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Argentina foca na diversificação de destinos para atrair brasileiros

Voos a partir de Buenos Aires estão disponíveis para 35 cidades argentinas. País acredita que outra vantagem para os viajantes do Brasil é o câmbio favorável

Nathalia Molina, Especial para o Estadão

15 de outubro de 2021 | 11h03

Destinos além de Buenos Aires e câmbio favorável são as apostas da Argentina para atrair brasileiros nessa retomada do turismo internacional. O Instituto Nacional de Promoción Turística (Inprotur), responsável pela promoção do país no exterior, acredita em roteiros de natureza e na rápida conectividade com voos pela Aerolíneas Argentinas para 35 cidades a partir do Aeroparque, aeroporto dentro da capital.

Um dos investimentos do governo argentino foi a criação da Rota Natural, um menu de opções oferecido ao viajante para que ele trace o próprio roteiro pelo país. “Trata-se de um elemento importante porque vai dar visibilidade a todos os destinos argentinos emergentes. Estamos criando nove regiões com circuitos próprios internos em que o turista vai escolhendo os lugares aonde quer ir”, diz Ricardo Sosa, secretário executivo do Inprotur.

“E a Argentina está três vezes mais barata do que qualquer outro país, então você triplica as chances de o turista brasileiro não só viajar por mais dias como contratar serviços melhores”, completa o secretário.

A Argentina está aberta para brasileiros vacinados desde 1º de outubro. “Só exigimos um esquema vacinal completo com duas doses e um exame prévio de PCR de 72 horas. A partir do momento em que 50% da população foi totalmente imunizada, começamos a eliminar a exigência de um teste de antígeno na chegada”, explica Sosa. O país aceita todos os imunizantes aplicados no Brasil, incluindo Coronavac. Desde de 19 de outubro, não é necessário realizar o antígeno após o desembarque. Mas quem permanece mais de quatro dias na Argentina tem de fazer um PCR entre o quinto e o sétimo dia.

Da mesma maneira que milhões de argentinos descobriram o próprio país durante os meses de fronteiras fechadas, as autoridades turísticas locais esperam ver movimento semelhante ser repetido por viajantes do Brasil, muitos deles acostumados a procurar regiões como Bariloche e Mendoza, além de Buenos Aires. Sosa conta que o governo vem mapeando a infraestrutura das cidades da Rota Natural. “Estamos fazendo uma curadoria de serviços para que eles estejam ao alcance do turista internacional”, diz o secretário.

Sosa reforça que o objetivo é manter o fluxo turístico para os destinos conhecidos e levar os viajantes do Brasil a descobrir outros, “sem abandonar a tradição da cidade de Buenos Aires, a neve de Ushuaia e Mendoza com seus vinhos”. “Mas, atualmente, metade das províncias da Argentina são produtoras de vinho. Então não se limita a Mendoza. A Rota do Vinho é San Juan, La Rioja, Catamarca, Tucumán, Salta, Jujuy.”

Voos para todas as regiões do país saindo de Buenos Aires

Outro fator importante para expansão dessas rotas alternativas ao turismo que tradicionalmente o brasileiro pratica na Argentina é a malha aérea. Segundo Fabián Lombardo, gerente comercial da Aerolíneas Argentinas, a companhia tem voos para 35 destinos dentro do território nacional, todos saindo do Aeroparque. “Além de representar economia de tempo, é fácil chegar aos hotéis do centro da cidade”, ressalta.

Entre os lugares que podem ser alcançados a partir do aeroporto, localizado no bairro de Palermo, estão Bariloche, Ushuaia e Mendoza. “Tem um destino novo que colocamos, Puerto Madryn, onde há avistamento de baleias, cuja temporada é agora em novembro”, diz Lombardo.

Para incentivar a criação de roteiros para todo o país, a Aerolíneas Argentinas se reuniu com empresas brasileiras durante a Abav Expo 2021, principal feira nacional de turismo, realizada neste mês em Fortaleza, pela primeira vez presencialmente desde o início da pandemia. “São Paulo-Buenos Aires seria a partir de US$ 250, US$ 300, mais ou menos. Mas estamos negociando com operadoras do Brasil a montagem de pacotes especiais bem atrativos, para o brasileiro continuar visitando a Argentina”, conta o gerente comercial da Aerolíneas Argentinas.

De acordo com o secretário executivo do Inprotur, vem sendo feito um trabalho para otimizar o tempo gasto na troca de voos na capital argentina. “Coordenando os horários de conexão, você pode fazer, por exemplo, Fortaleza à cidade de Buenos Aires com uma conexão de uma ou duas horas e ir até a província de La Rioja e Catamarca, que são lugares não muito conhecidos no Brasil”, diz Sosa.

Além da Aerolíneas, a partir de 18 de novembro, a Latam passa a oferecer 24 frequências semanais entre São Paulo e Buenos Aires, sendo 10 para o Aeroporto de Ezeiza e 14 para o Aeroparque. Com três meses de funcionamento, a nova companhia aérea Itapemirim já manifestou o interesse em voar para a Argentina em 2022.

Em Bariloche, novas opções gastronômicas e site em português

Apesar de o inverno deste ano em Bariloche ter registrado ocupação hoteleira na casa dos 80%, a cidade na Patagônia estava saudosa mesmo é dos brasileiros. Para que esse elo se restabeleça, o destino tem desde julho um site totalmente em português, com roteiros, atrações gastronômicas, sugestões de passeios e atividades, além de notícias. Para conferir o conteúdo, basta acessar visitebariloche.com e fazer um cadastro na própria plataforma. No Instagram, a novidade é o perfil @barilochebrasil, inteiramente dedicado aos turistas que mais visitam Bariloche, depois dos próprios argentinos.

Para a temporada de fim de ano, estão previstos um festival de música e teatro, em novembro, e competições esportivas a partir de dezembro. Na natureza de Bariloche no verão, os visitantes podem realizar passeios a cavalo, de mountain bike ou de caiaque e praticar trekking e escalada.

O viajante brasileiro que for para lá vai encontrar uma cidade com nova iluminação nas principais ruas, além de mais opções de restaurantes e cervejarias, conta Leo Tiberi, diretor da Emprotur, órgão de promoção turística de Bariloche. “As chocolaterias do centro estão lindas e charmosas, esperando pelos turistas novamente.”

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