munir de trocadilhos: São Miguel do Gostoso não tem gostoso apenas no nome. Vejamos: é gostoso chegar a um lugar tranquilo e seguro, a apenas 1h30 de carro de Natal, com boa infraestrutura para o turismo. Há pousadas para todos os bolsos (a Porto do Trapiá, na tranquila Praia do Maceió, tem bom custo-benefício). Os restaurantes, de cardápio e decoração caprichados, têm preços justos (ou seja, baratos em comparação a São Paulo, Rio, capitais nordestinas e outras cidades turísticas). Para se ter uma ideia, comi um maravilhoso (e bem servido) atum selado no restaurante Tuc Tuc por R$ 36. Uma caipirinha bem servida no Madame Chita (que também serve ótimos crepes) custa R$ 12.

Os bares de praia, como o Jack Sparrow, na Ponta do Santo Cristo, têm menu cuidadoso (pena é não trabalhar com água de coco) e espreguiçadeiras que fazem jus ao nome. E o vento que não dá trégua proporciona o cenário ideal para os praticantes de kite e windsurfe passarem horas a fio no mar. Quem não tem familiaridade com o esporte pode aproveitar as férias para aprender, mas reserve ao menos uma semana.

A água é rasinha na maré baixa, o mar não puxa. O vento deixa a água turva, mas, ainda assim, limpa. As pessoas ainda entram n’água e deixam as coisas na areia, despreocupadamente, algo raro nas praias brasileiras hoje em dia.

E os passeios? A 15 minutos de distância, Tourinhos é a mais bonita das praias de São Miguel. Ali, não deixe de passar no restaurante A Tartaruga, cujo prato mais pedido é o risoto de caju (inesquecível; peça a versão com camarões, por R$ 44).

Outra opção é ir bem cedo para Galinhos, onde se chega em um passeio de buggy de dia inteiro, pela orla, com parada nas praias do caminho. Não é a única opção para chegar lá. É possível ir direto, desde Natal, até Pratagil e, de lá, pegar um barco – o povoado fica isolado em uma península cercada de dunas. São aproximadamente 2 horas de viagem.

Galinhos é ainda mais rústica que Gostoso. “A água salobra (nas pousadas melhores o banho usa galões de água mineral) estagnou o crescimento turístico de Galinhos, o que é muito bom para a preservação do sossego”, diz o colunista do Viagem e Turista Profissional Ricardo Freire. Ali, a pedida é curtir o pôr do sol, relaxar à beira-mar, comer peixe fresco preparado de forma caseira. Não espere luxos ou restaurantes refinados. Desacelere. 

Como ambas são relativamente próximas a Natal, é provável que, muito em breve, os turistas passem a ocupar em massa Galinhos e São Miguel. Se quiser curtir os preços baixos e todo esse sossego, a visita não pode passar de 2015.

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Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Adjetivos para descrever a cidade afloram como as águas cristalinas que renderam fama a Bonito (MS). Referência na gestão do ecoturismo no País desde os anos 1990, a cidade, a 312 quilômetros de Campo Grande, soube explorar suas riquezas naturais como poucas.

Por conta disso (e por seu potencial de atrair tanto famílias quanto viajantes atrás de emoções mais fortes) é que Bonito está nesta lista. E também na dos 100 Destinos Mais Sustentáveis de 2014, elaborada pela Green Destinations, organização não governamental focada em avaliar a preservação de lugares turísticos.

A cidade de 20 mil habitantes conta com dois voos semanais da Azul saindo de Viracopos e outros fretados pela CVC, além de 5 mil leitos em 80 hotéis. A visitação com preços tabelados para as atrações, por meio de um voucher emitido pela prefeitura e vendido por mais de 50 agências de turismo, é um modelo almejado por vários destinos. Apesar da fama, Bonito recusa o rótulo de cara, atribuindo à limitação de visitantes e à boa infraestrutura os preço elevados dos pacotes, que, em geral, incluem almoço e equipamentos. 

No ano passado, Bonito recebeu 240 mil viajantes, apesar de ter capacidade para muitos mais em suas mais de 40 atrações. Pelo aplicativo Guia Bonito, dá para montar sua própria programação. A flutuação no Rio Sucuri (R$ 168) é a mais clássica e obrigatória. Munidos de máscara, snorkel, coletes salva-vidas e roupas de neoprene – a água é fria –, os turistas descem com a suave correnteza na companhia de dourados, piraputangas e outros peixes. 

A cor e a limpidez da água da Gruta do Lago Azul (R$ 60), principal cartão-postal de Bonito, são outro destaque. Os quase 300 degraus de uma escadaria rústica não são nada perto da beleza do poço de mais de 90 metros de profundidade. Mais alta do Estado, com 157 metros, a Cachoeira da Boca da Onça é um passeio de um dia (R$ 196) que percorre uma trilha fácil de quatro quilômetros. Para fartura de cascatas, o Parque das Cachoeiras (R$ 125) oferece seis opções de quedas com águas cristalinas e uma tirolesa. 

O Abismo Anhumas é para os radicais. Um rapel de 70 metros leva a uma caverna submersa com formações cônicas de calcário, onde se pode flutuar ou mergulhar com cilindro (desde R$ 575). Caro, mas restrito a 16 visitantes por dia.

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Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Praia, sol e sal. Só que não. Tire só a parte do sal, porque Alter do Chão e suas águas doces e cristalinas nada deve a destinos badalados à beira-mar. O balneário paraense, a 38 quilômetros de Santarém, alia descanso praieiro aos mistérios da floresta. 

Em tempos de litoral abarrotado e caro, Alter do Chão surge como uma opção descolada para o réveillon, com festas mais caprichadas a cada ano, porém sem muvuca em excesso. Em setembro, a tradicional Festa do Sairé atrai visitantes de todo o Pará para dançar e celebrar por uma semana, em uma colorida mistura de elementos sagrados e profanos. 

Aos poucos, a infraestrutura turística aumenta e se sofistica. Pousadinhas aconchegantes, com algum conforto e ar-condicionado para driblar o calorão úmido, vão se espalhando pela orla. De agosto a janeiro, a vazante do Rio Tapajós traz à tona praias de areias brancas e águas translúcidas. 

Entre elas, o banco de areia da Ilha do Amor. O cartão-postal com prazo de validade (fica quase submerso de fevereiro a agosto) é acessível da orla por canoa ou a pé, no auge da seca. De segunda à sexta-feira, a tranquilidade é garantida; nos fins de semana, os quiosques podem ficar lotados. Para a melhor vista do pôr do sol, rume à Ponta do Cururu. 

Também na categoria logo ao lado, o Lago Verde e a Floresta Encantada são obrigatórios. Na seca, o lago se forma entre bancos de areia, pelos quais se margeia a mata caminhando para avistar macacos, tatus e cotias. Durante a cheia, período que coincide com a reprodução das aves, é possível navegar próximo às copas das árvores. A água é tão transparente que as plantas continuam fazendo fotossíntese, mesmo submersas. 

Além das águas, a mata que emoldura o Tapajós é outro destaque. O passeio à Floresta Nacional do Tapajós (Flona) dura dois dias, com paradas em prainhas escondidas e refeições e pernoite em comunidades ribeirinhas. No site da prefeitura de Santarém (santarem.pa.gov.br) há contatos de hotéis e agências da região.

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Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Simpática, simples e compacta, Lisboa é daqueles destinos que fazem a gente se sentir em casa. Não é preciso pensar em outro idioma, sofrer para escolher a comida ou ficar preocupado em se perder. “Barata como sempre e descolada como nunca”, escreveu o colunista do Viagem Ricardo Freire para justificar seu voto na cidade. 

Ele tem razão: em tempos de dólar e euro instáveis, Lisboa é um alívio para o bolso. Só para se ter uma ideia, um táxi do aeroporto à região central custa menos de 20 euros. Aliás, o transporte público na capital é excelente. O metrô leva a (quase) toda parte, incluindo o aeroporto (mas não vale a pena se levar muita bagagem por causa das escadarias). Bondinhos cumprem sua função turística – o 28 é o mais famoso e chega a alguns dos pontos turísticos mais importantes da cidade, como o Castelo de São Jorge (na verdade, uma fortaleza), de onde se tem uma bela panorâmica.

Três dias são suficientes para pincelar o básico da cidade, incluindo aí uma visita ao distrito de Belém para ver o histórico Mosteiro dos Jerônimos e provar os famosos pastéis de Belém. Acredite: não é por acaso que eles se tornaram uma instituição. Anote esta dica: a fila na porta é para quem quer comer de pé. Na maioria das vezes, porém, você encontra mesas ao se embrenhar pela casa. Sente-se em qualquer lugar: não há hosts para orientá-lo. 

Não deixe de fazer um roteiro pelos mirantes. Além do Castelo de São Jorge, há o Miradouro da Graça, ali pertinho, e o de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto – vá no fim de tarde e já emende a noite por lá. 

Também vale reservar uma noite para a região do Cais do Sodré, que vem sendo renovada. O bairro está repleto de bares moderninhos para beber madrugada afora, às vezes ao som de música ao vivo (mas nada de fado – as casas especializadas ficam em Alfama). Durante o dia, o Mercado da Ribeira, ali perto, foi restaurado recentemente.

Com tempo extra, você conhece os castelos de Sintra, a pouco mais de uma hora de trem. E por falar em desembarque, vale lembrar que chegar lá está cada vez mais fácil. A TAP oferece voos a partir de 12 cidades brasileiras – ao todo, são mais de 80 frequências diárias, 14 delas dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos.

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Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

O Euro virou a moeda oficial da Estônia há apenas três anos. E o país, que começava a entrar na rota dos turistas europeus, despontou de vez, graças aos preços baixos em comparação a destinos próximos e à beleza de sua capital. Tallin esbanja charme, com sua muralha medieval cercando o centro velho, um Patrimônio da Unesco com construções preservadas do século 14, comércio tradicional e restaurantes temáticos da Idade Média. 

“A cidade é um encantador emaranhado de ruas e pináculos medievais, encostada no mar Báltico. Pequena, com áreas turísticas seguras e fáceis de serem exploradas a pé”, diz Renan Rubert, porta-voz do site TripAdvisor no Brasil.

Fora da muralha, o distrito de Kalamaja guarda a nova cena artística e noturna da cidade, com bares, restaurantes e ateliês onde funcionavam fábricas na época em que o país era dominado pela União Soviética. Aliás, não deixe de visitar o Museu da KGB, no Hotel Viru. As histórias ali são mais interessantes que o acervo propriamente dito. No 23º andar, existia uma base da KGB, que foi abandonada às pressas quando os russos perderam os domínios da Estônia, em 1990. O hotel, frequentado por celebridades e políticos, era cheio de escutas e mecanismos dignos de filmes do agente 007 – fitas de gravação, telefones e uniformes foram deixados para trás. Agende: viru.reservation@sok.fi.

Com a intensa busca de turistas, os voos diretos a partir das capitais europeias passaram a crescer. O aeroporto, contudo, continua pequeno – mas, nem por isso, desleixado. Tem área de lazer para as crianças, Wi-Fi grátis e totens com acesso ao Skype. E fica a 4 quilômetros do centro da cidade.

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